<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Elementos Essenciais da Regra | Salve Maria</title>
	<atom:link href="https://salvemaria.com.br/tag/elementos-essenciais/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://salvemaria.com.br/tag/elementos-essenciais/</link>
	<description>Congregação Mariana da Imaculada Conceição - Manaus, Amazonas</description>
	<lastBuildDate>Mon, 07 Oct 2019 22:01:58 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://salvemaria.com.br/wp-content/uploads/2017/05/cropped-Escudo-1-150x150.png</url>
	<title>Elementos Essenciais da Regra | Salve Maria</title>
	<link>https://salvemaria.com.br/tag/elementos-essenciais/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>A Regra e a Admissão de Membros</title>
		<link>https://salvemaria.com.br/a-regra-e-a-admissao-de-membros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Seção da Boa Imprensa - Congregação Mariana da Imaculada Conceição]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Jun 2019 17:15:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Congregação Mariana]]></category>
		<category><![CDATA[Elementos Essenciais da Regra]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://salvemaria.com.br/?p=8953</guid>

					<description><![CDATA[<p>Quinto elemento essencial de nossa Regra, a admissão de membros versa sobre os requisitos e procedimentos a se tomar para a entrada de novas pessoas na Congregação</p>
<p>O conteúdo <a href="https://salvemaria.com.br/a-regra-e-a-admissao-de-membros/">A Regra e a Admissão de Membros</a> aparece primeiro em <a href="https://salvemaria.com.br">Salve Maria</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A alma da Congregação Mariana são suas Regras.</strong> Em seu quase meio milênio de história, foram elas que garantiram a continuidade de sua autêntica espiritualidade. Não há dúvidas que desde a primeira revisão das Regras Comuns, em 1587, o mundo sofreu mudanças sem precedentes; muitas das condições e costumes que antes havia passaram. Encontramos mudanças profundas em questões práticas e em regulamentos de autoridade. No entanto, certos elementos, que chamaremos de <em>essenciais</em>, jamais mudaram e nem poderiam. Dentre esses elementos essenciais, o quinto é a <strong>Admissão de Membros.</strong></p>
<p>Quando alguém deseja ingressar na Congregação, é requerido nas Regras Antigas a recorrer ao Padre Diretor ou ao Presidente para que estes assegurem sua confidenciabilidade e elegibilidade. Diz-nos a Regra de 1587:</p>
<blockquote><p>Cap. II, Art. I &#8211; Desejando alguém ingressar na Congregação, deverá procurar o Padre Diretor e o Presidente, o qual, após obter <strong>informações suficientes</strong> sobre a pessoa e ter certeza de sua idade, profissão, virtude e outras boas qualidades, o presidente proporá à diretoria para que seja admitido a participar como uma prova de algumas atividades da Congregação por um espaço de tempo. Nesse tempo, não poderá intervir senão nos Exercícios Espirituais da Congregação &#8211; mas jamais nas consultas &#8211; e deverá sentar separado dos demais nas reuniões.</p></blockquote>
<p>As Regras de 1855 utilizam as mesmas palavras. Mantendo a unidade comum às Regras, vemos pouca mudança nas Regras de 1910:</p>
<blockquote><p>Art. XXIII &#8211; Todo aquele que desejar entrar na Congregação, faça o seu pedido ao Diretor. Só este tem autoridade para admitir. Se for possível, apresente o pedido de admissão por meio de um Congregado que o proponha. O candidato deve <strong>sobretudo ser de costumes irrepreensíveis, ter as condições de idade, estado, profissão</strong>, etc., requeridas na Congregação que pretende e propor firmemente cumprir com fidelidade as Regras.</p></blockquote>
<p>As Regras sempre reforçaram a exigência de <a href="https://salvemaria.com.br/membros-da-congregacao-e-seu-numero/">boa seleção dos membros</a> e o cuidado em uma avaliação especial de cada um. Os motivos podemos entender bem no artigo das <a href="https://salvemaria.com.br/as-tres-caracteristicas">três características</a>. Os estatutos e regras sempre designaram cinco itens para avaliação:</p>
<ol>
<li><strong>Idade<br />
</strong>Para verificar o nível de maturidade e crescimento do candidato. Muitas congregações possuem em suas regras particulares limites inferiores e/ou superiores de idade</li>
<li><strong>Estado de Vida e Profissão<br />
</strong>Sobretudo para as congregações de diferentes classes, sempre se verificou com cuidado o estado de vida (solteiro, casado, religioso, sacerdote), a profissão e o nível social do membro. A Congregação é útil a todas as classes sociais, mas sempre teve cuidado de juntar sempre membros de classes sociais semelhantes, pois assim mais facilmente &#8211; assim como quando à idade &#8211; a Congregação poderia abordar os temas necessários, atacar os erros e formar a vida interior adequada a cada estado.</li>
<li><strong>Virtude e Boas Qualidades<br />
</strong>A busca dessa característica é comum a todas as regras. O candidato, para ser admitido, deve possuir <em>costumes irrepreensíveis, </em>isto é, não possuir ou aparentar nada que possa ser motivo de<strong> escândalo ou desedificação ao próximo.</strong> As Regras urgem o Congregado a sempre buscar estar em um nível acima do comum dos fiéis. Um candidato que não se apresenta já com tendências a essa disposição dificilmente conseguiria atender a esse chamado e não deve ser admitido.</li>
<li><strong>Propósito de seguir com fidelidade as Regras e a Espiritualidade da Congregação<br />
</strong>O propósito firme de seguir com fidelidade as Regras é o segundo elemento mais necessário na avaliação. Não se pode admitir candidatos que tenham uma<strong> visão enganada da Congregação</strong>, a vejam como um grupo simplesmente devocional, ou a busquem pelos seus benefícios espirituais e sociais &#8211; como foi tão comum das décadas passadas. Deve-se estar na Congregação por <a href="https://salvemaria.com.br/magis">querer o que ela quer</a>, e cabe ao Presidente e, sobretudo, ao Padre Diretor avaliar isso. Outro ponto importante é a possibilidade de cumpri-las. Candidatos impossibilitados de participar das reuniões, por exemplo, não poderiam ser admitidos<span id='easy-footnote-1-8953' class='easy-footnote-margin-adjust'></span><span class='easy-footnote'><a href='https://salvemaria.com.br/a-regra-e-a-admissao-de-membros/#easy-footnote-bottom-1-8953' title='Regras de 1855, Cap. XXVI, Art. 2'><sup>1</sup></a></span>;</li>
<li><strong>Histórico<br />
</strong>A consulta do histórico da pessoa é indispensável. Os antigos diretores procuravam conhecer um candidato por meio de seus conhecidos, colegas de trabalho e familiares antes de formar um julgamento<span id='easy-footnote-2-8953' class='easy-footnote-margin-adjust'></span><span class='easy-footnote'><a href='https://salvemaria.com.br/a-regra-e-a-admissao-de-membros/#easy-footnote-bottom-2-8953' title='Mullan, 1912'><sup>2</sup></a></span>. Além disso, via-se o passado do candidato na própria congregação mariana: Todo aquele que saísse da Congregação sem motivo grave e justificado ou tivesse sido dela expulso não poderia ser admitido a outra.</li>
</ol>
<p>As Regras Antigas tinham, também, outras condições que foram abandonadas com o tempo, como a ausência de doenças como epilepsia ou deformidades físicas, a presença de pretensões acadêmicas ou a participação na Congregação de Menores. Estas últimas regras, embora abandonadas, mostram a visão &#8220;exclusiva&#8221; que a Congregação sempre gozou.</p>
<p>Uma vez que o candidato tenha se apresentado ao padre Diretor e tenha sido constatado a <strong>idoneidade</strong>, isto é, a inexistência dos impedimentos acima, o candidato deve passar a ser acompanhado por outro congregado, que o ensinaria com maior aprofundamento as Regras, a Espiritualidade, a história e a vida da Congregação Mariana, o Instrutor. Diz-nos a Regra de 1587:</p>
<blockquote><p>Cap. II, Art. III &#8211; Sendo algum dos candidatos julgado idôneo para a Congregação, o Padre ou o Presidente levará seu nome aos Doze [Ao conselho] para que seja decidido quem, durante a sua prova (a qual será de dois a três meses, ou um pouco menos dependendo da qualidade da pessoa), o acompanhará e instruirá nas Regras e nos demais costumes e observâncias da Congregação, removendo as dificuldades que possam existir para seu ingresso [&#8230;]</blockquote>
<p><strong>O papel do Instrutor é, portanto, essencial.</strong> É ele quem guiará cada candidato na melhor compreensão do que de fato é a congregação. Mais do que isso, o Instrutor também servirá de <strong>auxílio no julgamento</strong> final sobre a recepção do membro. Diz-nos a Regra de 1910:</p>
<blockquote><p>Art. 57 &#8211; O Instrutor dos Candidatos tem por ofício guiá-los e instruí-los acerca dos usos e espírito da Congregação, durante o tempo de prova que precede a admissão deles como congregados. Comunique com o Padre Diretor o que observar sobre o modo de proceder dos candidatos na Congregação e fora dela, para que ele possa com maior conhecimento de causa conceder a admissão, diferi-la ou negá-la</p></blockquote>
<p>E quanto a Congregados de outras Congregações? As Regras são claras: Eles podem ser admitidos imediatamente se apresentarem as Letras Patentes, isto é, a recomendação escrita pelo padre diretor da congregação de origem à congregação de destino, na qual consta ser um bom congregado, cumpridor das Regras e <strong>digno de ser admitido</strong> a outra congregação. A decisão sobre a recepção do membro de outra congregação ser imediata ou ser precedida, também, de um tempo de prova está a cargo de cada congregação em suas regras particulares. Com efeito, há congregações que estabelecem tempo de alguns meses ou até anos antes de admitir alguém de fora, mesmo com as Letras Patentes. Isto está de acordo com a postura adotada por grandes congregações da história, embora não seja a regra geral.</p>
<p>Diz-nos a Regra de 1910:</p>
<blockquote><p>Art. 24 &#8211; A admissão definitiva deve ser precedida de um tempo de prova nunca inferior a dois meses. Neste tempo o candidato <strong>estará obrigado a cumprir todos os deveres que a Congregação</strong> impõe aos seus membros. O que vier de outra Congregação, pode ser logo admitido, se apresentar guia de transferência assinada pelo diretor da Congregação de onde vem, da qual conste o seu bom comportamento e assiduidade nos atos da Congregação. Quem não vier diretamente de outra Congregação, ainda que antes tenha sido Congregado, será sujeito a prova mais ou menos longa, a juízo do Diretor.</p></blockquote>
<p>Uma vez que se tenha tido o tempo e a formação necessária, o diretor proporá o nome novamente ao Conselho (Diretoria) para a aprovação de seu ingresso. Reste claro que a decisão final é sempre do diretor e a consulta à diretoria não é, propriamente, necessária: as regras o recomendam fortemente, mas o diretor é livre para agir de outra maneira. Diz-nos a Regra de 1587:</p>
<blockquote><p>Cap. II, Art. 3 &#8211; Antes de alguém ingressar na Congregação, deve ser proposto no Conselho dos Doze (Diretoria)  onde será proposto à <strong>discussão seus princípios e bom comportamento, em particular por aqueles que cuidaram dele.</strong> Sendo o momento do julgamento, aquele que não deu satisfação e impressão pode ter seu tempo de prova finalizado, sendo assim excluído da congregação, ou tê-lo prolongado. Mas, se durante o tempo de prova o candidato deu boas satisfações, será proposto a toda Congregação e será compartilhado suas qualidades, virtudes e perseverança. [&#8230;]</blockquote>
<p>Esta definição está de pleno acordo com o que diz a Regra de 1910:</p>
<blockquote><p>Art. 26 &#8211; Estando próxima a data da admissão solene dos candidatos, proponha o Diretor ao Conselho os nomes daqueles que, a seu juízo, podem ser admitidos, e mande aos Oficiais do Conselho que deem com simplicidade o seu parecer e exponham o que acaso haja contra a admissão proposta. O Diretor, em vista das observações do Conselho, determinará o que a respeito de cada um julgar melhor: <strong>se deve ser admitido no número dos Congregados, se lhe deve prorrogar o tempo da prova, ou se deve ser excluído da Congregação.</strong></p></blockquote>
<p>Pode-se perceber que há duas &#8220;etapas&#8221; distintas de admissão. A primeira é a admissão ao estado de prova. A segunda é a decisão após o tempo de prova. Essas duas etapas correspondem, nas Regras Antigas, ao Noviciado e à Consagração.<strong> Após ser julgado idôneo, o candidato é admitido como noviço, e deve ser ensinado e provado pelo Instrutor</strong>. Uma vez que é julgado pronto, consagra-se definitivamente.</p>
<p>Numa realidade em que não mais facilmente se conhecia o membro para julgar sua idoneidade para o ingresso, convencionou-se a fazer a admissão em três etapas. Assim o fez a Congregação de Mercadores de Viena<span id='easy-footnote-3-8953' class='easy-footnote-margin-adjust'></span><span class='easy-footnote'><a href='https://salvemaria.com.br/a-regra-e-a-admissao-de-membros/#easy-footnote-bottom-3-8953' title='Mullan, 1912'><sup>3</sup></a></span> e as Congregações no Brasil a partir da década de 50, sendo a primeira etapa, chamada de aspirantado ou postulantado, um tempo de preparação e conhecimento para a primeira avaliação e consulta em diretoria, como explicado acima.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://salvemaria.com.br/a-regra-e-a-admissao-de-membros/">A Regra e a Admissão de Membros</a> aparece primeiro em <a href="https://salvemaria.com.br">Salve Maria</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Regra e as Reuniões Semanais</title>
		<link>https://salvemaria.com.br/a-regra-e-as-reunioes-semanais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Seção da Boa Imprensa - Congregação Mariana da Imaculada Conceição]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Jun 2019 15:10:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Congregação Mariana]]></category>
		<category><![CDATA[Elementos Essenciais da Regra]]></category>
		<category><![CDATA[Práticas Marianas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://salvemaria.com.br/?p=8917</guid>

					<description><![CDATA[<p>Quarto elemento essencial de nossa Regra, a Reunião Semanal é o detalhe prático mais importante da vida da Congregação Mariana</p>
<p>O conteúdo <a href="https://salvemaria.com.br/a-regra-e-as-reunioes-semanais/">A Regra e as Reuniões Semanais</a> aparece primeiro em <a href="https://salvemaria.com.br">Salve Maria</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A alma da Congregação Mariana são suas Regras.</strong> Em seu quase meio milênio de história, foram elas que garantiram a continuidade de sua autêntica espiritualidade. Não há dúvidas que desde a primeira revisão das Regras Comuns, em 1587, o mundo sofreu mudanças sem precedentes; muitas das condições e costumes que antes havia passaram. Encontramos mudanças profundas em questões práticas e em regulamentos de autoridade. No entanto, certos elementos, chamados e<em>ssenciais</em>, jamais mudaram e nem poderiam. Dentre esses <a href="https://salvemaria.com.br/elementos-essenciais">elementos essenciais</a>, o quarto é a <b>Reunião Semanal.</b></p>
<p>No quesito prático,<strong> as reuniões semanais são o detalhe mais importante da vida da Congregação</strong>. Tão importantes são que congregações que não podiam satisfazer a essa regra não podiam sequer ser agregadas à Prima-Primária. Havia uma indulgência anexa a esta participação semanal até a reforma das indulgências de Paulo VI, e só a podiam receber congregações que se reunissem semanalmente ou, no mínimo &#8211; em casos extraordinários &#8211; quinzenalmente. Reuniões mensais ou sem regularidade definida simplesmente não eram aceitáveis.</p>
<p>O Pe. Aquaviva, Superior Geral da Companhia de Jesus e da Congregação Mariana em 1598 ordenou que um membro que não pudesse participar das reuniões semanais não pudesse ser recebido na Congregação. De fato, até 1775 não podemos encontrar nenhuma menção a reuniões que aconteçam com frequência menor que semanal &#8211; ao contrário, muitas vezes acontecia mais vezes por semana, como na Prima-Primária que se reunia inicialmente todos os dias, e então no sábado e no domingo.</p>
<p>Nas primeiras regras, a reunião era fixa aos Domingos pela manhã e à tarde, duas reuniões, portanto. Com o tempo, a definição do dia se perdeu, mas o elemento essencial da reunião semanal se manteve.  Grande cuidado também sempre se teve à participação dos membros na reunião. Em todas as regras vemos o cuidado em garantir a presença, justificar a ausência e punir, com advertência ou mesmo expulsão aquele que negligenciasse tão importante dever.</p>
<p>Diz-nos a Regra de 1587:</p>
<blockquote><p>Art. V &#8211; Nos <strong>Domingos</strong> e Festas, pela manhã todos devem se reunir no oratório</p>
<p>Art. IX &#8211; Aqueles que nos dias definidos para os exercícios <strong>faltarem</strong> à congregação deverão notificar o mais rápido possível o motivo ao Padre Diretor, e ao Presidente, que julgarão se o motivo é legítimo ou não. Se julgarem que há falta, o membro pode levar uma advertência.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Diz-nos a Regra de 1855:</p>
<blockquote><p>Art. X -O maior cuidado também deverá ser tomado para que <strong>nenhuma reunião seja omitida por qualquer causa superficial</strong>. [&#8230;] Os dias em que usualmente ocorrem <strong>reunião da Congregação são todos os domingos</strong>, festas solenes [&#8230;] Nestes dias, <strong>as reunião jamais são omitidas</strong> a não ser, porventura, no dia de Natal e de Corpus Christi.</p>
<p>Art. XI &#8211; Nos dias e tempos indicados para reuniões, aqueles que estiverem <strong>ausentes</strong> devem, o mais breve possível, explicar a causa de sua ausência ao Padre Diretor, que haverá de julgar se a causa é suficiente ou não; e se ele julgar que estiverem em falta, deverá admoestá-los, ou por outras faltas, poderá por um certo tempo proibir a presença deles nas reuniões [&#8230;] para que a ausência de algum membro seja mais rapidamente e facilmente conhecida, a Congregação deverá manter um <strong>livro para este propósito</strong> [&#8230;]</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Diz-nos, por fim, a Regra de 1910:</p>
<blockquote><p>Art. V &#8211; As Congregações Marianas d<strong>evem ter as suas reuniões ao menos uma vez por semana</strong>, no dia e hora que as suas regras ou costume particular determinarem. Se não houver impedimento especial, convém que a reunião geral da Congregação se faça todos os domingos e dias santos de guarda. Estas reuniões não devem omitir-se nos dias determinados senão por motivos muito fortes e mesmo nos meses de verão não se devem interromper, a não ser no caso de estarem ausentes os Congregados, ou de haver qualquer outro impedimento.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>A menção aos meses de verão se deve ao fato de que durante as férias muitas congregações &#8211; inclusive a Prima-Primária inicialmente, entrava de férias. Esta regra pede que se mantenha ativa a reunião mesmo durante as férias civis, como os meses de verão ou inverno, as férias escolares, etc.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Continua a Regra de 1910:</p>
<blockquote><p>Art. XLI &#8211; Procurem com máximo empenho assistir às reuniões gerais da Congregação, tanto ordinárias como extraordinárias. A presença pode ser anotada de vários modos, segundo o costume de cada Congregação. [&#8230;] O Congregado que não puder assistir a alguma reunião, deve, o mais depressa possível, participar por palavra ou por escrito a causa de sua ausência ao padre diretor, que verá se ela é aceitável ou não.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h5>Ordem das Reuniões</h5>
<p>Se há importância em reunir, a Congregação tomou cuidado em se estabelecer <strong>o que </strong>se deve fazer nesta reunião. O manual brasileiro das Congregações de 1964 indica que a reunião da congregação deve:</p>
<div class="page" title="Page 110">
<div class="layoutArea">
<div class="column">
<ul>
<li><strong>Unir</strong><br />
Por isso, terá um mínimo de vida social, possibilitando o mútuo conhecimento e amizade</li>
<li><strong>Formar</strong><br />
Por isso, terá portanto números de sólida piedade e elementos de instrução religiosa e mariana.</li>
<li><strong>Trabalhar (ou organizar o trabalho)</strong><br />
Por isso deve-se fazer o balancete de seu apostolado e tomar consciência do que realiza por meio dos seus congregados.</li>
</ul>
</div>
</div>
</div>
<p>Esta tripla ordem das reuniões é expressa de modo adequado no esquema habitual das reuniões sugerido pelas regras, que possui os seguintes elementos conforme a Regra de 1910:</p>
<blockquote><p>Os exercícios ordinários destas reuniões costumam ser:</p>
<ol>
<li><strong>Invocação do Espirito Santo</strong> com o hino Veni Creator;</li>
<li><strong>Leitura de um livro piedoso</strong> durante dez ou quinze minutos, enquanto se reúnem os Congregados;</li>
<li><strong>Anunciar</strong>, onde for costume, as festas dos Santos e o Calendário de cada semana, quer seja comum, quer o próprio e aprovado para estas Congregações;</li>
<li><strong>Cantar Matinas e Vésperas</strong> ou Oficio de Nossa Senhora, conforme a reunião se fizer de manhã ou de tarde. Este Oficio pode ser substituído por outro qualquer de Nossa Senhora;</li>
<li>Finalmente,<strong> recitação das Ladainhas de Nossa Senhora</strong>, de alguma oração do Padroeiro secundário da Congregação, ou as que o costume tiver introduzido.</li>
</ol>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Regra de 1855 aponta esquema bastante parecido:</p>
<blockquote><p>Art. V &#8211; Esta deve ser a forma habitual de proceder:</p>
<ol>
<li>Devem iniciar com a <strong>leitura</strong> de algum livro piedoso, que deve ser lido até que todos, ou quase todos os membros tenham chegado;</li>
<li>Então, parte do <strong>Ofício</strong> de Nossa Senhora deve ser rezado ou cantado;</li>
<li>Em seguida, uma breve <strong>exortação</strong> relacionada ao progresso da vida espiritual será dada para os congregados pelo Padre Diretor;</li>
<li>A exortação deve ser seguida pelo Santo Sacrifício da <strong>Missa</strong>, depois do qual, tendo recitado as ladainhas e demais preces, de acordo com o costume de cada Congregação, os congregados poderão retirar-se;</li>
<li>Entretanto, aqueles que receberam a Sagrada Comunhão devem devotar pelo menos um quarto de hora em <strong>ação de graças</strong>;</li>
</ol>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Regra de 1587, por sua vez, é menos detalhada:</p>
<blockquote><p>Art. V &#8211; Nos Domingos e Festas<span id="easy-footnote-8-3066" class="easy-footnote-margin-adjust"></span>, pela manhã todos devem se reunir no oratório, onde por um tempo, conforme julgamento do Padre Diretor ou do Presidente, deve-se fazer alguma leitura espiritual, em cujas lições se poderão fazer conferências espirituais.</p>
<p>Na tarde, após o almoço, aquelas congregações que têm hábito, devem fazer os mesmos exercícios na parte da manhã, pelo espaço de mais ou menos meia hora, ou se fará uma exortação ou estudo espiritual das coisas pertencentes ao bom andamento da Congregação, como parecer melhor no Senhor ao Diretor e ao Presidente.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Podemos, portanto, perceber alguns elementos essenciais das Reuniões:</p>
<ol>
<li>Leitura de um Livro Espiritual enquanto se reúnem os congregados</li>
<li>Oração Inicial &#8211; Com o tradicional canto do Veni Creator</li>
<li>Anunciar o calendário da semana e dar os avisos gerais</li>
<li>Cantar o Ofício de Nossa Senhora, seja o Pequeno Ofício da Imaculada Conceição, seja o Ofício Parvo, seja outro Ofício, inteiramente ou apenas algumas das horas</li>
<li>Uma conferência ou exortação espiritual</li>
<li>Orações finais &#8211; Ladainha / Missa</li>
</ol>
<p>Naturalmente, outras atividades podem ser adicionadas à reunião, sem, porém, fugir dos princípios e da espiritualidade que a norteiam nas Regras. A oração, sem dúvida, deve ter o seu lugar de destaque, não sendo vista como mera &#8220;oração inicial&#8221; e &#8220;oração final&#8221;, que passam às pressas para permitir o restante do expediente. A união dos congregados será facilmente alcançada com a participação dos membros nas atividades: não há necessidade de <em>forçar </em>uma participação através de dinâmicas e artifícios estranhos à espiritualidade da Congregação. Com efeito, enquanto a oração sem dúvidas é indispensável e importante, é no estudo que a reunião da Congregação deve achar seu maior esforço, sobretudo nas Congregações em que não há academias ou em que elas estão ainda fracas e seus benefícios não alcançam todos os congregados. Esta noção de colocar o estudo em alto lugar está, também, claramente expresso no <a href="https://salvemaria.com.br/pio-xii-as-ccmm/">discurso de Pio XII a elas em janeiro de 1945</a>:</p>
<blockquote><p><strong>Vós deveis lutar pela Verdade com as armas da Verdade, </strong>mas também deveis saber carregar e usar estas armas. Como sereis capazes de adquirir o domínio delas? É pelo <strong>estudo de vossa religião</strong>, seus dogmas e ensinamentos, sua liturgia, vida, história. Não fazer isso seria trair o passado das congregações marianas, em que sempre se procurou, <strong>com todos os meios adequados</strong>, encorajar o estudo da fé, a cultura geral e profissional, ambos, naturalmente, em harmonia com o estado de cada um. Esta é uma das grandes características das Congregações Marianas, testemunhadas pelas suas Academias, que graças a Deus jamais foram abandonadas.</p></blockquote>
<p>O conteúdo <a href="https://salvemaria.com.br/a-regra-e-as-reunioes-semanais/">A Regra e as Reuniões Semanais</a> aparece primeiro em <a href="https://salvemaria.com.br">Salve Maria</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Regra e a Frequência aos Sacramentos</title>
		<link>https://salvemaria.com.br/a-regra-e-a-frequencia-aos-sacramentos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Seção da Boa Imprensa - Congregação Mariana da Imaculada Conceição]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Jun 2019 14:00:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Congregação Mariana]]></category>
		<category><![CDATA[Elementos Essenciais da Regra]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://salvemaria.com.br/?p=8891</guid>

					<description><![CDATA[<p>Terceiro elemento essencial de nossa Regra, a Frequência aos Sacramentos é, aliada a Devoção a Nossa Senhora, o principal meio para atingir a santificação pessoal.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://salvemaria.com.br/a-regra-e-a-frequencia-aos-sacramentos/">A Regra e a Frequência aos Sacramentos</a> aparece primeiro em <a href="https://salvemaria.com.br">Salve Maria</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A alma da Congregação Mariana são suas Regras.</strong> Em seu quase meio milênio de história, foram elas que garantiram a continuidade de sua autêntica espiritualidade. Não há dúvidas que desde a primeira revisão das Regras Comuns, em 1587, o mundo sofreu mudanças sem precedentes; muitas das condições e costumes que antes havia passaram. Encontramos mudanças profundas em questões práticas e em regulamentos de autoridade. No entanto, certos elementos, chamados <em>essenciais</em>, jamais mudaram e nem poderiam. Dentre esses <a href="https://salvemaria.com.br/elementos-essenciais">elementos essenciais</a>, o terceiro é a <strong>Frequência aos Sacramentos</strong>.</p>
<p>São Pio X enumera como um dos meios mais eficazes de santificação da Congregação o buscar &#8220;<em>aproximar-se o mais frequente possível dos Sacramentos</em>&#8220;. Aliada à devoção firme a Nossa Senhora, é a Recepção dos Sacramentos o principal meio para atingir o objetivo da Congregação e o que dá à Congregação sua maior glória.</p>
<p>No passado, a aproximação da Sagrada Comunhão não era tão frequente quanto depois de São Pio X. Embora estivessem sempre presentes à Santa Missa, a maioria dos católicos comungava pouquíssimas vezes no ano, normalmente após muitos atos de preparação. Os congregados, ao comungarem ao menos uma vez por mês e, além disso, nas grandes festas, davam exemplo admirável de grandeza: comungar mais vezes significava preparar-se mais vezes &#8211; e não comungar sem preparação como hoje infelizmente se faz. Nesta urgência, portanto, à aproximação mais frequente da Comunhão e da Confissão, vemos não um relaxamento da disciplina de então, mas uma demonstração de busca maior de perfeição.</p>
<p>Este princípio de maior aproximação dos Sacramentos sempre é regulado pela permissão do Confessor. Na disciplina de então, era o confessor que autorizava ou não o fiel a comungar, vendo suas disposições. Esta reverência se perdeu, mas o princípio permanece.</p>
<p>Diz-nos a <a href="https://salvemaria.com.br/primeiras-regras">Regra de 1587</a>:</p>
<blockquote><p>Art III &#8211; Por ser o propósito desta Congregação a aquisição da virtude e da piedade cristã, junto com o estudo das letras<span id="easy-footnote-5-3066" class="easy-footnote-margin-adjust"></span>, para esse fim, meio muito eficaz é a<strong> frequência dos Santíssimos Sacramentos </strong>[&#8230;]<b> </b>Todos irmãos devem se confessar e comungar<span id="easy-footnote-6-3066" class="easy-footnote-margin-adjust"></span> a cada primeiro domingo do mês e em algumas festas de Nosso Senhor e sua Mãe Santíssima [&#8230;]<b> </b>Os oficiais [&#8230;] devem se confessar ao menos a cada quinze dias e devem comungar mais vezes que os outros, se assim parecer ao diretor espiritual.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Diz-nos Bento XV na <a href="https://salvemaria.com.br/bula-aurea">Bula Áurea Gloriosae Dominae:</a></p>
<blockquote><p>De coração desejamos que todos os fiéis cristãos e em particular os membros destas Congregações se preocupem em <strong>receber frequentemente os Santos Sacramentos</strong> da Eucaristia e da Penitência segundo o espírito da Igreja, e colham deles frutos verdadeiros e abundantes.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Diz-nos a <a href="https://salvemaria.com.br/regras-1855/">Regra de 1855</a>:</p>
<blockquote><p>Art. III &#8211; Pelo fato de o objetivo desta Congregação ser a virtude e a piedade cristã, para a realização desse fim é de maior utilidade a frequência dos sacramentos. [&#8230;] Então, todos os membros devem saber que <strong>precisam receber o sacramento da Penitência e a Sagrada Comunhão ao menos uma vez ao mê</strong>s e também em certas festas e solenidades de Nosso Senhor e de sua Santa Mãe. Entretanto, os principais oficiais devem confessar-se e [&#8230;] receber a Sagrada Eucaristia mais frequentemente que os demais membros, que devem edificar-se com seus exemplos.</p>
<p>Art. XIV &#8211; [&#8230;] Todos os membros são exortados a mostrar maior seriedade em práticas de piedade cristã como, por exemplo, a <strong>confessar-se com maior frequência, receber o Santíssimo Sacramento mais frequentemente </strong>[&#8230;]
<p>&nbsp;</p></blockquote>
<p>Diz-nos a <a href="https://salvemaria.com.br/regra">Regra de 1910</a>:</p>
<blockquote><p>Art. XXXVII e XXXVIIII &#8211;  [&#8230;] E depois, e depois não se contente só com as comunhões gerais prescritas na Regra, mas <strong>receba os Sacramentos com a frequência que lhe aconselhar</strong> o confessor. É muito bom conselho para todos, o que deu o pontífice Bento XIV, de que, <strong>uma ou duas vezes no ano, se faça confissão geral</strong>, começando da última que se fez.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Diz-nos Pio XII na <a href="https://salvemaria.com.br/bis-saeculari-die">Bis Saeculari</a>:</p>
<blockquote><p>Muito mais que o número de membros se hão de ter em conta as regras e leis pelas quais os congregados são como que <strong>levados pela mão àquela excelência de vida espiritual</strong> que os torna capazes de subir aos cumes da santidades principalmente com o auxílio daqueles meios com os quais é utilíssimo que estejam apetrechados os perfeitos e íntegros seguidores de Cristo: o uso dos exercícios espirituais, a meditação diária das coisas divinas e o exame de consciência;<strong> a freqüência aos sacramentos</strong>;  a dócil e filial dependência de um diretor espiritual certo; pleníssima e perpétua consagração da própria pessoa à bem-aventurada Virgem Mãe de Deus; e, finalmente, o firme propósito de procurar a perfeição cristã para si e para os outros.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Resta, talvez, a pergunta: Com que frequência deve o congregado aproximar-se da Sagrada Comunhão e da Confissão?</p>
<p>Assim como era o congregado no passado chamado a receber os sacramentos com muito maior frequência que o comum dos fiéis, assim, hoje, o congregado é também chamado a Comungar e Confessar-se mais frequentemente e com muito mais ardor que os demais fiéis. Se os fiéis normalmente comum todas as semanas &#8211; e sem o preparo devido &#8211; <strong>os congregados são urgidos a comungarem ainda mais frequentemente e com uma especial devoção formada pelas práticas de piedade e penitência.</strong></p>
<p>Quanto à confissão, parece seguro &#8211; embora isso esteja sob decisão do confessor e não possa ser tomado como regra geral &#8211; confessar-se sempre que necessário, mas <strong>no mínimo uma vez por mê</strong>s, como as regras antigas pediam. Oficiais, membros da Diretoria, porém, devem confessar-se mais vezes que os demais, no mínimo <strong>quinzenalmente</strong>, como proposto na Regra de 1587.</p>
<p>Os sacramentos, hoje que os podemos receber todos os dias, não são menos sagrados que quando o cristão se preparava o ano inteiro para receber. Nós, por nossa culpa, perdemos esta devoção e tomamos as coisas santas como se fossem profanas. Que nossas Regras nos ajudem a enxergar melhor a santidade dos sacramentos e, reconhecendo nossa indignidade, esforçarmo-nos para melhor recebê-los e com maior frequência, sem nos deixar levar pelo escrúpulo ou pela tibieza.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://salvemaria.com.br/a-regra-e-a-frequencia-aos-sacramentos/">A Regra e a Frequência aos Sacramentos</a> aparece primeiro em <a href="https://salvemaria.com.br">Salve Maria</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Regra e a Devoção a Nossa Senhora</title>
		<link>https://salvemaria.com.br/a-regra-e-a-devocao-a-nossa-senhora/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Seção da Boa Imprensa - Congregação Mariana da Imaculada Conceição]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Jun 2019 13:37:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Congregação Mariana]]></category>
		<category><![CDATA[Elementos Essenciais da Regra]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://salvemaria.com.br/?p=8882</guid>

					<description><![CDATA[<p>Segundo elemento essencial de nossa Regra, a Devoção a Nossa Senhora é a fonte e a vitalidade da Congregação e o principal meio para atingir os fins propostos pela Regra</p>
<p>O conteúdo <a href="https://salvemaria.com.br/a-regra-e-a-devocao-a-nossa-senhora/">A Regra e a Devoção a Nossa Senhora</a> aparece primeiro em <a href="https://salvemaria.com.br">Salve Maria</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A alma da Congregação Mariana são suas Regras.</strong> Em seu quase meio milênio de história, foram elas que garantiram a continuidade de sua autêntica espiritualidade. Não há dúvidas que desde a primeira revisão das Regras Comuns, em 1587, o mundo sofreu mudanças sem precedentes; muitas das condições e costumes que antes havia passaram. Encontramos mudanças profundas em questões práticas e em regulamentos de autoridade. No entanto, certos elementos, chamados <em>essenciais</em>, jamais mudaram e nem poderiam. Dentre esses <a href="https://salvemaria.com.br/elementos-essenciais">elementos essenciais</a>, o segundo é a <strong>Devoção a Nossa Senhora.</strong></p>
<p>Diz-nos Gregório XIII, na Bula de Ereção Canônica da Congregação <a href="https://salvemaria.com.br/omnipotentis-dei/">Omnipotentis Dei</a> (1584) que a Congregação foi iniciada <em>por um vivo sentimento de afeto pela Beatíssima Virgem Maria, Mãe Deus. </em>Este amor singular a Nossa Senhora é indispensável e é, sem dúvidas, tomado como o <strong>principal meio</strong> junto à recepção dos Sacramentos para atingir o objetivo principal da congregação, a Perfeição Cristã e também como um fim particular. A perfeição cristã é uma perfeição autenticamente mariana, isto é, fundada e arraigada na imitação das virtudes de Nossa Senhora e no seu serviço.</p>
<p>Diz-nos Pio XII na <a href="https://salvemaria.com.br/bis-saeculari-die">Bis Saeculari</a>:</p>
<blockquote><p>Essas congregações se chamam marianas não só porque da bem-aventurada Virgem Maria assumem o título,  mas muito principalmente porque <strong>todos os seus membros professam uma singular devoção para com a Mãe de Deus</strong>,  e a ela se ligam com total <strong>consagração</strong>, em virtude da qual se comprometem, ainda que não sob pecado, a combater com todo o esforço, sob a bandeira da santíssima Virgem, <strong>pela <a href="https://salvemaria.com.br/elementos-essenciais/santidade">perfeição cristã</a> e salvação eterna própria e dos outros</strong>. Por essa consagração, o congregado fica para sempre obrigado para com a santíssima Virgem, a não ser que seja despedido por indigno, ou que, por ligeireza de ânimo, ele mesmo abandone a congregação.</p></blockquote>
<p>Destas palavras, fica claro que <strong>erra aquele que julga ser a Congregação Mariana uma associação cujo principal objetivo é honrar Nossa Senhora</strong>. A Devoção a Nossa Senhora é, talvez, a marca mais sensível da Congregação, mas deve ser tida como um meio &#8211; o melhor dos meios &#8211; para atingir o objetivo proposto pelas regras. É por isso que nesta série de artigos sobre os elementos essenciais, a Devoção a Nossa Senhora ocupa o segundo lugar, não o primeiro. Isto não é diminuir a importância de Nossa Senhora para nós: <strong>Ela nos é tudo</strong>. Mas nossa Boa Mãe deseja nos levar ao seu Divino Filho, e sua especial proteção a todos os que se consagram a ela na Congregação é um penhor seguro disso. Muitas associações há que levam o nome da Santíssima Virgem. A Congregação Mariana brilha sobre todas não por ser mais devota e piedosa &#8211; embora, de fato, muitas vezes o seja &#8211; mas porque<strong> assume de maneira radical a Imitação da Santíssima Virgem</strong>, luta sob seu estandarte, a seu serviço, pela perfeição cristã e salvação eterna de seus membros, em primeiro lugar, e dos demais fiéis cristãos.</p>
<p>Diz-nos a <a href="https://salvemaria.com.br/primeiras-regras/">Regra de 1587</a>:</p>
<blockquote><p>Art. I &#8211; Por esse motivo é muito conveniente que os irmãos dessa Congregação <strong>não apenas tenham à Santíssima Virgem particular reverência e honra</strong>, mas também apliquem com a integridade de vida e dos costumes <strong>a imitar o exemplo de suas excelsas virtudes</strong> e busquem frequentemente <strong>excitar uns nos outros seu amor e devoção</strong> e gravar em suas almas um vivo zelo pela <strong>exaltação de seu Santíssimo Nome.</strong></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Diz-nos de igual modo Bento XIV na<a href="https://salvemaria.com.br/bula-aurea"> Bula Áurea Gloriosae Dominae</a> (1748):</p>
<blockquote><p>E eles, de fato, levando o Nome adorável de Jesus por todas as terras e todos os mares ante reis e nações, não deixaram de anunciar juntamente o dulcíssimo Nome de Maria, e a cada vez que pregavam a<strong> luz da fé e a pureza de costumes</strong>, propagaram também maravilhosamente em todas as regiões do mundo o <strong>culto e o amor à Mãe de Deus</strong>, [&#8230;] Consagrando-a de um modo especial a seu culto e serviço, guiados pela que é Mãe do amor formoso e do conhecimento e do temor de Deus, a ensinam a esforçar-se por alcançar o cume da perfeição cristã, para lograr o verdadeiro fim de sua eterna salvação.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Utilizando quase as mesmas palavras da Regra de 1587, evidenciando novamente a autêntica espiritualidade da Congregação ao longo da história, diz-nos a <a href="https://salvemaria.com.br/regras-1855/">Regra de 1855</a>:</p>
<blockquote><p>Art. I &#8211; Uma vez que da Virgem Santíssima, Mãe de Deus, principal patrona desta Congregação, esperamos patrocínio e proteção &#8211; por Ela ser a Mãe de Misericórdia, por amar <strong>aqueles que a amam</strong>, ser guardiã e protetora daqueles que pia e religiosamente buscam seu auxílio, é de <strong>suma importância</strong> que os membros de sua Congregação devam não apenas<strong> verdadeiramente a venerar, mas também buscar, por uma conduta irrepreensível de suas vidas, imitar o exemplo de suas maravilhosas virtudes</strong> e incentivar um ao outro o amor a Ela.</p>
<p>Art. VI &#8211; Mas, uma vez que os membros da Congregação<strong> devem ter como seu maior estudo a honra a Deus e, depois dEle, da Virgem Santíssima</strong>, uma vez que eles dedicaram-se a Ela a pertencem por títulos muito especiais, o Padre Diretor e o Presidente não devem medir esforços para aumentar e estender essa devoção. Eles, portanto, devem cuidar que as mais solenes festas de Nosso Senhor e da Virgem Santíssima sejam celebradas pelos membros do Sodalício com especial fervor e devoção.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>E ainda a <a href="https://salvemaria.com.br/regra">Regra de 1910</a>:</p>
<blockquote><p>Art. I &#8211; As Congregações Marianas, instituídas pela Companhia de Jesus e aprovadas pela Santa Sé, são associações religiosas que têm em vista fomentar nos seus membros uma <strong>ardentíssima devoção, reverência e amor filial para com a B. Virgem Maria</strong>, e, por esta devoção e pelo patrocínio de tão boa Mãe, tornar os fiéis, reunidos em nome dela, bons cristãos [&#8230;]
<p>Art. XL -A Santíssima Virgem Maria é padroeira principal das Congregações Marianas; os Congregados devem<strong>, pois, ter-lhe uma devoção muito particular</strong>, esforçar-se por imitar suas exímias virtudes, colocar nela toda a sua confiança e animar-se mutuamente a amá-la e servi-la com piedade filial.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>A devoção a Nossa Senhora é, portanto, um elemento essencial na Congregação. O melhor e mais seguro meio para atingir os objetivos propostos pela Regra. Fonte e destino de todas as nossas ações. Nossas reuniões, atos de piedade, terços, ofícios, orações, retiros, missas, estudos, academias e seções, enfim, <strong>tudo na Congregação tem na Devoção a Nossa Senhora sua origem e vitalidade</strong>. Assim como a Prima-Primária, fundada por um especialíssimo afeto a Nossa Senhora, que nossas Congregações sejam capazes de fazer tudo por amor a Nossa Senhora, em especial os dois fins da Regra: Santificar-se no próprio estado e fazer apostolado.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://salvemaria.com.br/a-regra-e-a-devocao-a-nossa-senhora/">A Regra e a Devoção a Nossa Senhora</a> aparece primeiro em <a href="https://salvemaria.com.br">Salve Maria</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Regra e a Santidade do Congregado</title>
		<link>https://salvemaria.com.br/a-regra-e-a-santidade-do-congregado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Seção da Boa Imprensa - Congregação Mariana da Imaculada Conceição]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Jun 2019 00:29:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Congregação Mariana]]></category>
		<category><![CDATA[Elementos Essenciais da Regra]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://salvemaria.com.br/?p=8877</guid>

					<description><![CDATA[<p>Primeiro elemento essencial de nossa Regra, a Santidade do Congregado é o mais eminente e importante dos objetivos da Congregação</p>
<p>O conteúdo <a href="https://salvemaria.com.br/a-regra-e-a-santidade-do-congregado/">A Regra e a Santidade do Congregado</a> aparece primeiro em <a href="https://salvemaria.com.br">Salve Maria</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A alma da Congregação Mariana são suas Regras.</strong> Em seu quase meio milênio de história, foram elas que garantiram a continuidade de sua autêntica espiritualidade. Não há dúvidas que desde a primeira revisão das Regras Comuns, em 1587, o mundo sofreu mudanças sem precedentes; muitas das condições e costumes que antes havia passaram. Encontramos mudanças profundas em questões práticas e em regulamentos de autoridade. No entanto, certos elementos, chamados <em>essenciais</em>, jamais mudaram e nem poderiam. Dentre estes <a href="https://salvemaria.com.br/elementos-essenciais">elementos essenciais</a>, o primeiro é sem dúvida o esforço pela <strong>Santidade e Perfeição dos Congregados.</strong></p>
<p>A devoção a Nossa Senhora, característica mais marcante da Congregação Mariana, é praticada de duas formas: Em primeiro lugar, através da busca pela <strong>Santidade e Perfeição Pessoal</strong>. Em segundo lugar, pela <strong>prática do apostolado e de obras de zelo e caridade</strong>. Esta ordem não é arbitrária. O segundo meio pressupõe o primeiro. Sem uma verdadeira luta pela Santidade Pessoal, todo trabalho dito apostólico será como palha. Tudo, na congregação, flui da luta pelo crescimento vida interior de seus membros, é este o principal e mais crítico trabalho de uma congregação.</p>
<p>A <strong>santidade individual da vida em todos os seus detalhes é, portanto, o objetivo mais importante e imediato</strong> da Congregação Mariana<span id='easy-footnote-3-8877' class='easy-footnote-margin-adjust'></span><span class='easy-footnote'><a href='https://salvemaria.com.br/a-regra-e-a-santidade-do-congregado/#easy-footnote-bottom-3-8877' title='Mullan. p. 107'><sup>3</sup></a></span>. Aqui, não se deve entender santidade de modo vago, como é infelizmente tão comum em nossos tempos, como uma coisa de <em>beatos de paróquia, </em>homens de obras ou mesmo algo acessível a qualquer um. A santidade proposta pela Congregação não é esta, mas sim a verdadeira <strong>perfeição cristã</strong> no próprio estado, encarnando a espiritualidade de Santo Inácio: <a href="https://salvemaria.com.br/magis">Fazer mais e melhor por Cristo</a>, isto é, vencer-se a si mesmo, <a href="https://salvemaria.com.br/os-dois-estandartes/">rejeitar o mundo e suas seduções</a> e <strong>praticar a virtude através de uma profunda vida interior</strong>, em poucas palavras, buscar ardentemente assemelhar-se a Cristo, sendo crucificado com ele para o Mundo, <a href="https://salvemaria.com.br/a-vida-sobrenatural/">vivendo para Deus</a>.</p>
<p>Encontramos esse traço desde as primeiras <a href="https://salvemaria.com.br/primeiras-regras">Regras de 1587</a>:</p>
<blockquote><p>Art. III &#8211; Por ser o propósito desta Congregação a <strong>aquisição da virtude e da piedade cristã</strong>, junto com o estudo das letras, para esse fim, meio muito eficaz é a frequência dos Santíssimos Sacramentos [&#8230;]
<p>Art. XIII &#8211; Que todos [busquem] fazer todos os dias <strong>todo o possível para crescer na verdadeira virtude cristã</strong>. Para esse fim, ajudará muito a frequência a congregação e seus exercícios, frequentes conversas edificantes, fuga das más companhias e todo tipo de ocasião que podem causar danos, como jogos, brigas, contendas, murmuração e outras conveniências, que tolham o bom nome e crédito da Congregação. Procurem, por isso, em sua conversação, na honestidade de seus costumes e, finalmente, em todas as suas ações, para portar-se de tal forma que sejam dignos da proteção da Santíssima Virgem Maria, em cuja congregação vivem.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Igualmente vemos este elemento nas <a href="https://salvemaria.com.br/regras-1855/">Regras de 1855</a>:</p>
<blockquote><p>Art. III  &#8211; Pelo fato de o <strong>objetivo desta Congregação ser a virtude e a piedade cristã</strong>, para a realização desse fim é de maior utilidade a frequência dos sacramentos.</p>
<p>Art. XIV &#8211; <strong>Por professar perfeição maior que os demais</strong>, todos os membros são exortados a mostrar maior seriedade em práticas de piedade cristã [&#8230;]</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por fim, nas <a href="https://salvemaria.com.br/regra">Regras de 1910</a>, vemos igualmente este elemento:</p>
<blockquote><p>Art. I &#8211; As Congregações Marianas [&#8230;] têm em vista  fomentar nos seus membros uma ardentíssima devoção, reverência e amor filial para com a B. Virgem Maria, e, por esta devoção e pelo patrocínio de tão boa Mãe, tornar os fiéis, reunidos em nome dela, bons cristãos, que sinceramente se esforcem por <strong>santificar-se no seu estado</strong> e se deem deveras, quanto a posição social lhes permitir, <strong>a salvar e santificar os outros e a defender a Igreja de Jesus Cristo dos ataques da impiedade</strong>.</p>
<p>Art. XII &#8211; <strong>Como as Congregações Marianas tem por fim levar a maior perfeição os seus membros</strong> e fazer que a muitos outros se estenda o seu salutar influxo e bem das almas, é mister que procurem, intensamente, fomentar de vários modos a piedade nos Congregados e movê-los à pratica de obras de caridade com o próximo</p>
<p>Art. XXXIII &#8211; O bom Congregado deve, acima de tudo, <strong>ser um cristão exemplar, conformando perfeitamente sua fé e os seus costumes</strong> com o que ensina a Santa Igreja Católica [&#8230;]</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pio XII, na <a href="https://salvemaria.com.br/bis-saeculari-die">Bis Saeculari</a>, tece por fim este elogio:</p>
<blockquote><p>As Congregações Marianas, como bem al­to proclamam suas próprias leis aprovadas pela Igreja, são associações impregnadas de espírito apostólico e como tais incitam seus membros, por vezes elevados às culminâncias da santidade,<strong> não somente a realizarem em si e nos demais o ideal da perfeição cristã</strong>, mas ainda, com o favor dos Sagrados Pasto­res, a defenderem os direitos da Igreja, conseguindo formar incansáveis arautos da Vir­gem Santíssima e propagadores do Reino de Cristo</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Diz-nos, também, o Pe. Wernz, Superior Geral da Companhia e, por extensão, Diretor Geral da Congregação Mariana<span id='easy-footnote-4-8877' class='easy-footnote-margin-adjust'></span><span class='easy-footnote'><a href='https://salvemaria.com.br/a-regra-e-a-santidade-do-congregado/#easy-footnote-bottom-4-8877' title='Mullan, p. 78'><sup>4</sup></a></span>:</p>
<blockquote><p>Aquele a frente deve estar atento a<strong> tratar dos temas</strong> mais importantes ao progresso espiritual da Congregação e não deve se satisfazer em tratar apenas do ordinário, mas colocar diante de seus congregados os assuntos concernentes à <strong>vida católica mais elevada</strong> e apresentar razões e motivos para urgir a todos a praticá-la, cultivando, assim, neles um acentuado fervor na prática da virtude, exortando todos a uma vida mais perfeita e tornando sua congregação um celeiro de virtudes acima do comum dos demais fiéis.</p>
<p>Isso se fará sobretudo através <strong>excelentes exortações e conferências adequadas</strong> às condições, idade e sexo da congregação, <strong>armando seus membros contra os muitos perigos que os cercam</strong></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Diz-nos, ainda, o texto &#8220;<a href="https://salvemaria.com.br/deveres">A Vida do Congregado</a>&#8220;, encontrado em diversas edições dos manuais brasileiros, que apresenta textos similares em manuais em todo o mundo:</p>
<blockquote><p>A vida do Congregado há de ser, primeiramente, a vida do <strong>bom Cristão</strong>: vida de fé ardente e incondicional e de obras <strong>inteiramente conformes à fé e a moral cristã.</strong> Há de ser a vida do filho amoroso da Santa Igreja de Deus, louvando o que ela louva e reprovando o que ela reprova, sentindo como ela sente, procedendo com desassombro na vida pública e particular como filho obediente, fiel, ardorosamente leal à tão Santa Mãe, e, finalmente, defendendo-a em toda parte dos ataques dos inimigos, com o mesmo brio com que defenderia o nome e a honra de sua mãe.</p>
<p><strong>Há-de evitar tudo quanto possa ser desdouro seu,</strong> trazer-lhe dano à alma e escandalizar o próximo: Intimidade ou trato desnecessário com pessoas más ou suspeitas ou com pessoas do sexo oposto; Espetáculos, livros, revistas, filmes inconvenientes, divertimentos perigosos ou menos morais, como bailes, banhos públicos, praias, carnaval ou festivais contrários à moral cristã.</p>
<p>E não basta. É preciso que seja um cristão <strong>fervoroso</strong>, não omitindo as<strong> orações da manhã</strong>, agradecendo a Deus os inúmeros benefícios recebidos, oferecendo-lhe todo o bem que faz, procurando, na intenção diária, lucrar todas as indulgências anexas às obras desse dia, invocando a Santíssima Virgem Maria, <strong>consagrando ao menos um quarto de hora para a oração mental</strong>, assistindo, se possível, ao <strong>Santo Sacrifício da Missa</strong>, confessando-se ordinariamente a um confessor escolhido, prudente e douto ao qual manifeste sinceramente os arcanos da sua consciência e confie a direção da sua vida espiritual, comungando muitas vezes, rezando cada dia ao menos a terça parte do <strong>rosário a Nossa Senhora</strong> e não omitindo, à noite, nem o <strong>exame diligente de consciência</strong> com um ato de <strong>contrição sincera</strong>, nem as orações da noite.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Meios da Congregação para levar os membros à perfeição</h3>
<p>Se a Congregação possui um objetivo tão elevado, não há dúvidas que fornece também os meios adequados para atingir a esse objetivo. Como já dito, nisso reside sua força e principal foco de suas energias. Grande ou pequena, de ricos ou pobres, de homens ou mulheres, a congregação precisa ter em primeiro lugar de suas preocupações o fomento da santidade de seus membros, e é este o único meio seguro de avaliá-la. A Regra nos fornece vários meios para atingirmos esse objetivo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h5>Orações da Manhã diária</h5>
<p>O primeiro meio para atingir a santidade proposto pelas Regras não são as grandes penitências, nem os grandes dons místicos ou os estudos mais profundos dos arcanos da Sabedoria Divina. O primeiro meio é o trabalho dos mais simples, mas que, quando feito com humildade e devoção, é de sobremaneira agradável a Deus. Vemo-lo nas três edições da Regra:</p>
<blockquote><p><strong>Regra de 1587, Art. VIII</strong><br />
Cada manhã, ao sair da cama, depois de agradecer a Deus pelos benefícios recebidos de Sua Majestade dirão, em comum ou particular, três Pater Noster e três Ave Marias para honrar a Santíssima Trindade, o Credo e Salve Regina, além de outras devoções que podem fazer de acordo com o conselho de seu confessor.</p>
<p><strong>Regras de 1855, Art. XIII</strong><br />
Assim que despertarem pela manhã e tendo dado graças a Deus por todos os benefícios recebidos da Divina Majestade, especialmente durante a noite passada, os congregados devem realizar Atos de Fé, Esperança e Caridade, recitar três vezes o <i>Pai Nosso </i>e a <i>Ave Maria</i>, em honra da Santíssima Trindade, e uma vez o <i>Credo Apostólico</i>, a antífona <i>Salve Rainha</i>, além de outras preces que cada um deverá recitar conforme sugerido por seu confessor.</p>
<p><strong>Regras de 1910, Art. XXXIV</strong><br />
Procurem os Congregados fazer com toda diligência os exercícios de piedade, que são sobretudo necessários para a vida de fervor. Todos os dias pela manhã, ao se levantarem, façam breves atos de fé, esperança e caridade, deem graças à Divina Majestade pelos benefícios recebidos, ofereçam a Deus as suas obras com intenção de lucrar todas as indulgências que puderem naquele dia e invoquem N. Senhora, rezando pelo menos três vezes a Saudação Angélica.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h5>Meditação diária</h5>
<p>O segundo meio para atingir a santidade proposto pelas Regras é a oração mental, a <a href="https://salvemaria.com.br/meditacao/">meditação</a>:</p>
<blockquote><p><strong>Regra de 1587, Art. VII</strong><br />
Todos os dias, devem assistir a missa, mas os domingos e festas devem assisti-la, tanto quanto possível, no local habitual; e nesses dias comungarão juntos, fazendo, depois, um quarto de oração, mental ou vocal, de acordo com a devoção de cada um.</p>
<p><strong>Regra de 1855, Art. XIII</strong><br />
Não devem, pois, satisfazer-se apenas com estas orações, mas devem empenhar-se em dedicar pelo menos um quarto de hora em oração mental (meditação)</p>
<p><strong>Regra de 1910, Art. XXXIV</strong><br />
Exercitem por ao menos um quarto de hora a oração mental</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h5>Missa Diária e Recepção Frequente da Sagrada Comunhão</h5>
<p>O terceiro meio proposto pelas Regras é a assistência frequente à Santa Missa e a recepção frequente da Comunhão. De fato, diz-nos São Pio X em seu discurso aos congregados:</p>
<blockquote><p>O Congregado Mariano [&#8230;] <strong>não tem outro propósito senão de santificar pela observância estrita da lei divina, </strong>isto se dá [&#8230;] ao rezarem à Santíssima Virgem sob cujo patrocínio as Congregações foram erigidas, ao assistirem piedosamente a Santa Missa, ao colocarem em prática o que se estudam em suas conferências, ao se aproximarem o mais frequente possível do Santíssimo Sacramento e aproveitar as Sagradas Indulgências que concedemos à Prima Primária e a todas as congregações a ela agregadas.</p>
<p>&nbsp;</p></blockquote>
<p>Nossas Regras de igual maneira, desde 1587 até 1910, insistem no mesmo:</p>
<blockquote><p><strong>Regra de 1587, Art. VII<br />
</strong>Todos os dias, devem assistir a missa, mas os domingos e festas devem assisti-la, tanto quanto possível, no local habitual; e nesses dias comungarão juntos, fazendo, depois, um quarto de oração, mental ou vocal, de acordo com a devoção de cada um.</p>
<p><strong>Regra de 1855, Art XIII<br />
</strong>Não devem, pois, satisfazer-se apenas com estas orações, mas devem empenhar-se todos os dias assistir à Santa Missa.<strong><br />
</strong></p>
<p><strong>Regra de 1910, Art XXXIV</strong><br />
Assistam, se puderem, ao Santo Sacrifício da Missa</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h5>Leitura Espiritual diária</h5>
<p>Embora não seja diretamente mencionada na Regra de 1910, a Leitura Espiritual diária é um elemento de imensa importância na Vida da Congregação Mariana, isto o podemos ver claramente na Regra de 1855:</p>
<blockquote><p>Art. VIII &#8211; Como as leitura de livros piedosos são tão grandemente aprovadas pelos Santos Padres, e são uma ajuda tão poderosa ao progresso espiritual, deve ser, portanto, frequentemente praticada pelos membros da Congregação. Por este propósito, a Congregação deve ter, se possível, uma biblioteca abastecida de tais livros e bem preenchida em proporção ao número de membros, de modo que eles possam, com a permissão do Padre Diretor, levar os livros para serem lidos depois em casa. A pessoa apontada para este ofício pelo padre diretor deverá distribuir os livros.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h5>Recitação do Rosário diária</h5>
<p>Para o congregado, a recitação do terço não é uma simples devoção, mas um <a href="https://salvemaria.com.br/dever">verdadeiro dever</a>. O terço pode ser substituído por outro Ofício de Nossa Senhora, mas a santidade e a grandeza do Rosário são um chamado eloquente a não fazê-lo, exceto em casos específicos.</p>
<blockquote><p><strong>Regra de 1587, Art. VIII</strong><br />
São também todos exortados, porque assim decidiram ao se consagrar, de colocar ainda maior esforço no exercício das obras piedosas e cristãs, como [&#8230;] recitar o Ofício de Nossa Senhora e o Rosário [&#8230;]
<p><strong>Regra de 1855, Art. XIV</strong><br />
Por professar maior perfeição que os demais, todos os membros são exortados a [&#8230;] recitar o Ofício e o Rosário de Nossa Senhora;</p>
<p><strong>Regra de 1910, Art. XXXIV<br />
</strong>Todos os dias [&#8230;] rezem o Santíssimo Rosário ou qualquer Ofício de Nossa Senhora.<strong><br />
</strong></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h5>Exame de Consciência diário</h5>
<p>Nossa Regra recomenda fazê-lo, em especial, antes de dormir. A prática dos exames frequentes é tida, pela Congregação, como um meio indispensável para conhecer-se e assim progredir na vida espiritual.</p>
<blockquote><p><strong>Regra de 1587, Art. VIII<br />
</strong>E à noite, antes de irem para a cama, examinarão a consciência; depois disso dirão três Pater Noster e três Ave Maria com um De Profundis para as almas dos defuntos.</p>
<p><strong>Regra de 1855, Art. XIII</strong><br />
Pela noite, devem realizar um exame de consciência e um Ato de Contrição pelas faltas deste dia; devem, por fim, rezar o <i>Pai Nosso</i>, a <i>Ave Maria</i> e o salmo <i>De Profundis </i>pelas almas dos fiéis defuntos.</p>
<p><strong>Regra de 1910, Art. XXXIV</strong><br />
À noite, antes de deitar, examinem a consciência e façam um fervoroso ato de contrição dos pecados de toda a vida e especialmente dos cometidos no dia.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h5>Comunhão e Confissão Frequentes</h5>
<p>A frequência aos Sacramentos, o terceiro elemento essencial das Regras, é também indispensável para atingir o fim proposto pelas regras da Santificação Pessoal. Diz-nos a Regra de 1855:</p>
<blockquote><p>Art. III &#8211; Pelo fato de o objetivo desta Congregação ser a virtude e a piedade cristã, para a realização desse fim é de maior utilidade a frequência dos sacramentos. [&#8230;] Então, todos os membros devem saber que <strong>precisam receber o sacramento da Penitência e a Sagrada Comunhão ao menos uma vez ao mês</strong></p>
<p>Art. XIV &#8211; [&#8230;] Todos os membros são exortados a mostrar maior seriedade em práticas de piedade cristã como, por exemplo, a <strong>confessar-se com maior frequência, receber o Santíssimo Sacramento mais frequentemente </strong>[&#8230;]</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h5>Frequência às Reuniões</h5>
<p>A frequência às reuniões também é um elemento essencial da Regra, que trataremos em artigo separado. Não resta dúvidas, porém, que sua frequência e qualidade seja alvo de especial atenção e que a assistência dos membros seja um dos pontos mais firmemente propostos nas Regras. Diz-nos, nesta linha, a Regra de 1910:</p>
<blockquote><p>Art. V &#8211; As Congregações Marianas <strong>devem ter as suas reuniões ao menos uma vez por semana</strong>, no dia e hora que as suas regras ou costume particular determinarem. [&#8230;] Estas reuniões não devem omitir-se nos dias determinados senão por motivos muito fortes</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h5>Recolhimento Mensal e Retiro Anual</h5>
<p>Embora o Recolhimento Mensal não seja diretamente mencionado nas Regras, junto ao Retiro Anual constitui uma das mais importantes atividades da Congregação. Neles, o congregado afasta-se sensivelmente do mundo e tem um tempo de silêncio e recolhimento para melhor pensar e corresponder a Deus e a sua vocação de Congregado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Estes são os meios dados pela Congregação Mariana para atingir o mais importante de seus objetivos, a Santidade Pessoal. Esforcemo-nos, portanto, para, entendendo como a santidade é o que mais ardentemente deseja a nossa Regra e que meios devemos seguir para obtê-la, esforçarmo-nos sinceramente em corresponder e fazer tanto quanto possível para buscar alcançá-la.</p>
<div id="websigner_softplan_com_br" class="websigner_softplan_com_br" style="display: none;"></div>
<p>O conteúdo <a href="https://salvemaria.com.br/a-regra-e-a-santidade-do-congregado/">A Regra e a Santidade do Congregado</a> aparece primeiro em <a href="https://salvemaria.com.br">Salve Maria</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
