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	<title>Documentos da Congregação Mariana | Salve Maria</title>
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	<description>Congregação Mariana da Imaculada Conceição - Manaus, Amazonas</description>
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	<title>Documentos da Congregação Mariana | Salve Maria</title>
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		<title>Bula Superna Dispositione</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nilson Neto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Feb 2023 01:20:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Congregação Mariana]]></category>
		<category><![CDATA[Documentos da Congregação Mariana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Bula sobre a Congregação Primária de Sixto V em 1586</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">SUPERNA DISPOSITIONE<br />
SIXTO, BISPO, SERVO DOS SERVOS DE DEUS, PARA UMA MEMÓRIA PERPETUAL</p>
<p>PREÂMBULO<br />
As disposições do Alto, cuja inescrutável providência constituiu que, em todas as coisas, fosse ordenada pelo supereminente exame da dignidade Apostólica, julgando os méritos, em cada caso, pela piedade e salvação dos fiéis cristãos, julgou que de bom grado acolhêssemos o pedido e expedíssemos condigno título a esta Confraria ou Sodalício constituído em nossa cidade, devidamente instituído para o louvor e glória e para a salvação das almas, como tende se distinguir, e do sobredito determinamos que é, sob o olhar do Senhor, para a salvação das almas, concedê-lo.</p>
<p>CONCESSÃO DE GREGÓRIO XIII<br />
Mais, como exposto por parte do diletíssimo filho Cláudio Aquaviva, Prepósito Geral da Companhia de Jesus, a nosso predecessor de feliz recordação, o Papa Gregório XIII, os alunos externos nos colégios da Companhia instituídos nas diversas partes do mundo, vindo por motivos de estudo, vendo a piedade louvável de alguns alunos do Colégio da sobredita Companhia na Cidade, vieram a imitar os estudos com zelo fervoroso, por isso mesmo propagando em seus Colégios de origem muitos frutos de salvação e consolação espiritual das almas, para a Glória de Deus e o culto de seu Divino Nome, em honra da Santa Virgem Maria e, de forma louvável com que seus alunos desenvolvessem as obras e trabalhos de piedade, mantendo-se nos estudos e ampliando-os.</p>
<p>Nosso predecessor concedeu ao Prepósito Cláudio, suplicantemente inclinado, que na Igreja da Anunciação da Santíssima Virgem Maria, localizada dentro do edifício do Colégio da Cidade (no qual os mesmos alunos são instruídos, sob a direção de seus reitores e outros religiosos da Companhia, a tal piedade e exercícios frutuosos, ali aplicados desde os seus primórdios) com os alunos externos dos ditos Colégios, conjuntamente com outros fiéis devotos da sobredita Companhia, sob a Autoridade Apostólica perpetuamente, que erigisse e instituísse a Congregação Primária ou Sodalício Primário, sob o título da Anunciação da Beatíssima Virgem Maria, a ser dirigida enquanto existir pelo Prepósito Geral ou, sendo este ausente ou enquanto se designando um novo que o suceda, um seu Vigário, seja este dirigente ou dirigido, sem qualquer prejuízo para a Companhia, cumulando-o de muitas indulgências, sejam plenárias e remissões dos pecados dos alunos e demais fiéis.</p>
<p>PODER PARA ERIGIR&#8230;<br />
Ao Prepósito ou seu Vigário cabe, em quaisquer outros Colégios da dita Companhia, fora da Cidade, por todo o orbe, agora e em qualquer tempo eretos ou erigidos, em suas Igrejas, para o incremento das obras de piedade e salvação das almas, erigir e instituir Congregações ou Sodalícios sob o mesmo título, um único em cada um, a saber, para quaisquer outros alunos que ali assistam a bons estudos literários, juntamente com estes ou mesmo outros fiéis devotos, como preferirdes, que se tornará membro da cabeça que é a Congregação Primária ou Sodalício Primário, e dele dependente.</p>
<p>&#8230;E AGREGAR<br />
E a este ou estes agregar à Congregação ou Sodalício Primário, para que dele comungue das indulgências plenárias ou quaisquer outras indulgências, remissões de pecados, relaxações, graças e faculdades concedidas ou a serem concedidas à Congregação Primária ou Sodalício Primário já concedidas por nosso predecessor ou pela Sé Apostólica, e também possam ser perpetuamente concedidas, do modo correto e da forma expressa contida nas letras conferidas por nossos predecessores de forma plena.</p>
<p>PETIÇÃO PARA EREÇÃO DE VÁRIAS CONGREGAÇÕES<br />
Também foi explicitada a petição a nós enviada por parte do dito Prepósito Cláudio para a instituição de várias Congregações em um mesmo Colégio, das muitas Congregações ou Sodalícios de tal modo recentes, para maiores, dos quais tem sido aferidos seus frutos; e em muitos Colégios, para a frequência de seus congregados com diferentes ofícios.</p>
<p>Pediu para que, nestes Colégios e também em Casas da dita Companhia, além daquelas destinadas Congregações destinadas a alunos, também pudessem ser instituídas Congregações para outros fiéis em geral, aceitando-se nelas o ingresso de estudantes e demais fiéis para que, por meio de obras e exercícios piedosos estas Congregações ou Sodalícios pudessem também ser adornados pela ampliação dos dons das graças celestes.</p>
<p>PETIÇÃO DA EXTENSÃO DE PODERES<br />
Por parte do dito Prepósito Aquaviva nos foi humildemente suplicada a extensão, ao Prepósito da Companhia ou seu Vigário Geral, em quaisquer Igrejas da Companhia, ou Casas ou Colégios, tanto na Cidade quanto fora dela, por todo o Orbe, agora e enquanto estiver erigida ou sendo erigida, quaisquer sejam, de alunos, ou outros fiéis, ou ainda outras Congregações ou Sodalícios sob o título da Anunciação da Beatíssima Virgem Maria ou outro título e invocação, sendo erigidas e instituídas perpetuamente pela dita autoridade, a faculdade e a licença para conceder a elas tanto quanto oportunamente dignar-se conceder a benignidade da Autoridade Apostólica.</p>
<p>PODER PARA SUSPENDER PENAS<br />
Nós, que desejamos estender a concessão, não expediremos uma carta sobre indulgências específica, mas nesta sinceramente desejamos afetuosamente conceder que o Prepósito Cláudio ou seu predito Vigário, que seja capaz de desfazer a quaisquer excomunhões, suspensões, interditos ou sentenças eclesiásticas, censuras e penas, a grupos ou a indivíduos, por quaisquer ocasiões ou causa emitidos, dado que após a súplica que a nós inclinadamente foi apresentada, pela presente é conferido, ao Prepósito Cláudio e ao Prepósito da dita Companhia em qualquer tempo, ou Vigário Geral, que possam por este ser absolvidos, e absolvidos cessem as penas, em quaisquer Igrejas, Casas ou Colégios da Companhia, tanto em nossa cidade quanto em qualquer parte do Orbe, agora e pelo tempo em que estiverem eretas ou sendo erigidas e instituídas quaisquer outras Congregações ou Sodalícios, seja para alunos, quantos para quaisquer outros fiéis, ou de algum outro tipo qualquer, tanto sob o título da Anunciação da Beatíssima Virgem Maria quanto sob quaisquer outros títulos e invocações.</p>
<p>PODER PARA ERIGIR<br />
Por nossa autoridade, sem quaisquer prejuízos, concedemos que perpetuamente possa erigir ou instituir uma ou várias Congregações ou Sodalícios em um mesmo local ou Igrejas, para frequência de pessoas distintas em qualidade, agora e enquanto estiver ereta a Congregação ou Sodalício Primário.</p>
<p>PODER PARA AGREGAR E CONCEDER PRIVILÉGIOS<br />
E pela Autoridade Apostólica e pelo vigor dessas letras, concedemos perpetuamente que sejam agregados: erigidos, instituídos e agregados, respectivamente, os Sodalícios, escolares ou não, e a eles concedidas também todas e cada uma das indulgências, tanto as plenárias quanto quaisquer outras, remissões dos pecados e relaxações, bem como as imunidades, outras graças, faculdades, indultos, privilégios espirituais e temporais concedidas Congregação ou Sodalício Primário, às de quaisquer Colégios da dita Companhia ou Casa, agregada ou sendo agregada, sejam as escolares ou para outros fins, tanto pelo que foi dito de nossa Sé Apostólica por nossa Régia e Imperial Autoridade quanto pela de nossos Romanos Pontífices predecessores e estender as que de quaisquer modo forem concedidas, as já concedidas e as que futuramente serão concedidas por quaisquer outros, tanto às de alunos quanto de outros fiéis, ou ainda quaisquer outras Congregações ou Sodalícios em quaisquer Colégios ou Casas da dita Companhia, sejam estes já instituídos ou a serem instituídos posteriormente, sejam estes Sodalícios escolares ou não.</p>
<p>Pela Autoridade Apostólica e vigor da presente, seja, de tal modo, perpetuamente concedido comunicar a todas Congregações ou Sodalícios, ainda que Sodalícios não-escolares, indiferentemente, e principalmente estender e conceder, ampliar e permitir, agora e em qualquer tempo no futuro, as indulgências, remissões dos pecados, relaxações e outras Graças preditas e obtidas, as indulgências plenárias, imunidades, exceções, faculdades, privilégios, indultos e quaisquer outras graças concedidas desde o início de tais Sodalícios, pela Autoridade Apostólica por meio da presente e pelas letras de nosso predecessor Gregório, de forma perpétua e plenamente, aos congregados que observem as disposições próprias para tanto, tal como fazem os congregados da Prima Primária.</p>
<p>Enquanto houver o Prepósito Geral ou Vigário Geral da dita Companhia, fica a ele concedido agregar perpetuamente as Congregações ou Sodalícios, escolares ou não, ou de quaisquer categorias de fiéis, já erigidos ou em vias de ereção e instituição.</p>
<p>E que sejam compreendidas essas letras de concessões, indultos e ampliações como se expressas fossem de viva voz.</p>
<p>CLÁUSULA CONFIRMATÓRIA<br />
Para o discernimento dessas presentes letras, similar ou diferentemente, a respeito do indulgenciário ou outras revogações de graças, suspensões, limitações, derrogações e outras quaisquer disposições em contrário dê-se preferência ao que da Basílica dos Príncipes dos Apóstolos por meio de Nós ou por outros Romanos Pontífices predecessores nossos tenha fruído por ação própria da plenitude do poder.</p>
<p>NOS OBSTANTIBUS<br />
E se, ignorando ou conhecendo o que aqui foi definido, qualquer império ou reino dispuser em contrário de nossa vontade expressa nas constituições apostólicas, seja considerada esta autoridade nula e vazia e, de novo, não obstante, seja tudo restituído, reposto e totalmente reintegrado.</p>
<p>PODER PARA DISSOLVER<br />
Queremos, ainda, que se for relatado que as ditas Congregações ou Sodalícios de sua Companhia, ou Casa, ou Colégio de qualquer forma causarem qualquer impedimento ou prejuízo em qualquer tempo, da mesma forma o Prepósito ou seu Vigário têm o poder de dissolvê-los.</p>
<p>CÓPIAS<br />
Que a presente seja copiada, impressa, subscrita pelas mãos do Secretário da Companhia ou notário público e pelas pessoas constituídas em dignidade eclesiástica, seja o Prepósito ou seu Vigário no momento, munido do sigilo da Companhia, quando exposto ou exibido a fim de que a presente seja tida com fé de juízo em toda parte e aplicada.</p>
<p>SANÇÃO<br />
A nenhum e qualquer homem é permitido infringir desta página Nossa absolvição, indulto, extensão, decreto, vontade ou determinação sem contrair juízo temerário. Se alguém atentar presunçosamente, incorrerá na indignação de Deus Onipotente e dos Santos Pedro e Paulo, seus Apóstolos.</p>
<p>Dado em Roma, sob São Pedro, no dia 9 de janeiro, no ano da encarnação de 1586, segundo do Nosso Pontificado.</p>
<p style="text-align: right;">Fonte da tradução: <a href="https://www.manualdacm.com/p/superna.html">aqui</a></p>
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		<item>
		<title>Carta de Pio XII ao Cardeal Leme sobre as Congregação Marianas</title>
		<link>https://salvemaria.com.br/carta-de-pio-xii-ao-cardeal-leme-sobre-as-congregacao-marianas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Seção da Boa Imprensa - Congregação Mariana da Imaculada Conceição]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Jun 2019 15:32:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Congregação Mariana]]></category>
		<category><![CDATA[Documentos da Congregação Mariana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Carta de Pio XII ao Cardeal Leme, o Cardeal de Maria, grande apoiador e incentivador das Congregações Marianas no Brasil</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com particular complacência, recebemos o artístico pergaminho quo Nos enviou o Dileto Filho César Dainese da Companhia de Jesus, Diretor da Confederação Nacional das Congregações Marianas do Brasil e com o qual estas Congregações Marianas Nos testemunhavam sua filial adesão: e ao mesmo tempo nos apresentavam o <strong>apreciadíssimo dom de tantas milhares de comunhões</strong>, oferecidas ao Senhor, pelo Vigário de Cristo na terra.</p>
<p>Pensamos dirigir-Te esta Carta para que seja mais solene e manifesto o Nosso agradecimento que Tu, Dileto Filho transmitia em Nosso nome a todos que contribuíram a este tão valioso ramalhete espiritual. Esta filial homenagem, de tão copiosos e inestimáveis <a href="https://salvemaria.com.br/tesouro-espiritual/">tesouros espirituais</a> encheu de consolação o Nosso coração e Nos proporcionou suavíssimo bálsamo, em meio a tantos e tão profundos males que atormentam e convulsionam o mundo.</p>
<p>Maior ainda foi a Nossa satisfação ao saber que as valorosas Falanges Marianas, sob a direção dos Veneráveis Irmãos Arcebispos e Bispos do Brasil, <strong>são cooperadoras eficazes na propagação do Reino de Jesus Cristo</strong>, e que exercem um<strong> fecundo apostolado</strong> por meio de múltiplas e variadas obras de zelo, e isto vem confirmar-Nos ainda mais uma vez, que estas Falanges Marianas ocupam, segundo suas gloriosas tradições, sob as ordens da Hierarquia, um <strong>lugar conspícuo</strong> no trabalho e na luta para a Maior Glória de Deus e bem das almas, e que são, como força espiritual, <strong>de grande importância para a causa católica no Brasil</strong>, como em repetidas ocasiões e com tanto entusiasmo, publicamente, Dileto Filho Nosso, tens manifestado e como também o têm feito outros Veneráveis Irmãos no Episcopado.</p>
<p>Com singular agrado vemos também que os membros deste pacífico exército mariano procuram <strong>diligentemente</strong> não só uma <strong>sólida </strong><strong>formação espiritual</strong>, senão também uma intensa e <strong>fecunda vida de apostolado</strong>, elementos ambos essenciais a toda Congregação Mariana e que temperam constantemente suas armas, em frequentes retiros espirituais, e na frágua dos Exercícios que cada ano praticam.</p>
<p>Os nossos mais vivos desejos são que estas palestras de piedade e apostolado cristão cresçam cada dia mais, cada dia mais se robusteçam numa íntima e oportuna vida sobrenatural, cooperem cada dia mais, com o seu <strong>tradicional acatamento e humilde submissão</strong> às normas e direções de Hierarquia, na<strong> dilatação do Reino de Deus</strong> e difundam cada vez mais abundantemente a vida cristã nos indivíduos, nas famílias, e na sociedade, seguindo sempre as <strong>tradicionais verdades e princípios católicos que nunca mudam</strong>, mas que permanecem imutáveis com o variar do tempo e das coisas.</p>
<p>Ao manifestar-Te, Dileto Filho Nosso, o Nosso agrado e Nosso ânimo agradecido por tão precioso presente espiritual, fazemos votos que a vida das Congregações Marianas que tão valentemente trabalham<strong> seja cada vez mais sobrenaturalmente fecunda em frutos de própria santificação</strong> <strong>e em obras de apostolado cristão. </strong></p>
<p>Testemunho e penhor de nosso especial amor a estas falanges Marianas seja Nossa Benção Apostólica que a Ti, a todo Episcopado do Brasil, ao clero secular e regular e a todos os membros das Congregações Marianas com grande afeto no Senhor enviamos.</p>
<p>Dado em Roma, junto a São Pedro, a 21 do mês de janeiro de 1942, terceiro ano de nosso pontificado</p>
<p style="text-align: right;">Pius PP. XII<br />
Tirado do jornal A Ordem de 31 de julho de 1943</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Discurso de S. Pio X aos Congregados Marianos</title>
		<link>https://salvemaria.com.br/discurso-de-pio-x-aos-congregados-marianos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Seção da Boa Imprensa - Congregação Mariana da Imaculada Conceição]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Dec 2018 15:45:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Congregação Mariana]]></category>
		<category><![CDATA[Documentos da Congregação Mariana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Palavras de S. Pio X aos congregados marianos em seu discurso de 7 de setembro de 1904</p>
<p>O conteúdo <a href="https://salvemaria.com.br/discurso-de-pio-x-aos-congregados-marianos/">Discurso de S. Pio X aos Congregados Marianos</a> aparece primeiro em <a href="https://salvemaria.com.br">Salve Maria</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Além do <a href="https://salvemaria.com.br/discurso-de-pio-xi-aos-congregados-marianos/">papa Pio XI</a> e do <a href="https://salvemaria.com.br/pio-xii-as-ccmm/">papa Pio XII</a>, também o grande e glorioso Papa São Pio X se dirigiu aos congregados marianos com palavras especiais cuja tradução inédita à língua portuguesa apresentamos aos nossos leitores.</p>
<blockquote><p>Dentre os méritos da venerável Companhia de Jesus, como o apostolado, mesmo nos países infiéis, a instituição do clero e do povo, a educação da juventude e, acima de tudo, <strong>a firmeza e constância em suportar, como ninguém mais, o desprezo, a perseguição e a calúnia do mundo</strong>, entre tantos outros insignes, creio que um não possa ser deixado por último: A fundação das Congregações Marianas, que, fundada há três séculos e meio no Colégio Romano, hoje supera o número de 26 mil congregações agregadas e milhões e milhões de membros que, unidos em um só espírito, que é o espírito do amor de Jesus Cristo,<strong> não tem outro propósito senão de se santificarem pela observância estrita da lei divina.</strong></p>
<p>Os meios? A santificação dos dias, a caridade recíproca e especialmente aos necessitados. A santificação dos dias, ao rezarem à Santíssima Virgem sob cujo patrocínio as Congregações foram erigidas, ao assistirem piedosamente a Santa Missa, ao colocarem em prática o que se estudam em suas conferências, ao se aproximarem o mais frequente possível do Santíssimo Sacramento e aproveitar as Sagradas Indulgências que concedemos à Prima Primária e a todas as congregações a ela agregadas.</p>
<p>Estes meios que são todos óbvios, fáceis para todos, que para os congregados são realmente obrigatórios e pelos quais podemos dizer que todas as leis são cumpridas: porque na santificação dos dias se encontram incentivos para cumprir todos os outros preceitos da santa lei do Senhor.<strong> Quem santifica bem os dias, ouve a palavra de Deus e a põe em prática: pois evita o mal e caminha no caminho da bondade.</strong></p>
<p>Os frutos são evidentes, cumprindo a sentença do Espírito Santo: Adolescens juxta viam suam, etiam cum non senuerit, recedet ab ea — <em>O caminho que segue um jovem na sua juventude é o mesmo que seguirá na velhice até a morte. </em>E nós mesmos o testemunhamos nas tantas vezes que assistimos a reuniões como esta e nos admiramos junto com crianças e com jovens, adultos e pessoas mais velhas com 30 anos, 40 anos, alguns 50 ou 60 anos. Eles se juntaram às Congregações como jovens e toda a sua vida cumpriram fielmente suas obrigações e estavam felizes por tê-lo feito; eram pais de família, cristãos fervorosos, exemplo para sua cidade, modelos da família e, de maneira especial, <strong>modelo para os outros, que precisam de suas palavras, mas precisam ainda mais de seu exemplo</strong>: <em>Longum iter per praecepta, breve per exempla — O caminho é longo através de preceitos, breve através do exemplo.</em> Advogados ilustres, médicos experientes, professores, grandes homens, que ouviram a palavra do Senhor, louvaram a Virgem Maria, se aproximaram dos Santíssimos Sacramentos: vendo-os, os próprios jovens se sentirão obrigados a seguir o exemplo, e valorizarão a lição que herdaram.</p>
<p><strong>Eu me congratulo convosco, congregados, porque destes vosso nome à Congregação Mariana; porque  vejo em vós uma eleita fileira de verdadeiros cristãos: Cristãos fervorosos, dispostos a praticar qualquer sacrifício sob a proteção da Virgem e o amparo da Divina Providência. </strong>Eu vos recomendo as palavras de São Paulo: &#8220;<em>Vigilate, state in fide et confortamini</em>&#8221; – Vigiai, permanecei na Fé e tende confiança!</p>
<p>Ó queridos jovens, a vós especialmente dirijo esta palavra, a vós que estais continuamente expostos aos perigos do mundo, a vós, que o inimigo da virtude tenta, por todos os meios, levar à ruína, a vós que respirais um ar mortal, a vós que caminhais por um caminho onde a cada passo se esconde a serpente e onde, infelizmente, há veneno em cada flor. <strong>Vigiai. Vigiai vossas paixões, vigiai, de maneira especial, vossas companhias</strong>, muitas vezes satélites do Demônio.</p>
<p><strong>Permanecei na fé, permanecei firmes, constantes na profissão da vossa fé. </strong>Ah! Claro, é preciso coragem para manter a fé, quando por tantos é combatida. É preciso ter coragem e habilidade para resistir ao respeito humano, quando tantos têm vergonha de ser cristãos. Convencei-vos, porém, que se corajosamente manifestardes vossa fé e vossas convicções, os adversários abaixarão sua testa diante de vós e honrarão vossa virtude.</p>
<p><strong>Confortamini. Tende confiança</strong>. Não confieis na inadequação de vossas próprias forças, mas em qualquer trabalho, em qualquer julgamento, contai com a bondade e misericórdia do Senhor que no tempo oportuno virá em vosso auxílio e vos dará o prêmio por vossos sofrimentos.</p>
<p>Agora, continuai a vigiar com firmeza e constância na fé, na confiança da Divina Providência, e tende certeza de que vós andais na estrada real que leva à salvação, assim trareis sobre vós, sobre vossas famílias e pessoas queridas aquela bênção que eu imploro do Senhor.</p></blockquote>
<p style="text-align: right;">Discorso de S. S. Pio X ai congregati convenuti in Roma<br />
per il primo congresso della congregazioni mariane d&#8217;Italia, Set 7 1904 (Instit. 36, VIII)<br />
Tradução por um congregado mariano</p>
<p>O conteúdo <a href="https://salvemaria.com.br/discurso-de-pio-x-aos-congregados-marianos/">Discurso de S. Pio X aos Congregados Marianos</a> aparece primeiro em <a href="https://salvemaria.com.br">Salve Maria</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Discurso de Pio XII aos jovens congregados</title>
		<link>https://salvemaria.com.br/discurso-de-pio-xii-aos-jovens-congregados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Seção da Boa Imprensa - Congregação Mariana da Imaculada Conceição]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Oct 2018 00:34:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Congregação Mariana]]></category>
		<category><![CDATA[Documentos da Congregação Mariana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesse discurso de Pio XII a jovens congregados franceses pode-se ver, mais uma vez, o louvor do papa ao espírito da Congregação</p>
<p>O conteúdo <a href="https://salvemaria.com.br/discurso-de-pio-xii-aos-jovens-congregados/">Discurso de Pio XII aos jovens congregados</a> aparece primeiro em <a href="https://salvemaria.com.br">Salve Maria</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 29 de agosto de 1953, o papa Pio XII discursou a um grupo de congregados da Escola de São Vicentes de Rennes, França. Esse discurso foi tão forte aos jovens congregados que achamos por bem trazer aos congregados em nosso tempo.</p>
<blockquote><p>Bem-vindos à casa de vosso pai! <strong>Vós já sabeis bem quanto amamos a Congregação Mariana e quanto valorizamos a séria formação espiritual que dá aos seus membros.</strong> Essa garantia vos deu o desejo de ouvir de nossos lábios, na Cidade Eterna, uma aprovação de vossa luta pela <a href="https://salvemaria.com.br/a-vida-crista/">Perfeição Cristã</a> dentro da Congregação Mariana, que é tão cara a vós.</p>
<p>Temos certeza que lestes a <a href="https://salvemaria.com.br/bis-saeculari-die">Constituição Bis Saeculari Die</a> e ouvistes uma explicação a ela. Nessa Constituição, confirmamos os solenes elogios e privilégios com que nossos predecessores tantas vezes enriqueceram a Congregação Mariana. Sabemos que essa Constituição deu novo impulso a várias congregações.</p>
<p>Ver-vos tão ansiosos por encorajamento e direção nos inspira a dizer uma vez mais que <strong>a Congregação Mariana é sempre fecunda e produtiva</strong>. Sim, é o lugar certo para atrair<strong> corações generosos</strong> – porque ela exige isso de seus membros. Mais do que isso,<strong> a Congregação é animada por um espírito mais puro e mais profundo do Evangelho</strong>. Ela é organizada e tem <strong><a href="https://salvemaria.com.br/regra">regras excelentes</a></strong>, que são ao mesmo tempo exatas e flexíveis e baseadas em um entendimento primoroso da natureza humana e da vida espiritual.</p>
<p><strong>Quando vos provais fiéis às tradições e métodos da Congregação, podeis ter certeza que respondeis aos desejos da Igreja e bebeis do verdadeiro espírito católico.</strong></p>
<p>A Congregação Mariana respeita plenamente a ordem cristã dos valores. <strong>Ela valoriza e metodicamente cultiva, salvaguarda e desenvolve, antes de tudo, a vida interior</strong>, uma vida de oração e <a href="https://salvemaria.com.br/o-combate-espiritual/">combate espiritual</a> sob a sombra da Imaculada, uma vida de obediência e humildade sob exemplo da Serva do Senhor, <a href="https://salvemaria.com.br/alegria">uma vida de alegria</a> e caridade no espírito do Magnificat e da Visitação.</p>
<p><strong>A ação, sem a qual não há verdadeira congregação mariana, deve brotar de uma intensa vida interior</strong>. De uma maneira concreta, a ação deve expressar a caridade de origem sobrenatural, a caridade que é devotada, paciente e eficaz. Vós guardais esse espírito, e por isso Deus seja louvado, pois sois verdadeiramente soldados da Santíssima Virgem.</p>
<p><strong>Vós sois felizes de pertencer a uma família espiritual que possui tantos heróis e <a href="https://salvemaria.com.br/santos">santos</a></strong>. Considerai uma graça especial que, nesse tempo em que vossa personalidade se forma e se firma, <strong>podeis encontrar um ideal sublime de serdes cavaleiros de Maria e, ao mesmo tempo, um sólido e seguro plano para perseguir esse ideal. </strong></p>
<p>Qualquer que seja o lugar e papel que Deus reserva para vós na sociedade e na Igreja, que vós tenhais sempre a coragem de<strong> usar generosamente o talento que vos foi dado, de acordo com o espírito e a prática da Congregação Mariana.</strong> Esse desejo que temos, confiamos a Santíssima Virgem Maria enquanto concedemos a vós e a todos os vossos nossa paternal benção apostólica</p></blockquote>
<p style="text-align: right;">Pio XII em seu discurso de 29/08/1953<br />
Tradução por um congregado mariano</p>
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		<title>Discurso de Pio XI aos Congregados Marianos</title>
		<link>https://salvemaria.com.br/discurso-de-pio-xi-aos-congregados-marianos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Seção da Boa Imprensa - Congregação Mariana da Imaculada Conceição]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Sep 2018 18:41:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Congregação Mariana]]></category>
		<category><![CDATA[Documentos da Congregação Mariana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Discurso de Pio XI aos Congregados Marianos em 30 de março de 1930</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Saudamos em espirito o exército imenso dos Congrega­dos que se dedicam ao bem, com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças.<strong> Vós pelejais à luz resplandecente da verdade</strong>, sob os auspícios dos nomes de Jesus e de Maria!</p>
<p>As magníficas energias que representais, essas energias exce­lentemente preparadas para o bem e para a verdade, tão bem exercitadas e arregimentadas, impressionam nosso espírito e enchem nosso coração de alegria. <strong>Regozijamo-nos ao pensar em tudo o que elas podem realizar, em tudo o que já realizaram e hão de realizar ainda</strong>, depois que foram convidadas ao apostolado por Nós, pelos nossos predecessores e mesmo pelos pri­meiros Apóstolos. Estes não chamaram por acaso os leigos em seu auxilio logo na aurora da era cristã?!</p>
<p>Essa participação dos leigos ao apostolado hierárquico reveste formas e modalidades diversas. Essa diversidade, sem­pre eficaz, se torna muito mais eficaz ainda no nosso caso porque aqui todos podem associar-se à conquista do bem pelo apostolado da palavra, da ação, do exemplo e da oração. Para promover a Ação Católica, basta com efeito que al­guém se dedique às boas obras, de qualquer modo que isto se faça. Na construção da casa de Deus trabalham todos os que se ocupam em fazer o bem na medida possível a cada um, por meio do apostolado que visa a extensão do reino de Deus.</p>
<p><strong>Cada qual pode, cada qual deve, na medida limitada de suas forças e segundo a formação que recebeu, auxiliar nessa empresa</strong>. Não deve porém, por causa disto, abandonar os mé­todos e os sistemas que sempre seguiu. Muito pelo contrário! Todas essas maneiras de fazer o bem devem subsistir. Não se deve pois dizer que esses métodos devem ser agora transfor­mados em outros, assim como não se deve dizer, por outro lado, que esses métodos são estritamente e na sua forma especí­fica a Ação Católica chamada oficial. Deve-se dizer simples­mente que essas modalidades de bem podem e devem ser for­ças auxiliares que tornam mais eficiente o rendimento da Ação Católica centralizada.</p>
<p><strong>Filhos muito amados, tão numerosos e tão bem formados! Folgamos em pensar que é entre vós que encontraremos os re­forços e os auxílios mais preciosos! Ficai no posto que ocupais; guardai os métodos que vos devem ser sempre muito caros; sede fiéis às tradições, que foram, que são e que serão sempre as garantias mais seguras de uma formação cristã e católica mais consciente e mais fervorosa</strong>. Continuai apoiados no regaço de vossa Mãe celeste! A sagrada Hierarquia precisa tanto do socorro e do auxílio dos fiéis!</p></blockquote>
<p style="text-align: right;"><em>Discurso aos Congregados Marianos</em><br />
<em>30 de março de 1930</em></p>
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		<title>Bula Omnipotentis Dei</title>
		<link>https://salvemaria.com.br/bula-omnipotentis-dei/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nilson Neto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jul 2018 01:56:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Documentos da Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Documentos da Congregação Mariana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Bula de Ereção Canônica da primeira Congregação Mariana, a Primária Romana, por Gregório XIII em 1584</p>
<p>O conteúdo <a href="https://salvemaria.com.br/bula-omnipotentis-dei/">Bula Omnipotentis Dei</a> aparece primeiro em <a href="https://salvemaria.com.br">Salve Maria</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">BULA<br />
<strong>OMNIPOTENTIS DEI</strong><br />
DE SUA SANTIDADE<br />
PAPA GREGORIO XIII<br />
SOBRE A CONGREGAÇÃO MARIANA</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Deus onipotente, nosso salvador, de sua superabundante misericórdia continuamente derrama sobre os corações dos fiéis a graça de divinas inspirações e fervor de devoção para que seus servos possam render a sua divina majestade a devida honra com frutos para si mesmos e possam cultivar todas as obras de piedade.</p>
<p>Nós, a seu exemplo, interessamo-nos  verdadeiramente, como é o dever de nosso ofício, em auxiliá-los e favorecê-los na execução desses trabalhos pios e exercícios celestiais, de modo que sua piedade e devoção possam estar em constante crescimento e que possam alcançar, com segurança, a salvação.</p>
<p>Antes disso, fomos informados que uma grande parte dos devotos jovens que estão engajados no estudo das letras em nosso Colégio Romano da Sociedade de Jesus, movidos por um vivo sentimento de afeto pela Beatíssima Virgem Maria, Mãe Deus, e exortados pelas piedosas exortações de seus professores, formularam a prática de visitar, em certos dias e horários, a Igreja da Anunciação anexa a seu colégio, para purificar suas consciências com sincera devoção e com viva contrição, através da confissão e sagrada comunhão, a recitar o breviário, ouvir instruções e aulas e executar outros trabalhos espirituais salutares. Também fomos informados que, graças ao seu exemplo, vários outros fiéis se uniram e congregaram com os mesmos objetivos de Zelo Cristão.</p>
<p>Por isso, desejosos de dar amplo desenvolvimento a essa piedosa associação, demos aos estudantes e demais fiéis que participam desses piedosos exercícios e trabalhos, muitas indulgências, como pode ser testemunhado nas cartas que demos naquela ocasião<span id='easy-footnote-1-4835' class='easy-footnote-margin-adjust'></span><span class='easy-footnote'><a href='https://salvemaria.com.br/bula-omnipotentis-dei/#easy-footnote-bottom-1-4835' title='O papa se refere aqui a uma lista de indulgências, hoje presente apenas nas Atas da Companhia de Jesus e no Arquivo do Vaticano'><sup>1</sup></a></span>.</p>
<p>Desde então, como nosso muito amado filho, o Superior-Geral da Companhia de Jesus<span id='easy-footnote-2-4835' class='easy-footnote-margin-adjust'></span><span class='easy-footnote'><a href='https://salvemaria.com.br/bula-omnipotentis-dei/#easy-footnote-bottom-2-4835' title='Padre Claudius Aquaviva, na ocasião'><sup>2</sup></a></span>, recentemente nos informou que os Colégios da Companhia se espalharam pelo mundo, especialmente nas principais cidades da Europa, e como para formar os jovens em virtude e moralidade, imbuí-los de verdadeira piedade e reta doutrina e como muito claramente evidenciaram os estudantes grande fervor na imitação desses excelentes trabalhos de piedade, tendo sido colhida uma colheita copiosa para a glória de Deus pela veneração da Santíssima Virgem Maria, pelo bem estar do povo e pela consolação das almas, com a intenção de estarmos calorosamente nutrindo e mantendo com segurança este louvável zelo pelas boas obras e devotos exercícios,<strong> pareceu-nos bom</strong> que o Colégio Romano, depois de haver dado origem a estes piedosos e salutares exercícios, possuísse a primeira e principal congregação canonicamente estabelecida.</p>
<p>Satisfaríamos, assim, a humilde petição do Superior-Geral da Companhia, que nos pediu que déssemos nossa aprovação a essa obra e provêssemos, de nossa benevolência apostólica, como pudesse ser oportuno.</p>
<p>Desejando, então, cordialmente apoiar os piedosos desejos dos estudantes e encorajar seu ardor na execução desses exercícios de devoção, aceitamos seus pedidos e <strong>pela nossa autoridade Apostólica, e pelo teor desta bula, erigimos e instituímos na igreja designada acima este sodalício, a congregação que será a primária, e será a mãe de todas as outras, sob o título de Anunciação da Bem-Aventurada Virgem Maria</strong>, composta de estudantes do colégio e todos os demais fiéis fielmente devotados a ela.</p>
<p>Desejamos que a Congregação Primária seja dirigida pelo Superior Geral e cada um de seus sucessores, e após entre a morte e a eleição canônica do novo Superior, pelo Vigário da Companhia, sem prejudicar, no entanto, os interesses da Companhia.</p>
<p><strong>E para que os membros desta congregação possam sempre receber incremento de devoção e piedade nas graças e dons celestiais que serão favorecidos, confiando na misericórdia de Deus Onipotente, pela autoridade dos Bem-Aventurados S. Pedro e S. Paulo, livremente concedemos no Senhor, pelo teor do presente <em>breve </em>e pela nossa autoridade apostólica, indulgência</strong><span id='easy-footnote-3-4835' class='easy-footnote-margin-adjust'></span><span class='easy-footnote'><a href='https://salvemaria.com.br/bula-omnipotentis-dei/#easy-footnote-bottom-3-4835' title='Na bula, obviamente, não se fez esta organização de pontos. Assim o fizemos para facilitar a compreensão e a leitura'><sup>3</sup></a></span>:</p>
<ul>
<li>plenária, de todos os pecados no dia de sua recepção para todos fiéis que, verdadeiramente penitentes e confessados de seus pecados, entrarem nas fileiras dos membros desta piedosa congregação e receberem a Santíssima Eucaristia na referida igreja ou em qualquer outra;</li>
<li>plenária, na hora da morte (in articulo mortis);</li>
<li>plenária, a fiéis de ambos os sexos que, verdadeiramente penitentes e confessados, recebendo a sagrada comunhão na festividade da Anunciação de Nossa Senhora, desde as primeiras vésperas até o por do sol do dia da festa, visitarem devotamente e rezarem pela preservação dos estados cristãos, a extirpação das heresias, a paz mútua e universal entre os príncipes cristãos e pelas necessidades e prosperidade do Romano Pontífice, assim como outras orações que o sugiram a devoção derramada por Deus;</li>
<li>plenária, aos congregados, igualmente penitentes e confessados, nas festas do Natal do Senhor, da Anunciação, da Assunção, da Imaculada Conceição e da Natividade da Santíssima Virgem Maria, receberem a Comunhão nesta igreja ou em outra;</li>
<li>de um ano, aos congregados que derem a outros congregados ou a demais fiéis uma sepultura eclesiástica;</li>
<li>de igual modo, aos enfermos e impedidos se, ao ouvirem o sino, exceto se a doença não o permitir, rezarem um Pater Noster e uma Ave Maria pela salvação da alma de defunto ou pela saúde do enfermo;</li>
<li>de um ano, aos membros que participarem das congregações, públicas ou privadas, na reza do Ofício, nas leituras e colóquios espirituais, nas exortações e demais ofícios piedosos ou fiéis defuntos, conforme ordenado pela Congregação Primária e aprovado pelo Superior ou Vigário da Companhia</li>
<li>de um ano, aos congregados que se fazem presentes nas missas durante a semana;</li>
<li>de um ano, aos que pela noite <a href="https://salvemaria.com.br/exame">examinarem diligentemente sua consciência</a>;</li>
<li>de um ano, aos congregados que visitarem os pobres enfermos em hospitais ou casas privadas;</li>
<li>de igual modo, aos que visitarem os encarcerados;</li>
<li>de um ano, aos que reconciliarem inimigos;</li>
<li>de quarenta dias, nas estações de Roma.</li>
</ul>
<p>Aqueles que se abstiverem da Cidade (Roma) lucram a indulgência, de mesmo modo, se em uma Congregação fora de Roma se congregarem e se mantiverem fiéis aos exercícios da Congregação Primária, mesmo na ausência de uma congregação onde moram.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Superior-Geral ou o Vigário Geral tem o poder de erigir outras congregações fora de Roma em colégios da Companhia ou em suas igrejas, para aumento do trabalho religioso, ou mesmo em qualquer outro lugar de estudo de letras, sob o título de Congregação da Anunciação da Bem-Aventurada Virgem Maria, submissa e agregada à Congregação Primária ou Sodalício Primário sob o título da Anunciação no Colégio Romano.</p>
<p>De igual modo, sem prejuízo para a Companhia, o Superior Geral tem o poder de criar, instituir e agregar à Primária outras congregações feitas fora de Roma, e aceitar os membros nelas, conferindo-os, pelo poder desta bula, as mesmas indulgências, remissões e benefícios conferidos à Primária [&#8230;] e de controlar suas regras.</p>
[&#8230;]<span id='easy-footnote-4-4835' class='easy-footnote-margin-adjust'></span><span class='easy-footnote'><a href='https://salvemaria.com.br/bula-omnipotentis-dei/#easy-footnote-bottom-4-4835' title='Omite-se, nesta tradução, cerca três parágrafos que tratam das cláusulas confirmatórias e da orientação quanto às cópias da bula, por dificuldade de legibilidade do texto original'><sup>4</sup></a></span>
<p>O que aqui foi concedido, terá duração perpétua para o futuro.</p>
<p>A nenhum homem é permitido infringir o nosso perdão, ereção, instituição, concessão, indulgência, remissão, ou vontade. Mas, se alguém tiver a presunção de tentar isso, saiba que a ira de Deus Todo-Poderoso e dos Bem-Aventurados S. Pedro e S. Paulo cairá sobre ele.</p>
<p style="text-align: left;">Dado em Roma, junto de S. Pedro, no ano do Senhor MDLXXXIV, nove de dezembro, terceiro ano de nosso pontificado</p>
<p style="text-align: left;">Gregorio XIII</p>
<p style="text-align: right;"><em>Tradução por um congregado mariano</em></p>
<hr />
<p>Versão Original em latim</p>
<p>OMNIPOTENTIS DEI Salvatoris nostri, qui, ex pietatis suae superabundantia, fidelium mentibus coelestis inspirationis gratiam et devotionis ardorem, ad Divinae Majestatis obsequia et piorum operum exercitia salubriter peragenda, continue infundit, exemplo adducti, in earn pastoralis officii curam cogitationemque sedulo incumbimus, per quam ipsorum fidelium, fructuosis hujusmodi operibus et exercitiis vacantium, religio et devotio continuum suscipiat incrementum, eisque votiva salus proveniat animarum.</p>
<p>Alias siquidem per Nos accepto quod plerique probi et pii adolescentes, bonarum litterarum studiis in Gollegio Nostro Societatis Jesu de Urbe insistentes, singular! erga Beatissimam Mariam Virginem, Dei genitricem, aftectu ducti, ac etiam Lectorum et Magistrorum suorum spiritualibus cohortationibus ad id accensi, Ecclesiam Annuntiationis ejusdem Beatae Mariae, in corpore aediiiciorum dicti Collegii consistentem, certis statutis diebus et horis frequentare et cum eximia devotionis sinceritate cordisque contritione conscientiam suam per Confessionis et Sanctissimae Eucharistiae ministerium expurgare, ac divinis officiis, colloquiis et exhortationibus spiritualibus aliisque piis et salutaribus operibus vacare soliti erant, factoque inde ad illorum exemplum majore aliorum concursu, mutuis studiis se invicem consociaverant: Nos, ut pium hoc institutum peramplius coalesceret, eisdem et aliis Christi fidelibus hujusmodi spiritualibus operibus et exercitiis pro tempore addictis, nonnullas Indulgentias et peccatorum suorum remissiones concessimus ; prout in Nostris inde confectis litteris plenius continetur.</p>
<p>Cum autem, sicut exhibita Nobis nuper, pro parte dilecti filii Praepositi Generalis dictae Societatis, petitio continebat, in diversis mundi et partibus praesertim insignioribus Europae civitatibus, ejusdem Societatis Collegia ad juventutem bonis moribus et virtutibus ornandam ac vera pietate sacraque doctrina imbuendam propagari ; illorumque externi scholares ibidem studiorum causa confluentes, optima devotionis et piorum operum hujusmodi exercitia ferventi studio imitari ; et exinde multiplices fructus ad Dei gloriam ipsiusque Divini Nominis cultum, ac Beatae Mariae Virginis honorem, necnon publicam salutem et spiritualem consolationem pro venire coeperint; et operae pretium sit ut, quemadmodum piarum et fructuosarum exercitationum hujusmodi institutum, a scholaribus dicti Collegii de Urbe, (quod Nostris auspiciis et impensis magnifico aedificiorum et structurarum opere a fundamentis innovatur et exstruitur), primordium suum in dicta Ecclesia Annuntiationis Beatae Mariae habuit, ita quoque inibi eorundem scholarium Primaria Congregatio seu Primarium Sodalitium, sub titulo ejusdem Annuntia tionis Beatae Mariae, ad laudabile eorum in piis operibus et officiis hujusmodi studium, Nostris beneficiis et Indulgentiarum praemiis conservandum ac augendum, stabiliatur et instituatur: pro parte ipsius Praepositi Nobis fuit humiliter supplicatum ut praemissis annuere, et desuper opportune providere de benignitate Apostolica dignaremur.</p>
<p>Nos igitur, religiosum ipsorum scholarium in his spiritualibus exercitiis studium piae voluntatis affectu prosequi volentes, ipsumque Praepositum a quibusvis excommunicationis, suspensionis et interdicti aliisque ecclesiasticis sententiis, censuris et poenis, a jure vel ab homine quavis occasione vel causa latis, si quibus quomodolibet innodatus existit, ad effectum praesentium dumtaxat consequendum, harum serie absolventes et absolutum fore censentes; necnon litterarum praedictarum tenores praesentibus pro expressis habentes; hujusmodi supplicationibus inclinati, in eadem Eccleaia unam sen unum externorum scholarium dicti Collegii Nostri, ac etiam aliorum Christi fidelium Societati praedictae devotorum, Primariam Congregationem seu Primarium Sodalitium, sub titulo Annuntia tionis Beatae Mariae hujusmodi, quae seu quod per praedicttim et pro tempore exsistentem Praepositum Generalem dictae Societatis seu, illo defuncto, donee alius ad officium Praepositi Generalis hujus modi canonice assumatur, per Vicarium etiam Generalem ejusdem Societatis, dirigi debeat, Apostolica auctoritate, tenore praesentium, perpetuo, sine tamen ipsius Societatis praejudicio, erigimus et instituimus. Ut autem Primaria Congregatio seu Primarium Sodalitium hu jusmodi per gratiarum et munerum coelestium largitionem, devotionis ac pietatis jugiter proficiat incrementis, de omnipotentis Dei misericordia ac BB. Petri et Pauli, Apostolorum ejus, auctoritate confisi,</p>
<p>Omnibus et singulis Christi fidelibus, vere poenitentibus et confessis, qui deinceps in Sodales ejusdem Primariae Congregationis seu Primarii Sodalitii recipientur, tarn die receptionis eorum, si Sanctissimum Eucharistiae Sacramentum in praedicta Ecclesia, aut ubicumque potuerint, eo die sumpserint; Quam in mortis articulo; Necnon ipsis ac omnibus et singulis aliis utriusque sexus Christi fidelibus, etiam vere poenitentibus et confessis Sacraque Communione refectis, qui Ecclesiam praedictam die festivitatis ejus dem Annuntiationis Beatae Mariae, a primis vesperis usque ad occasum solis ipsius festivitatis, devote visitaverint, et inibi pro reipublicae Christianae conservatione et augmento, haeresum extirpatione Principumque Christianorum mutua et universali pace, ac Nostra et pro tempore exsistentis Romani Pontificis prosperitate, vel alias preces, prout unicuique suggerit devotio, ad Deum devote effuderint; Insuper eisdem Sodalibus, similiter vere poenitentibus et 519 confessis, qui in Nativitatis et Ascensionis Domini nostri Jesu Christi ac Annuntiationis, Assumptions et Conceptionis necnon Nativitatis Beatae Mariae Virginia festis diebus, praedictum Sanctissimum Sacramentum ibidem vel alibi acceperint; Plenariam omnium peccatorum suorum Indulgentiam et remissionem, Apostolica auctoritate et tenore praesentium, misericorditer in Domino concedimus et elargimur.</p>
<p>Ipsisque Sodalibus qui de eorum numero exsistentium vel aliorum Christi fidelium defunctorum corpora ad sepulturam ecclesiasticam associaverint; Aut infirmi vel impediu, audito signo campanae, genuflexi, si per infirmitatem licebit, Orationem Dominicam et Salutationem Angelicam pro salute animae defuncti vel corporis infirmi recitaverint;</p>
<p>Necnon qui congregationibus, tam publicis quam privatis, ac Divinis officiis spiritualibusque colloquiis, exhortationibus et aliis piis officiis, etiam in Sodalis sen aliorum Christi fidelium defunctorum sufrragium , per Primariam Congregationem sen Primarium Sodalitium ordinandis et ab ipso Praeposito seu Vicario Generali approbandis;</p>
<p>Quique diebus feriatis Missae Sacrificio interfuerint; Aut vespertine tempore, antequam cubent, conscientiam suam diligenter examinaverint; Seu pauperes infirmos, tam Sodales quam alios, in hospitalibus vel privatis domibus;</p>
<p>Necnon carceratos visitaverint; 526 Aut pacem inter inimicos conciliaverint ; Quoties horum quodvis fecerint, unum annum de eis injunctis vel alias quomodo libet debitis poenitentiis, Apostolica auctoritate et tenore similibus, etiam misericorditer in Domino relaxamus; quascumque alias, praesentibus non expressas, Indulgentias et peccatorum remissiones, etiam plenarias, et relaxationes scholaribus et aliis praedictis, ratione died eorum instituti vel alias in communi, per Nos et Sedem</p>
<p>Apostolicam quomodolibet concessas revocando et abrogando. Insuper ne praefati Sodales. si aliquando eos ab ipsa Urbe abesse vel alibi commorari contingat, hujusmodi Indulgentiarum et aliarum effectu et fructu frustrati gratiarum spiritualium remaneant, eisdem Sodalibus extra Urbem ubivis locorum pro tempore commorantibus ut, in locis ubi eos pro tempore residere seu morari contigerit, opera praedicta quae ipsi Sodales in Urbe praesentes pro singularum Indulgentiarum, remissionum et relaxationum hujusmodi consecutione observare deberent, apud Ecclesias eorundem locorum aut alibi, prout poterunt, observando et exsequendo, omnes easdem Indulgentias, remissiones et relaxationes habeant. et illae eis pariter suffragentur.</p>
<p>Necnon tarn in Urbe praesentes, quam alibi ubivis locorum com morantes Sodales Primariae Congregationis seu Primarii Sodalitii hujusmodi, qui singulis Quadragesimalibus et aliis anni temporibus ac diebus Stationum Ecclesiarum dictae Urbis et extra illius muros, quae a Christi fidelibus pro consequendis Indulgentiis et remissionibus visitari solent, dictae Societatis, si ibi fuerit, alioquin aliam Ecclesiam seu Cappellam in locis ubi eos pro tempore residere seu morari contigerit, ut praefertur, devote visitaverint, et ibi septies Orationem Dominicam et septies Salutationem Angelicam recitaverint, tot et easdem Indulgentias consequantur quas consequerentur si, iisdem temporibus et diebus, singulas Ecclesias dictae Urbis et extra illius muros hujusmodi pro iisdem Stationibus et Indulgentiis consequendis deputatas personaliter visitarent, ac omnia et singula quae pro hujusmodi gratiarum consecutione quomodolibet requiruntur plene adimplerent.</p>
<p>Praeterea eidem Praeposito, sen Vicario Generali pro tempore exsistenti, ut in quibusvis aliis dictae Societatis Collegiis extra Urbem praedictam per universum orbem nunc et pro tempore erectis, seu eorum Ecclesiis, pro eorundem piorum operum incremento, quascumque alias seu quaecumque alia scholarium ibidem litterarum studiis insistentium et aliorum Christi lidelium ipsi Societati devotorum Congregationes seu Sodalitia, sub eo titulo Annuntiationis Beatae Mariae, quae ab ipsa PrimariaCongregationeseu Primario Sodalitio tanquam membra a capite dependeant, auctoritate Nostra, sine tamen Societatis aut Collegiorum et Ecclesiarum hujusmodi praejudicio, erigere et instituere; illasque seu ilia eidem Primariae 533 Congregationi seu Primario Sodalitio aggregare; ac eis sic erectis, institutis et aggregatis eorumque Sodalibus praedictas ac omnes et quascumque alias Indulgentias, peccatorum remissiones, relaxatio nes, gratias et facultates, tarn spirituales quam temporales, a Nobis dictaque Sede Primariae Congregationi seu Primario Sodalitio de caetero concedendas, ita ut Sodales aliarum Congregationum seu aliorum Sodalitiorum hujusmodi, observantes et exequentes ea quae ipsius Primariae Congregationis seu Primarii Sodalitii Sodales pro Indulgentiis, remissionibus et relaxationibus hujusmodi conse quendis observare et exsequi debent, easdem Indulgentias, pecca534 torum remissiones et relaxationes pariter consequantur, facultate aggregandi et gratias hujusmodi aliis concedendi dumtaxat excepta, communicare; necnon tam Primariam seu Primarium, quam omnes et singulas ei aggregandas Congregationes seu omnia et singula aut alibi, prout poterunt, observando et exsequendo, omnes easdem Indulgentias, remissiones et relaxationes habeant. et illae eis pariter suffragentur.</p>
<p>Necnon tarn in Urbe praesentes, quam alibi ubivis locorum commorantes Sodales Primariae Congregationis seu Primarii Sodalitii hujusmodi, qui singulis Quadragesimalibus et aliis anni temporibus ac diebus Stationum Ecclesiarum dictae Urbis et extra illius muros, quae a Christi fidelibus pro consequendis Indulgentiis et remissionibus visitari solent, dictae Societatis, si ibi fuerit, alioquin aliam Ecclesiam seu Cappellam in locis ubi eos pro tempore residere seu morari contigerit, ut praefertur, devote visitaverint, et ibi septies Orationem Dominicam et septies Salutationem Angelicam recitaverint, tot et easdem Indulgentias consequantur quas consequerentur si, iisdem temporibus et diebus, singulas Ecclesias dictae Urbis et extra illius muros hujusmodi pro iisdem Stationibus et Indulgentiis consequendis deputatas personaliter visitarent, ac omnia et singula quae pro hujusmodi gratiarum consecutione quomodolibet requiruntur plene adimplerent.</p>
[&#8230;]
<p>Nulli ergo omnino hominum liceat hanc paginam Nostrae absolutionis, erectionis, institutionis, concessionis, elargitionis, relaxationis, indulti, decreti et voluntatis infringere, vel ei ausu temerario contraire. Si quis autem hoc attentare praesumpserit, indignationem omnipotentis Dei ac BB. Petri et Pauli, Apostolorum ejus, se noverit incursurum.</p>
<p>Datum Romae, apud S. Petrum, anno Incarnationis Dominicae MDLXXXIV, nonis Decembris, Pontificatus Nostri anno tertiodecimo.</p>
<hr />
<p>&nbsp;</p>
<p>O conteúdo <a href="https://salvemaria.com.br/bula-omnipotentis-dei/">Bula Omnipotentis Dei</a> aparece primeiro em <a href="https://salvemaria.com.br">Salve Maria</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Histórico Discurso de Pio XII às Congregações Marianas:</title>
		<link>https://salvemaria.com.br/historico-discurso-de-pio-xii-as-congregacoes-marianas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Seção da Boa Imprensa - Congregação Mariana da Imaculada Conceição]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Jun 2018 20:52:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Congregação Mariana]]></category>
		<category><![CDATA[Documentos da Congregação Mariana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 1945, 4 mil congregados se reunem ao redor de Pio XII, para comemorar seu jubileu de ouro de sua consagração na Congregação Mariana. Na ocasião, Pio XII fez este discurso histórico sobre a Congregação Mariana</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 21 de janeiro de 1945, 4 mil congregados marianos de 42 nações se reúnem ao redor do Sucessor de São Pedro, Pio XII, para comemorar o jubileu de ouro de sua consagração na Congregação Mariana do Almo Collegio Capranicense. Na ocasião, Pio XII fez um discurso histórico sobre a Congregação Mariana, cuja tradução inédita para língua portuguesa apresentamos neste artigo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Diletos filhos e filhas, com grande benevolência viestes comemorar conosco o 50º aniversário de uma doce memória da nossa vida – o dia de nossa consagração à Nossa Senhora na Congregação Mariana do Colégio Capranica. Nossa primeira palavra ao receber-vos é para exclamar com todo o fervor do nosso agradecido coração: <em>Magnificate Dominum mecum et exaltemus nomem eis simul</em>: Glorificai ao Senhor junto comigo e exaltemos, juntos, o seu nome<em> (Sl 33, 4)</em></p>
<p>Nossa consagração à Santa Mãe de Deus é um <strong>dom completo de si mesmo</strong> para toda a vida e para a eternidade. Um dom não de pura fórmula ou sentimento, mas efetivo, que se prova na intensidade da vida cristã e mariana e na vida apostólica, que faz do congregado mariano o <strong>ministro de Maria</strong> e, por assim dizer, <strong>suas mãos visíveis na Terra</strong>, com o fluxo espontâneo de uma vida interior superabundante que é derramada em todas as obras exteriores de devoção sólida, de adoração, de caridade, de zelo. É o que inculca com singular energia a primeira das nossas <a href="https://salvemaria.com.br/regra">regras</a>: <strong>esforçar-se para se santificar no seu estado e se dar deveras, quanto a posição social permitir, a salvar e santificar os outros e a defender a Igreja de Jesus Cristo</strong>. Tal é a escolha que o congregado, livremente, aceita de forma resoluta no ato de sua consagração; Tal é o magnifico programa de vida traçado pelas Regras.</p>
<p>Na verdade, estas regras simplesmente exprimem em termos precisos e quase &#8220;codificam&#8221; a história e a tradição constante das congregações marianas, providencialmente fundadas pela Companhia de Jesus e que foram aprovadas e repetidamente receberam da Santa Sé <strong>elevadíssimos louvores</strong>.</p>
<p>Como se pode ver, estamos bem longe de considerar a Congregação Mariana como mais uma confraria piedosa e inativa, como as que existem para abrigar dos perigos as almas fracas; de igual modo, estamos longe também de a considerar apenas como uma associação destinada à prática de atos externos, febril, porque artificial, e que não pode suscitar nem acender senão um fogo de palha, de duração breve. <em>Numquid potest homo abscondere ignem in sinu suo, ut vestimenta eius non ardeant? </em>Pode porventura um homem possuir fogo em seu peito sem que ardam suas vestes? (Prov 6, 27). Se o que diz o livro dos Provérbios é verdade para as paixões humanas uma vez que abrasem o coração humano, <strong>quão mais verdade é para o fogo da caridade com que o Espírito Santo abrasa os corações dos congregados</strong> e os mantém em chama?!</p>
<p>A devoção Mariana do Congregado Mariano não pode, portanto, ser uma piedade mesquinhamente afetada que vê a poderosa mãe de Deus como uma distribuidora de benefícios, especialmente na ordem temporal; nem pode ser uma devoção do descanso seguro, que não pense apenas em tirar de sua vida a santa cruz da tristeza, da luta, do sofrimento; nem pode ser uma devoção sentimental, alicerçada em doces consolações e manifestações entusiastas; e nem &#8211; por mais sagrada que seja a devoção &#8211; pode ser demasiadamente focada nas próprias vantagens espirituais. <strong>Um congregado, verdadeiro filho de Maria, cavaleiro da Santíssima Virgem, não pode contentar-se com um simples serviço de honra; ele deve estar sob as ordens dEla em tudo, deve ser o guardião e defensor de seu nome, de suas excelsas prerrogativas, o campeão de sua causa, deve trazer aos seus irmãos as graças e favores celestiais de tão boa Mãe, combatendo sem trégua</strong> sob o comando daquela &#8220;cuncta haereses sola interemit in universo mundo&#8221;, daquela que, sozinha, destruiu todas as heresias do mundo inteiro.</p>
<p><strong>Sob sua bandeira, o congregado está alistado como servo perpétuo da Santíssima Virgem. </strong>Ele não tem mais o direito de baixar as armas por medo do ataque ou da perseguição. Ele não pode, sem trair sua própria palavra, desertar e abandonar seu posto no campo de batalha.</p>
<p><strong>Congregados, vós vos comprometestes a defender a Igreja de Jesus Cristo. A Igreja sabe disso e conta convosco</strong>, assim como no passado contou com as gerações de congregados que vos precederam. Sua esperança jamais foi desapontada. Vossos antepassados nobremente abriram-vos o caminho. Em todas as lutas contra o contágio e a tirania dos erros para a proteção da civilização cristã, <strong>o Congregado Mariano sempre combateu na primeira fila</strong>, com as palavras, com a pena, com a imprensa, com a controvérsia, com a polêmica, com a apologética, com a ação, sustentando a coragem dos fiéis, resgatando os confessores da fé, trabalhando para ajudá-los e apoiá-los no árduo ministério do sacerdócio católico, combatendo os males morais, com métodos singulares, sempre enérgicos e eficazes e, às vezes, até mesmo com a espada, para as fronteiras da cristandade, para a defesa da civilização, como Sobieski, Chalres de Lorraine, Eugene de Savoy e muitos outros oficiais, todos chefes militares, bem como milhares e milhares de seus soldados.</p>
<p>Mas por que procurar exemplos no passado, quando mesmo em nosso próprio tempo, não em uma única nação, mas em todo o mundo milhares e milhares de heróicos congregados lutaram e deram sua vida, aclamando e invocando Cristo Rei?!</p>
<p><strong>Nós confiamos que vós sabereis carregar dignamente o peso de uma herança tão gloriosa</strong>. Nós ousamos dizer que o tipo de católico que, desde seu início, a Congregação Mariana tem produzido nunca foi tão adequado para as necessidades e circunstâncias do seu tempo quanto nos nossos dias, e, talvez,<strong> nenhum outro tempo da história precisou tanto do tipo de católico produzido pela Congregação Mariana como hoje se precisa.</strong></p>
<p><strong>O que, de fato, a sociedade civil nos pede para hoje? </strong><br />
Homens. Homens de verdade. Não interessados em divertir-se e gozar dos prazeres da vida como se fossem crianças, mas sim homens com firmeza endurecida e prontos para a ação, aos quais é um dever sagrado não negligenciar nada que possa promover seu crescimento na perfeição cristã. Nós gostaríamos de ver no rosto da juventude de hoje um pouco mais da tranquilidade do passado, mas devemos tomar o nosso tempo tal como ele é: duro, amargo e severamente grave. Nosso tempo requer homens que não tenham medo de andar nos caminhos difíceis da presente condição e sejam capazes de apoiar até mesmo aqueles que a Providência colocou em seu cuidado. Homens que, no exercício de sua profissão, fogem da mediocridade e visam a perfeição que o trabalho de reconstrução exige de todos, depois de tanto desastre<span id='easy-footnote-5-4174' class='easy-footnote-margin-adjust'></span><span class='easy-footnote'><a href='https://salvemaria.com.br/historico-discurso-de-pio-xii-as-congregacoes-marianas/#easy-footnote-bottom-5-4174' title='Nota do tradutor: Aqui, Pio XII se refere à II Guerra Mundial, que estava em seu fim. Sem dúvidas, porém, estas palavras se aplicam ainda mais à nossa época em que temos que lutar pela reconstrução não da Europa destruída pelos conflitos, mas da Cristandade adormecida sob os escombros das revoluções e da crise da Igreja'><sup>5</sup></a></span>.</p>
<p><strong>E a Igreja? O que ela nos pede?</strong><br />
Católicos. Verdadeiros católicos. Bem-formados, viris e fortes. Em outra ocasião, falamos da profunda transformação social dos nossos tempos. A guerra acelerou muito este processo e podemos dizer que está quase atingindo seu objetivo <span id='easy-footnote-6-4174' class='easy-footnote-margin-adjust'></span><span class='easy-footnote'><a href='https://salvemaria.com.br/historico-discurso-de-pio-xii-as-congregacoes-marianas/#easy-footnote-bottom-6-4174' title='Nota do tradutor: Pio XII fala, aqui, sobre a decristianização da sociedade, acelerada pela Guerra'><sup>6</sup></a></span>. Infelizmente, especialmente nas grandes cidades, diminuiu o número daquelas almas que, firmemente guiadas pela Tradição Católica e fundamentadas na vivência integral de sua Santa Fé, batalham contra o espírito da época. É uma crise que afeta não menos homens que mulheres, não menos moças que rapazes.</p>
<p><strong>O tempo presente precisa, portanto, de católicos que estejam firmemente enraizados na fé, desde a juventude, que não vacilem</strong>, mesmo que não sejam mais sustentados pelo fervor daqueles que os cercam. Católicos que, com os olhos fixos no ideal de virtude cristã, lutam pela pureza, pela santidade, com espírito de sacrifício, tendem a esse ideal com todas as suas forças na vida cotidiana, sempre em frente, sempre retos, sem deixar-se levar pelas seduções e tentações. <strong>Eis, amados filhos e filhas, o heroísmo ao qual sois chamados</strong>, muitas vezes oculto, mas não menos precioso e admirável que o martírio sangrento.</p>
<p><strong>O nosso tempo exige católicos sem medo</strong>, que professem sua fé abertamente, nas palavras a atos, sempre que a lei de Deus e o sentimento de honra cristã o exigirem. Homens de verdade, inteiros, firmes, intrépidos! Aqueles que não assim serão perdidos pelo mundo.<br />
<strong>Sempre foi objetivo da Congregação Mariana formar homens e católicos desta maneira. </strong>Agora vós sabeis que os inimigos da Igreja e de Cristo nunca baixam suas armas, mesmo quando simulam intenções pacíficas; além da sangrenta perseguição e ataques violentos, eles têm outros métodos de guerra: a perversão, a intoxicação dos espíritos pelo mundanismo, e nisso têm a contribuição inconsciente de muitos iludidos, que se deixam enganar e seduzir.</p>
<p><strong>Nas lutas incessantes, coragem e generosidade; piedade e humildade; constância infatigável. Estes são os pré-requisitos indispensáveis a todo congregado mariano. </strong>Mas eles, sozinhos, não são suficientes. Com a proteção de Maria, vós deveis ganhar os homens de hoje para Cristo.</p>
<p><strong>Vós deveis lutar pela Verdade com as armas da Verdade, </strong>mas também deveis saber carregar e usar estas armas. Como sereis capazes de adquirir o domínio delas? É pelo <strong>estudo de vossa religião</strong>, seus dogmas e ensinamentos, sua liturgia, vida, história. Não fazer isso seria trair o passado das congregações marianas, em que sempre se procurou, com todos os meios adequados, encorajar o estudo da fé, a cultura geral e profissional, ambos, naturalmente, em harmonia com o estado de cada um. Esta é uma das grandes características das Congregações Marianas, testemunhadas pelas suas Academias, que graças a Deus jamais foram abandonadas.</p>
<p>Sem dúvida, a cultura geral e profissional não podem ter em toda parte a amplitude alcançada, por exemplo, em Valência, na Espanha, onde as diferentes seções de direito, ciência, literatura, tecnologia, equipadas com todos os instrumentos de estudo e trabalho prático, especialmente a seção médica com sua clínica e seu dispensário, asseguram aos Congregados, graças à cooperação de ilustres mestres que também pertencem à Congregação, um lugar eminente no campo de suas respectivas profissões. Mas, embora em menor grau, as Congregações em todos os lugares, dignas do nome,  têm esse cuidado e mostram isso seu próprio caráter. <strong>Primeiro, porque a eficácia do trabalho apostólico de cada congregado depende em grande parte de seu valor</strong> intelectual, social, profissional, e não apenas por suas qualidades morais e espirituais; além disso, porque desde a sua origem as Congregações, visando a restauração de uma sociedade cristã, exerceram seu apostolado particularmente na profissão e através da profissão. Sob o impulso deste ideal, foram formados, distintamente, mas também em estreita união e colaboração entre si, Congregações para os diferentes estados de vida e para todos os graus da escala social, congregações de sacerdotes, de &#8220;intelectuais&#8221;, de senhores e senhoras da alta sociedade, de estudantes universitários, até de humildes engraxates de Beyrouth e de pequenos jornaleiros em Buenos Aires. Da Congregação de Estudantes de Medicina em Paris foi publicado o primeiro núcleo da União de São Lucas de médicos católicos. Os Estados Unidos têm suas congregações de enfermeiras. E chamar à mente também nossas memórias pessoais de Monaco, o que é uma riqueza de vida familiar verdadeiramente cristã, como coragem viril na profissão de fé pública, a ação benéfica da Congregação dos homens em S. Michael, então que assim florescente, produzidos na capital da Baviera! Finalmente, perto, muito perto de nós, na Congregação Mariana de Nossa Guarda Suíça, sob o nome de Nossa Senhora do Rosário, que são todos representados de alguma forma, de dia e de noite, junto de nós.</p>
<p>Quanto bem fazem as congregações marianas em suas esferas de ação! Que bons frutos produzem nos variados campos de caridade e zelo! Em uma solene ocasião, nosso glorioso predecessor, Pio XI, lembrou que &#8220;<strong>as congregações ao longo de sua história multissecular engajaram-se nestes vastos horizontes de bondade em toda sorte de trabalho apostólico, cooperando para o bem onde quer que a necessidade e a possibilidade surgissem, em todo lugar, da maneira mais humilde e mais nobre, mais complexa e mais simples, da forma como sua Mãe, Rainha e Advogada os inspirasse a ensinar as almas redimidas pelo Sangue de Cristo&#8221;</strong>.</p>
<p>Como que a confirmar a verdade dessas palavras, vós nos anunciais dois presentes preciosos: Vossas ofertas espirituais, que são muito importantes no cumprimento do nosso dever e são para nós grande conforto; e suas ofertas materiais, que vão nos ajudar a defender do frio os miseráveis afetados pela guerra, nossos filhos amados e vossos irmãos em Cristo. Mas <strong>nossa gratidão vai além dessa reunião íntima, embora numerosa; é dirigida a todas as congregações do mundo</strong>, que querem se unir a vós no coração e na oração.</p>
<p>Conforme o preceito do Divino Mestre, de acordo com o exemplo admirável de sua Mãe celeste e Patrona, <strong>as congregações amam fazer o bem &#8220;in abscondito&#8221;</strong> e tão frequentemente nosso Pai Celestial, que vê o que está oculto (Mt 6, 4), é a única testemunha da sua dedicação. Muitas vezes, também, <strong>põe a Congregação ao serviço de outras organizações seus melhores soldados. Quase não há forma de apostolado ou caridade em que, no passado, a congregação mariana não estivesse à frente ou como iniciadora. </strong>A Congregação sempre antecipou as novas necessidades que surgiram para poder atendê-las. Sempre entendeu as novas esperanças para poder satisfazê-las. Estas obras, iniciadas modestamente, tomaram então o impulso de voar com as asas, sempre com a certeza de encontrar nas congregações um apoio e uma participação igualmente atenciosa e discreta.</p>
<p><strong>Mas, de toda essa fecundidade qual é a fonte íntima senão a vida de fervor nutrida pela devoção mais terna e eficaz a Maria que deveis ter, segundo vossas regras, até o mais alto grau de santidade? </strong>Essa vida permanece escondida no segredo dos corações, no entanto, a vemos transparecer nos frutos que produz, nas numerosas vocações que brotam, no maravilhoso conjunto de santos, de beatos, de mártires que representam a Congregação Mariana no Céu.</p>
<p>Amados filhos e filhas, vós podeis fazer vossas a piedosa invocação de S. João Eudes à Santíssima Virgem: &#8220;Combien vous suis-je redevable&#8230; de m&#8217;avoir admis en votre sainte congregation, qui est une vraire école de vertu et de pieté&#8230; Et c&#8217;est ici, ó Mere de gràce, une de plus grandes gràces que j&#8217;ai regues de mon Dieu par votre entremise<span id='easy-footnote-7-4174' class='easy-footnote-margin-adjust'></span><span class='easy-footnote'><a href='https://salvemaria.com.br/historico-discurso-de-pio-xii-as-congregacoes-marianas/#easy-footnote-bottom-7-4174' title='Le cœur admirable de la très sacrée Mère de Dieu, Livre XII, pg 355'><sup>7</sup></a></span>: &#8220;<strong>Como estou em débito convosco, minha Mãe, por ter sido recebido em vossa Congregação, que é verdadeiramente uma escola de virtude e piedade. Esta é, ó Mãe da Graça, sem dúvidas uma das maiores graças que recebi de Deus por meio de vossa intercessão&#8221;</strong></p>
<p>Confiantes de que sabereis como corresponder com cada vez mais fidelidade a tão grande favor que vos mostrar dignos da graça de serdes congregados dia após dia, suplicamos por vós e por todos os congregados espalhados pelo mundo a Jesus e Sua Santíssima Mãe seus favores, enquanto, com todo o amor de nosso coração, transmitimos a vós e vossas queridas famílias, na esperança das graças mais caras, nossa paternal Benção Apostólica</p></blockquote>
<p style="text-align: right;">Pio XII em seu <a href="https://w2.vatican.va/content/pius-xii/it/speeches/1945/documents/hf_p-xii_spe_19450121_congregazioni-mariane.html"><strong>discurso às congregações marianas</strong></a> (grifos da edição)<br />
Tradução por um congregado da Congregação Mariana da Imaculada Conceição</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_4179" style="width: 604px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-4179" class="wp-image-4179" src="https://salvemaria.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Untitled-10.jpg" alt="" width="594" height="609" srcset="https://salvemaria.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Untitled-10.jpg 984w, https://salvemaria.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Untitled-10-293x300.jpg 293w, https://salvemaria.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Untitled-10-768x788.jpg 768w" sizes="(max-width: 594px) 100vw, 594px" /><p id="caption-attachment-4179" class="wp-caption-text">Pio XII, papa e congregado mariano, autor da <a href="https://salvemaria.com.br/bis-saeculari-die">Bis Saeculari Die</a>, sobre as CCMM</p></div>
<p>&nbsp;</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Constituição Apostólica Bis Saeculari Die</title>
		<link>https://salvemaria.com.br/constituicao-bis-saeculari-die-pio-xii/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Seção da Boa Imprensa - Congregação Mariana da Imaculada Conceição]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Mar 2018 01:32:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Congregação Mariana]]></category>
		<category><![CDATA[Documentos da Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Documentos da Congregação Mariana]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://salvemaria.com.br/?p=2425</guid>

					<description><![CDATA[<p>De Pio XII, considerado a Carta Magna das Congregações Marianas</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">CONSTITUIÇÃO APOSTÓLICA<br />
DO PAPA PIO XII<br />
<strong>BIS SAECULARI DIE</strong><br />
SOBRE AS CONGREGAÇÕES MARIANAS</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1. Ocorrendo o auspicioso bicentenário do dia em que Bento XIV confirmou com novos benefícios, por meio da bula áurea “<a href="https://salvemaria.com.br/bula-aurea">Gloriosae Dominae</a>”, as congregações marianas, perpetuamente erigidas e instituídas por Gregório XIII, entendemos ser do nosso múnus apostólico não só congratular-nos paternalmente com os diretores e membros das mesmas congregações, mas declarar que confirmamos e ratificamos os privilégios e as amplíssimas graças com que, no decurso de quase quatro séculos, muitos predecessores nossos e nós próprios enriquecemos as ditas congregações por tantos e tão grandes méritos para com a Igreja.</p>
<p>I. EFICÁCIA E ATUALIDADE DAS CONGREGAÇÕES MARIANAS</p>
<p>2. É que sabemos muito bem não só quão grande “utilidade – para usarmos as palavras de Bento XIV na citada bula áurea – derivou desta piedosa e louvável instituição para os homens de todas as classes sociais”, nos tempos passados, mas também o grande empenho e esforço de ânimo, com que, em nossos dias, estas falanges marianas, seguindo as gloriosas pegadas dos antepassados e obedecendo religiosamente às suas leis, se colocam nas primeiras filas, sob os auspícios e a direção da hierarquia eclesiástica, apoiando e suportando com constância trabalhos para a maior glória de Deus e para o bem das almas; de tal maneira que devem ser consideradas como aguerridas coortes e forças espirituais, prontas a defender, assegurar e propagar o catolicismo. E isso por muitas razões.</p>
<p>1) Produziram e produzem magníficos frutos:</p>
<p>a) Pelo seu número sempre crescente</p>
<p>3. De fato, quem recorda a história das congregações marianas, terá de confessar que, embora elas apareçam sempre florescentes em fileiras bem compactas, contudo não podem comparar-se com as mais recentes em número de membros, ainda que sim no fervor das obras; pois, quando nos séculos anteriores o número das agregações à Prima-Primária, por ano, não ia nunca além da dezena, desde o princípio do século XX essas agregações anuais facilmente se contam pelo milhar.</p>
<p>b) Pela eficácia espiritual de suas regras</p>
<p>4. Mas – e é o principal, – muito mais que o número de membros se hão de ter em conta as regras e leis pelas quais os congregados são como que levados pela mão àquela excelência de vida espiritual que os torna capazes de subir aos cumes da santidades principalmente com o auxílio daqueles meios com os quais é utilíssimo que estejam apetrechados os perfeitos e íntegros seguidores de Cristo: o uso dos exercícios espirituais, a meditação diária das coisas divinas e o exame de consciência; a freqüência aos sacramentos;  a dócil e filial dependência de um diretor espiritual certo; pleníssima e perpétua consagração da própria pessoa à bem-aventurada Virgem Mãe de Deus; e, finalmente, o firme propósito de procurar a perfeição cristã para si e para os outros.</p>
<p>c) Pela pujante vitalidade interior da qual viceja o espírito apostólico</p>
<p>5. Tudo isso destina-se a acender nos congregados de Maria aquelas chamas da divina caridade e a alimentar e fortalecer aquela vida interior, necessária sobremaneira nesta nossa idade, em que, como noutra ocasião com dor advertimos, tantas multidões de homens padecem “vazio de alma e profunda indigência espiritual”.</p>
<p>6. E que essas coisas não só são prescritas em sapientíssimas leis, mas levadas felizmente à prática da vida de cada dia nas congregações marianas, conclui-se abundantemente do fato de que, onde quer que elas prosperem, e uma vez que observem santamente o seu espírito e as suas leis, se vê logo florescer e vigorar a inocência dos costumes e uma inabalável fidelidade à religião. Mais ainda: sob o impulso do Espírito Santo, muitas vezes falanges de congregados que, ou no estado eclesiástico ou no religioso, aspiram à perfeição cristã para si e para a comunicar aos outros. E não são tão raros os que atingem, com seguro vôo, os próprios árduos cimos da santidade. “Desse fervoroso anseio da vida interior brota, como que espontaneamente, aquela completa formação apostólica dos congregados, acomodada sempre às novas e variadas necessidades e circunstâncias da sociedade humana, de tal maneira que não hesitamos um momento em asseverar que o modelo do homem católico, qual a congregação mariana, já desde os princípios, costumou formá-lo com não menor adequação que às necessidades dos passados tempos, corresponde às dos nossos, dado que hoje, talvez, mais que outrora, são precisos homens solidamente formados na vida cristã.</p>
<p>II. A SANTA SÉ LOUVA E DEFINE A POSIÇÃO DAS CONGREGAÇÕES MARIANAS</p>
<p>1) Louva:</p>
<p>a) Pelos seus trabalhos em prol da Igreja e das almas</p>
<p>7. Pelo que, contemplando do alto desta sede de Pedro, como de elevada atalaia donde se descortina o mundo, o admirável esforço de tantos féis cristãos em toda parte, na conservação, defesa e aumento da religião, julgamos dignas de particular louvor as hostes das congregações marianas, as quais, logo desde a sua origem, se propuseram tomar a cargo, como coisa própria sua e muito em consonância com as suas leis, todas as obras apostólicas recomendadas pela santa madre Igreja, tendo como guias os pastores sagrados, e isso não só individual mas coletivamente. Quão bem tenham satisfeito a esse encargo e dever, e com que felicíssimos incrementos para a religião, declararam-no eloquentissimamente os reiterados encômios dos romanos pontífices. E na época atual, agitada por tantas calamidades, é para nós suavíssima consolação contemplar em espírito como os congregados de Maria, em todas as partes do mundo, empenham forças valorosa e eficazmente, em todo gênero de apostolado, seja em levar à virtude e incitar ao desejo de uma vida cristã mais pujante, por meio dos exercícios espirituais, os homens de todas as classes, principalmente os adolescentes e os operários, seja em aliviar as misérias espirituais e materiais dos pobres. E isso fazem-no, não só por iniciativa particular e movidos por sentimentos de bondade inata, mas também promovendo leis conformes com os princípios do evangelho e da justiça social, nas assembléias públicas dos Estados e até mesmo desde os mais altos cargos do Estado.</p>
<p>8. Também se não devem passar em silêncio as associações que as congregações marianas fundaram ou consolidaram com o seu esforço, para reprimir as representações teatrais e os espetáculos cinematográficos obscenos, e preservar os bons costumes da aluvião de livros e periódicos perversos. Nem se hão de esquecer as inúmeras escolas gratuitas abertas pelas congregações para os meninos e adultos mais desprotegidos da fortuna; os institutos técnicos para melhor formação dos operários na arte de cada qual,  e sobretudo os que visam a uma maior especialização nas várias classes e gêneros de profissões e disciplinas. Essa forma de apostolado, tão necessária em nossos dias, é praticada por numerosas congregações, sobretudo pelas chamadas interparoquiais, em proveito de grupos de pessoas unidas entre si pela maior semelhança dos respectivos misteres e ofícios.</p>
<p>b) Pela sua colaboração fraterna com as demais associações católicas</p>
<p>9. Na verdade, essas obras são numerosas e utilíssimas à causa católica. Ainda na mesma ordem de idéias, se deve tributar o louvor às congregações marianas de terem sempre, e mais ainda nos últimos tempos, desejado do fundo da alma colaborar íntima e fraternalmente com outras associações católicas; para que, pela união de forças e sob a autoridade e direção dos bispos, se colham, dos trabalhos suportados pelo reino de Cristo, frutos mais abundantes. Mais ainda, como noutro lugar fazíamos ver acerca da Ação católica italiana, os primeiros núcleos destas associações em algumas nações foram fundados por congregações de Maria, os quais, sucedendo-lhes depois outros e outros que fervorosamente lhes foram juntando o seu esforço, mostraram dever ser tidos, com verdade e justiça entre os principais fautores da Ação católica.</p>
<p>c) Pelo seu apego à hierarquia: papa e bispos</p>
<p>10. Além disso, assentando toda a força dos católicos na união de todos como num só esquadrão em ordem de batalha sob a autoridade e obediência dos pastores da Igreja, quem não vê quão oportunos instrumentos de apostolado sejam as congregações marianas, não só em virtude da sua fervorosa e incondicional sujeição a esta Sé Apostólica, cabeça e fundamento de toda a hierarquia eclesiástica, mas também pela humilde e dócil submissão às ordens e conselhos dos ordinários, segundo a sua índole e capacidade.</p>
<p>11. E quem examina a íntima constituição das congregações, facilmente verificará que umas dependem dos bispos e párocos; outras, por especial privilégio, de nós mesmo, e, por delegação de nós recebida, do prepósito geral da Companhia de Jesus. Todas, porém, quanto aos trabalhos apostólicos a organizar e a executar, estão sujeitas à autoridade do próprio bispo ou ainda, por vezes, a do pároco. Por isso, visto serem recebidas entre os esquadrões da milícia apostólica pela hierarquia eclesiástica, e dela inteiramente dependerem na iniciativa e realização das suas atividades, com razão, como noutra ocasião advertimos, se devem denominar cooperadoras do apostolado hierárquico. E, na verdade, nos congregados de Maria, esta como que ingênita “reverência e humilde submissão aos pastores sagrados” brota necessariamente das suas próprias regras. Segundo elas, o congregado há de professar incondicionalmente, na vida e nos costumes, tudo o que ensina a Igreja católica, “louvando o que ela louva, e reprovando o que ela reprova, sentindo como ela sente em todas as coisas, não se envergonhando nunca, seja na vida particular, seja na pública, de proceder como filho obediente e fiel de tão santa mãe”.</p>
<p>12. A essa estreita e quase militar união dos católicos, de modo nenhum se opõe o fato de que as congregações, fundadas pela Companhia de Jesus, pareçam como renovos e derivações da mesma, dado sobretudo o serem parte delas, embora pequena, dirigidas por sacerdotes da mesma Companhia, por delegação nossa, como dissemos. Pelo contrário, uma vez que as congregações marianas tomaram como lema, logo desde a fundação, as regras “para sentir com a Igreja”, parece terem adquirido certa como que inclinação natural de obedecer aos ditames daqueles que “o Espírito Santo pôs como bispos a regerem a Igreja de Deus” (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/51/20.php" target="_blank" rel="noopener noreferrer">At 20,28</a>); donde resulta que prestaram e prestarão valiosíssimo auxílio aos mesmos bispos na dilatação do reino de Cristo. O mais irrefragável testemunho de que elas não buscaram nunca o interesse de qualquer causa particular, mas sempre o bem comum da Igreja, está naquele brilhantíssimo esquadrão de congregados marianos, a quem a mesma santa madre Igreja decretou as supremas honras dos altares, com cuja glória se ilustra não apenas a Companhia de Jesus, mas o próprio clero secular e não poucas famílias religiosas, pois que das congregações marianas saíram dez fundadores e patriarcas de novas ordens ou congregações Religiosas.</p>
<p>2) Define:</p>
<p>a) São associações apostólicas</p>
<p>13. De tudo isso, portanto, claramente se conclui que as congregações marianas, como as suas regras aprovadas pela Igreja altamente proclamam, são associações imbuídas de espírito apostólico, que, ao incitar os seus membros, por vezes arrebatados até aos cumes da santidade, a procurar também a perfeição da vida cristã e a salvação eterna dos outros, sob a direção dos pastores sagrados, e a defender os direitos da Igreja, conseguem também preparar incansáveis arautos da Virgem Mãe de Deus e adestradíssimos propagadores do reino de Cristo.</p>
<p>b) Têm todas as condições para serem consideradas verdadeira Ação católica</p>
<p>14. Sendo isso assim, às congregações marianas, quer se considerem as suas Regras, quer a sua natureza, objetivos, empreendimentos e história, não se lhes pode negar nenhuma das características de que a Ação católica está adornada, já que esta, como tantas vezes declarou o nosso predecessor de feliz memória, Pio XI, exatamente se define: “O apostolado dos fiéis, que prestam a sua cooperação à Igreja e em certo modo a auxiliam no desempenho do seu múnus pastoral”.</p>
<p>c) Não obstam suas características peculiares, antes pelo contrário são e devem ser o que sempre têm sido</p>
<p>15. Nem a natureza e características peculiares das congregações marianas obstam a que se possa chamar de pleno direito “Ação católica executada sob os auspícios e proteção da bem-aventurada Virgem Maria” ;  antes, como o foram no passado, assim “são no presente e serão no futuro, defesa e garantia de uma mais esclarecida formação católica das almas”. De fato, como muitas vezes declarou esta Sé Apostólica, “a Ação católica não se exerce num círculo fechado”,  como que circunscrita rigidamente dentro de determinados limites invioláveis, nem pelo fato de “ter um objetivo, faz por alcançá-lo por um caminho e processo exclusivo”, a ponto de suprimir e absorver as outras associações ativas dos católicos; pelo contrário, deve ter como dever seu “unir e amistosamente coordenar estas associações de tal forma que umas beneficiem o progresso das outras, com inteira concordia de ânimos, união e caridade”. Pois, como recentemente advertimos, “neste exímio fervor de apostolado, que nos é tão grato, deve haver precaução contra o erro de alguns que desejam reduzir a uma única forma de apostolado tudo o que se faz para bem das almas”.<br />
Este procedimento é inteiramente contrário ao pensamento e sentir da Igreja, a qual de modo nenhum aprova esta espécie de “coarctação da vida que espontaneamente brota e floresce”  coarctação que leva a confiar todas as obras de apostolado apenas a uma determinada associação ou a paróquia. A Igreja, pelo contrário, favorece a multiforme unidade, na direção dessas obras, por meio da colaboração fraterna, sob a orientação dos prelados, na união e conjugação de todas as forças para um único fim.  E esta “concorde harmonia de sentimentos, ordenada colaboração e entendimento mútuo, que inúmeras vezes recomendamos”,  tanto mais facilmente a conseguirão essas associações, quanto mais profundamente se persuadirem de que então se avantajarão às demais, quando aprenderem a dar-lhes o primeiro lugar, desterrando qualquer contenda acerca de primazias, “amando-se uns aos outros com fraterna caridade e dando-se mutuamente a preferência”,  procurando só a glória de Deus.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III. NOTAS ESSENCIAIS A TODAS AS CONGREGAÇÕES MARIANAS</p>
<p>16. Ponderadas, pois, cuidadosamente todas essas razões e com o desejo veementíssimo de que essas escolas vivas de piedade e vida cristã operante se desenvolvam e robusteçam, cada dia, mais e mais, indicamos sumariamente aos congregados marianos, com a nossa autoridade apostólica, alguns pontos aplicáveis em todo o mundo, que deverão ser religiosamente observados por todos aqueles a quem disser respeito:</p>
<p>17. I. As congregações marianas, devidamente agregadas à Prima-Primária do Colégio Romano, são associações religiosas erigidas e instituídas pela própria Igreja, e cumuladas por ela de abundantes privilégios, para mais facilmente realizarem a missão que lhes foi confiada.</p>
<p>18. II. Só deve ser considerada congregação mariana a que seja erigida pelo ordinário competente, a saber: nos locais próprios da Companhia de Jesus ou a ela confiados, pelo prepósito geral dela, e nos outros pelo bispo da diocese, ou, com o consentimento formal deste, pelo sobredito prepósito geral. Porém, para que a congregação assim erigida goze dos privilégios concedidos à Prima-Primária, é necessário ser-lhe devidamente agregada. Contudo, esta agregação, que deve ser pedida com o consentimento do ordinário do lugar, e que é concedida única e exclusivamente pelo prepósito geral da Companhia de Jesus, nenhum direito confere à Prima-Primária nem à Companhia de Jesus sobre a congregação.</p>
<p>19. III. As congregações marianas, que plenamente correspondem às atuais necessidades da Igreja, devem, por vontade dos sumos pontífices, conservar intactas as suas regras, métodos, índole própria.</p>
<p>20. IV. As regras comuns – cuja observância, ao menos no essencial, é requerida para impetrar a agregação são calorosamente recomendadas a todas as congregações, como sumário e documento da disciplina observada pelos antigos congregados e consagrada pelo uso constante.</p>
<p>21. V. Todas as congregações marianas dependem da hierarquia eclesiástica, por modos acidentalmente diversos, mas substancialmente idênticos, exatamente como as outras agremiações dedicadas a obras de apostolado.</p>
<p>22. VI. Para não dar-se o caso de as fileiras e as forças da milícia cristã se dispersarem e enfraquecerem na propagação do reino de Deus e na defesa dos direitos da religião, os congregados de Maria, seguindo fielmente as pegadas dos antepassados e amoldando-se à praxe hodierna, ao empreender e prosseguir obras apostólicas, tenham presente:</p>
<p>a) Que o ordinário do lugar:</p>
<p>1) segundo a norma dos sagrados cânones e salvas sempre as prescrições e documentos da Sé Apostólica, tem poder sobre absolutamente todas as congregações que estão no território da sua jurisdição, quanto ao exercício do apostolado externo;</p>
<p>2) tem poder sobre as congregações constituídas fora dos recintos da Companhia de Jesus, e pode dár-lhes normas próprias, contanto que não se altere a substância das regras comuns.</p>
<p>b) que o pároco:</p>
<p>1) é o diretor nato das congregações paroquiais, as quais, portanto, governa como as demais associações da freguesia;</p>
<p>2) goza, em todas as congregações que exercem obras de apostolado no seu território, do poder que lhe é concedido pelos sagrados cânones e pelos estatutos diocesanos, para a boa organização do apostolado externo.</p>
<p>23. VII. O diretor de qualquer congregação mariana, legitimamente nomeado, e que há de ser sempre sacerdote, ainda que esteja sob a completa dependência dos legítimos superiores eclesiásticos, contudo na vida interna da congregação goza, segundo a norma das regras comuns, de pleno poder, que ordinariamente convém que exerça por meio de congregados que tomará como auxiliares do seu cargo.</p>
<p>24. VIII. Essas congregações devem chamar-se marianas, não só porque da bem-aventurada Virgem Maria assumem o título,  mas muito principalmente porque todos os seus membros professam uma singular devoção para com a Mãe de Deus,  e a ela se ligam com total consagração, em virtude da qual se comprometem, ainda que não sob pecado, a combater com todo o esforço, sob a bandeira da santíssima Virgem, pela perfeição cristã e salvação eterna própria e dos outros. Por essa consagração, o congregado fica para sempre obrigado para com a santíssima Virgem, a não ser que seja despedido por indigno, ou que, por ligeireza de ânimo, ele mesmo abandone a congregação.</p>
<p>25. IX. No recrutamento dos Congregados, escolham-se cuidadosamente os que, não contentes com um gênero de vida vulgar e trivial, se empenhem em “dispor no seu coração ascensões” (cf. <a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/21/83.php" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Sl 83,6</a>) para o mais alto, segundo as normas ascéticas e os exercícios de piedade propostos nas regras.</p>
<p>26. X. É, por conseguinte, dever das congregações marianas formar de tal modo os congregados, segundo a condição de cada um, que possam ser propostos aos seus iguais como exemplo, na vida cristã e na atividade apostólica.</p>
<p>27. XI. Entre os fins primários das congregações, há de contar-se o apostolado de todo o gênero (omnímodo), principalmente o social – apostolado que, para propagar o reino de Cristo e defender os direitos da Igreja,” lhes é confiado por mandato (demandatus) pela própria hierarquia eclesiástica. “Para prestar essa verdadeira e completa cooperação com o apostolado hierárquico, de modo nenhum é preciso variar ou inovar as normas próprias das congregações referentes aos métodos dessa cooperação.</p>
<p>28. XII. Por último, as congregações marianas devem ser consideradas na mesma categoria das outras associações de caráter apostólico, quer estejam federadas com elas, quer adiram coletivamente ao órgão central da Ação católica. Além disso, como as congregações devem, sob a orientação e autoridade dos prelados, empenhar todo o seu esforço e zelo (83) em ajudar qualquer outra associação, não é necessário que cada congregado dê individualmente o nome a mais outro agrupamento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CONCLUSÃO</p>
<p>29. Essas coisas mandamos e fazemos saber, decretando que as presentes Letras sejam e permaneçam sempre estáveis e firmes, válidas e eficazes, e surtam e obtenham os seus efeitos plena e integralmente, e plenissimamente favoreçam aqueles em favor dos quais se escreveram; e que assim exatamente se haja de julgar e definir; e seja desde já írrito e nulo quanto porventura alguém, fosse quem fosse, e fosse qual fosse a sua autoridade, cientemente ou por ignorância, viesse a atentar de diferente modo ou contra as presentes, nesta matéria. Não obstante quaisquer coisas em contrário.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">Dado em Castel Gandolfo, junto a Roma, aos 27 do mês de setembro do ano de 1948, 200° da Bula Áurea “Gloriosae Dominae”, X do nosso pontificado.</p>
<p style="text-align: right;">Pio XII Papa</p>
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			</item>
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		<title>Bula Áurea Gloriosae Dominae</title>
		<link>https://salvemaria.com.br/bula-aurea-gloriosae-dominae/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Seção da Boa Imprensa - Congregação Mariana da Imaculada Conceição]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Mar 2018 01:22:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Congregação Mariana]]></category>
		<category><![CDATA[Documentos da Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Documentos da Congregação Mariana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De Bento XIV, um dos documentos mais importantes da história das Congregações Marianas</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">BULA ÁUREA<br />
DO PAPA BENTO XIV<br />
<strong>GLORIOSAE DOMINAE</strong><br />
SOBRE AS CONGREGAÇÕES MARIANAS</p>
<p>A veneração e o culto de Maria, Gloriosa Senhora, Mãe de Deus, está tão recomendada pela vontade expressa de Deus e pelo espírito sempre verdadeiro da Igreja, e tão justo e proveitoso é este culto tributado pelos fiéis à Virgem Santíssima, que nossas exortações apostólicas, encaminhadas a inflamar os corações dos cristãos em religioso afeto até Ela, podem parecer pouco menos que desnecessárias.</p>
<p>Pois assim como Deus Onipotente encheu a esta felicíssima Virgem &#8211; escolhida entre milhares e levantada pelo anúncio do Anjo à inefável dignidade de Mãe de Deus &#8211; com os dons de sua graça mais abundantemente que a todas as demais criaturas e a adornou com brilhantíssima coroa de glória acima de todas as obras de suas mãos; assim também a Igreja católica, ensinada pelo magistério do Espírito Santo, tem procurado honrá-la com inumeráveis obséquios, como a Mãe de seu Senhor e Redentor, e como a Rainha de céus e terra e se tem interessado por amá-la com afeto e piedade filial, como a Mãe própria amantíssima, recebida como tal dos lábios de seu Esposo moribundo. À sua proteção tem tido sempre por costume acudir, como a porte seguro de salvação, nas públicas calamidades e perturbações, quantas vezes as provocam os poderosos inimigos infernais, e tem proclamado que, especialmente por seu poder, tem sido extinguidas e desfeitas todas as heresias do mundo inteiro.</p>
<p>Porque esta é aquela formosíssima Ester a que amou tanto ao supremo Rei dos Reis que parece a tem feito co-partícipe, não já da metade de seu reino, senão, em certa maneira, de todo seu imperio e de todo seu poder. Esta é aquela valorosa Judite a que Deus concedeu vitória sobre todos os inimigos da terra. Esta é aquela Advogada nossa ante seu Filho e Filho unigênito de Deus, sempre disposta a falar ante Ele em nosso favor e a quem a Igreja, com o parecer unânime dos Santos Padres, nos exorta a que acudamos com filial confiança em todas nossas necessidades e perigos. Esta é aquela mística Arca da Aliança, na que se executaram os mistérios de nossa Redenção, para que, vendo-a Deus, se lembre desse pacto e não se duvide de suas misericórdias. Ela é como canal celestial do que decendem as correntes das graças divinas aos corações dos mortais. Ela é a porta dourada do céu pela que confiamos entrar algum dia no descanso da eterna bem-aventurança.</p>
<p>Santo Inácio, confessor, que para propagar a maior glória de Deus reforçou a Igreja militante com novas legiões alistadas sobre o estandarte do Santíssimo Nome de Jesus, pensando consigo estas e outras coisas, e prevendo a luta que lhes esperava a ele e a seus soldados na salvação das próprias almas não menos que as de seus próximos, julgou sapientíssimamente que devia buscar uma mui apta defesa na proteção da Bem-aventurada Virgem Maria. Por isto, imediatamente, em quanto saiu da casa paterna, sonhando já então com grandes empresas, e se determinou a empreender esta sagrada milícia, se dirigiu em seguida aos pés da Virgem, e sobre seus auspícios, empreendeu o largo caminho da perfeição. Depois, quando feita a leva de seus companheiros de milícia, estava para lançá-los ao campo de batalha, fez com eles um solene juramento, precisamente na capela da Virgem no Monte dos Mártires de Paris, e ali, sobre esta rocha inabalável, consolidou os primeiros cimentos de seu Instituto.</p>
<p>E o que nele foi habitual, a saber, não propor nem empreender coisa alguma de importância sem antes invocar o nome de Maria, quis que servisse também de ensinamento a todos os seus filhos, e que assim, sobre o patrocínio dela, esperaram a ajuda divina em todas as empresas e trabalhos de sua profissão e que em todos os perigos a que se viram expostos em sua campanhas em prol da religião, ante seus inimigos, acudiram confiados como a refúgio e amparo, a esta Torre de Fortaleza da que pendem mil escudos. E eles, de fato, levando o Nome adorável de Jesus por todas as terras e todos os mares ante reis e nações, não deixaram de anunciar juntamente o dulcíssimo Nome de Maria, e a cada vez que pregavam a luz da fé e a pureza de costumes, propagaram também maravilhosamente em todas as regiões do mundo o culto e o amor à Mãe de Deus.</p>
<p>Uma obra vemos instituída com acerto e sabedoria e por eles (os jesuítas) constantemente realizada; pois ao dizer-se, entre outros ministérios próprios de seu Instituto e utilíssimos à Igreja de Deus, a cultivar e instruir por todas as partes a juventude em virtude e letras, cuidam ao mesmo tempo de agregar essa juventude à piedosas Associações ou Congregações da Santíssima Virgem, Mãe de Deus, e consagrando-a de um modo especial a seu culto e serviço, guiados pela que é Mãe do amor formoso e do conhecimento e do temor de Deus, a ensinam a esforçar-se por alcançar o cume da perfeição cristã, para lograr o verdadeiro fim de sua eterna salvação.</p>
<p>É incrível o imenso proveito que estas piedosas e louváveis Congregações Marianas, dotadas de santas e saudáveis Regras em harmonia com a diferente condição social dos congregados e cultivadas com solicitude e prudente zelo por seus respectivos Diretores, tem produzido em pessoas de todas as classes da Sociedade. Uns, de fato, mantendo-se firmes no caminho da inocência e piedade, que sobre o amparo da Santíssima Virgem haviam empreendido com resolução desde seus ternos anos, mereceram conservar perpétuamente, com notável exemplo e com o fruto da perseverança final, aquele abnegado estado de vida que é a razão observar o homem cristão e servo da Virgem. Outros, vencendo o atrativo dos vícios em que estavam miserávelmente aprisionados, e apartando-se do caminho da iniquidade que haviam iniciado, guardaram depois conduta ajustada, virtuosa e santa, com o auxílio das misericordiosíssima Mãe de Deus, a cujo serviço se tinham consagrado nestas Congregações, e fortalecidos contínuamente com as práticas piedosas ds mesmas Congregações, perseveraram até o fim felicíssimamente. Outros também, por mercê de sua afetuosa e precoce devoção à Mãe de Deus, se elevaram até os graus mais sublimes do amor divino; e abandonando com fortaleza e magnânimo coração os vão e passageiros bens e deleites deste mundo se retiraram ao mais santo e seguro estado de vida regular, donde, cravados pelos votos religiosas na Cruz de Cristo, se entregaram totalmente a sua própria perfeição e a trabalhar na salvação dos próximos.</p>
<p>Por todo o qual, se vê claramente com quão prudente e saudável acordo Nossos Predecessores os Romanos Pontífices outorgaram seu favor a estas Congregações, já desde o princípio delas, e para fomentá-las e propagá-las, cumularam se muitos e singulares privilégios e graças a seus Diretores e aos mesmos congregados&#8230;Nós mesmos, finalmente, que durante nossa juventude nos contávamos entre os congregados da Congregação da Assunção, ereta na Casa Professa da Companhia de Jesus em Roma, e que com grande susto e consolo espiritual freqüentávamos os piedosos exercícios da dita Congregação, julgamos pertencer a Nosso ofício pastoral fomentar e procurar generosamente com Nossa autoridade Apostólica tais Associações de sólida piedade, pelas que se fomenta a cristã virtude e se ajuda à salvação de tantos, como o dizemos pelo Nosso Breve de 14 de abril último, aprovado e confirmando todas as concessões e graças de Nossos Predecessores, e inclusive ampliando-as e extendendo-as.</p>
<p>E agora, para demonstrar mais e mais Nosso afeto, assim a estas piedosas Congregações, em que com proveitosos e louváveis exercícios de piedade se tributa a devida honra a Deus e à Santíssima Virgem, como também a nosso querido filho Francisco Retz, Prepósito Geral da Companhia de Jesus, e aos demais religiosos da mesma Companhia, cujos diligentes e constantes trabalhos para propagar por todo o mundo a integridade e a santidade da fé e unidade católicas, a doutrina e piedade cristãs, juntamente com o Nome Divino e o da Santíssima Virgem Maria, estimamos de grande modo, e aos que professamos singular e paternal afeto pela grande devoção que tem e não cessam de manifestar a Nos e à Santa Sé, queremos confirmar com nossa forá de autoridade Apostólica e também ampliar as concessões e graças precedentes.</p>
<p>Assim como a Congregação Primária progride pelo caminho da piedade com o título e sobre a proteção da gloriosíssima Mãe de Deus; assim também as demais Congregações que participam ou desejam participar das graças espirituais concedidas à Primária, afim de que, sobre o patrocínio e os auspícios da tão excelsa Virgem aproveitem em seus similares exercçiios de piedade, e que nisto de conheça sua união à Congregação Primária, como membros a sua cabeça, julgamos na verdade digno e conveniente decreto e estabelecer que, se houvesse alguma Congregação deste gênero nas igrejas, Casas, Colégios e Residências da companhia de Jesus que não tenha título da Bem-aventurada Virgem Maria, senão de algum outro santo, ou de outro gênero, haverá de eleger por Padroeira a Santíssima Virgem Maria com o título de algum Mistério ou festa sua, em união do Padroeiro ou título que antes houver escolhido ou em diante escolher. Assim poderá a dita Congregação no futuro usar e desfrutar das Indulgência e graças que tem sido concedidas pela Sé Apostólica à dita Congregação Primária à que deseja agregar-se ou está já agregadas.</p>
<p>Porque advertimos e exortamos no Senhor a todos e cada um dos congregados e empregados das Congregações que tratem de acrescentar, com novos méritos de uma total submissão e obediência, aquela tão recomendada, e para seu bem espiritual, tão proveitosa assiduidade e assistência que esperamos haverão de observar a estes piedosos atos de piedade da Congregação. E assim não somente não recusem obedecer com pronta e animada vontade aos mandamentos e conselhos do dito Prepósito Geral e dos particulares diretores designados por ele em todas as coisas que pertencem ao estado e governo das mesmas Congregações, senão que procurem guardar uniformidade nesse particular e cada um anime ao mesmo aos demais. E assim o dia para ganhar a Indulgência Plenária seja, enquanto seja possível, o mesmo que proponha em cada Congregação seu próprio Diretor.</p>
<p>E sendo coisa bastante clara pelo dito anteriormente e por outras inumeráveis manifestações de Nossa vontade, e de Nossos Predecessores, como de coração desejamos que todos os fiéis cristãos e em particular os membros destas Congregações se preocupem em receber frequentemente os Santos Sacramentos da Eucaristia e da Penitência segundo o espírito da Igreja, e colham deles frutos verdadeiros e abundantes.<br />
desejamos inculcar uma e outra vez aos mesmos congregados um costume utilíssimo e aprovado, a saber: que, assim como se lhes aconselha e muito acertadamente que se prepararem a ingressar na Congregação fazendo um a Confissão geral de toda a vida passada, assim também tratem de assegurar mais e mais sua reconciliação com Deus, a emenda da própria vida e o constante crescimento em todas as virtudes, recordando novamente com dor de coração, uma ou duas vezes ao ano, as culpas cometidas desde a última Confissão Geral ou desde o uso da razão, segundo a orientação de um prudente Diretor; detestando-as novamente com espírito sincero de arrependimento e com firme propósito de emenda e confessando-as a um ministro legítimo da Igreja; para que, renovados assim de tempo em tempo no fundo de sua alma, confirmados e robustecidos continuamente com novas graças e auxílios do céu, levem uma vida digna de seu nome de cristãos e própria de um congregado que se tem consagrado à Virgem; e fortalecidos com a frequente participação dos Divinos Sacramentos, se disponham a abraçar no céu os prêmios que lhes estão prometidos.</p>
<p style="text-align: left;">Por último, a todos e cada um dos congregados lhes desejamos recomendada com muito encarecimento a fraterna caridade, para que a guardem e exercitem continuamente, não somente com os demais congregados, senão também com todos os fiéis cristãos e, praticando assim sem cessar obras de piedade e misericórdia, ponha sua atenção nos preceitos em que se firma toda a Lei e os Profetas, nunca cessem de alegrar e ajudar a Igreja de Deus.</p>
<p style="text-align: right;">27 de setembro de 1748<br />
Papa Bento XIV</p>
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