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	<title>Práticas Marianas | Salve Maria</title>
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	<description>Congregação Mariana da Imaculada Conceição - Manaus, Amazonas</description>
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	<title>Práticas Marianas | Salve Maria</title>
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	<item>
		<title>A Regra e as Reuniões Semanais</title>
		<link>https://salvemaria.com.br/a-regra-e-as-reunioes-semanais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Seção da Boa Imprensa - Congregação Mariana da Imaculada Conceição]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Jun 2019 15:10:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Congregação Mariana]]></category>
		<category><![CDATA[Elementos Essenciais da Regra]]></category>
		<category><![CDATA[Práticas Marianas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quarto elemento essencial de nossa Regra, a Reunião Semanal é o detalhe prático mais importante da vida da Congregação Mariana</p>
<p>O conteúdo <a href="https://salvemaria.com.br/a-regra-e-as-reunioes-semanais/">A Regra e as Reuniões Semanais</a> aparece primeiro em <a href="https://salvemaria.com.br">Salve Maria</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A alma da Congregação Mariana são suas Regras.</strong> Em seu quase meio milênio de história, foram elas que garantiram a continuidade de sua autêntica espiritualidade. Não há dúvidas que desde a primeira revisão das Regras Comuns, em 1587, o mundo sofreu mudanças sem precedentes; muitas das condições e costumes que antes havia passaram. Encontramos mudanças profundas em questões práticas e em regulamentos de autoridade. No entanto, certos elementos, chamados e<em>ssenciais</em>, jamais mudaram e nem poderiam. Dentre esses <a href="https://salvemaria.com.br/elementos-essenciais">elementos essenciais</a>, o quarto é a <b>Reunião Semanal.</b></p>
<p>No quesito prático,<strong> as reuniões semanais são o detalhe mais importante da vida da Congregação</strong>. Tão importantes são que congregações que não podiam satisfazer a essa regra não podiam sequer ser agregadas à Prima-Primária. Havia uma indulgência anexa a esta participação semanal até a reforma das indulgências de Paulo VI, e só a podiam receber congregações que se reunissem semanalmente ou, no mínimo &#8211; em casos extraordinários &#8211; quinzenalmente. Reuniões mensais ou sem regularidade definida simplesmente não eram aceitáveis.</p>
<p>O Pe. Aquaviva, Superior Geral da Companhia de Jesus e da Congregação Mariana em 1598 ordenou que um membro que não pudesse participar das reuniões semanais não pudesse ser recebido na Congregação. De fato, até 1775 não podemos encontrar nenhuma menção a reuniões que aconteçam com frequência menor que semanal &#8211; ao contrário, muitas vezes acontecia mais vezes por semana, como na Prima-Primária que se reunia inicialmente todos os dias, e então no sábado e no domingo.</p>
<p>Nas primeiras regras, a reunião era fixa aos Domingos pela manhã e à tarde, duas reuniões, portanto. Com o tempo, a definição do dia se perdeu, mas o elemento essencial da reunião semanal se manteve.  Grande cuidado também sempre se teve à participação dos membros na reunião. Em todas as regras vemos o cuidado em garantir a presença, justificar a ausência e punir, com advertência ou mesmo expulsão aquele que negligenciasse tão importante dever.</p>
<p>Diz-nos a Regra de 1587:</p>
<blockquote><p>Art. V &#8211; Nos <strong>Domingos</strong> e Festas, pela manhã todos devem se reunir no oratório</p>
<p>Art. IX &#8211; Aqueles que nos dias definidos para os exercícios <strong>faltarem</strong> à congregação deverão notificar o mais rápido possível o motivo ao Padre Diretor, e ao Presidente, que julgarão se o motivo é legítimo ou não. Se julgarem que há falta, o membro pode levar uma advertência.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Diz-nos a Regra de 1855:</p>
<blockquote><p>Art. X -O maior cuidado também deverá ser tomado para que <strong>nenhuma reunião seja omitida por qualquer causa superficial</strong>. [&#8230;] Os dias em que usualmente ocorrem <strong>reunião da Congregação são todos os domingos</strong>, festas solenes [&#8230;] Nestes dias, <strong>as reunião jamais são omitidas</strong> a não ser, porventura, no dia de Natal e de Corpus Christi.</p>
<p>Art. XI &#8211; Nos dias e tempos indicados para reuniões, aqueles que estiverem <strong>ausentes</strong> devem, o mais breve possível, explicar a causa de sua ausência ao Padre Diretor, que haverá de julgar se a causa é suficiente ou não; e se ele julgar que estiverem em falta, deverá admoestá-los, ou por outras faltas, poderá por um certo tempo proibir a presença deles nas reuniões [&#8230;] para que a ausência de algum membro seja mais rapidamente e facilmente conhecida, a Congregação deverá manter um <strong>livro para este propósito</strong> [&#8230;]</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Diz-nos, por fim, a Regra de 1910:</p>
<blockquote><p>Art. V &#8211; As Congregações Marianas d<strong>evem ter as suas reuniões ao menos uma vez por semana</strong>, no dia e hora que as suas regras ou costume particular determinarem. Se não houver impedimento especial, convém que a reunião geral da Congregação se faça todos os domingos e dias santos de guarda. Estas reuniões não devem omitir-se nos dias determinados senão por motivos muito fortes e mesmo nos meses de verão não se devem interromper, a não ser no caso de estarem ausentes os Congregados, ou de haver qualquer outro impedimento.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>A menção aos meses de verão se deve ao fato de que durante as férias muitas congregações &#8211; inclusive a Prima-Primária inicialmente, entrava de férias. Esta regra pede que se mantenha ativa a reunião mesmo durante as férias civis, como os meses de verão ou inverno, as férias escolares, etc.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Continua a Regra de 1910:</p>
<blockquote><p>Art. XLI &#8211; Procurem com máximo empenho assistir às reuniões gerais da Congregação, tanto ordinárias como extraordinárias. A presença pode ser anotada de vários modos, segundo o costume de cada Congregação. [&#8230;] O Congregado que não puder assistir a alguma reunião, deve, o mais depressa possível, participar por palavra ou por escrito a causa de sua ausência ao padre diretor, que verá se ela é aceitável ou não.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h5>Ordem das Reuniões</h5>
<p>Se há importância em reunir, a Congregação tomou cuidado em se estabelecer <strong>o que </strong>se deve fazer nesta reunião. O manual brasileiro das Congregações de 1964 indica que a reunião da congregação deve:</p>
<div class="page" title="Page 110">
<div class="layoutArea">
<div class="column">
<ul>
<li><strong>Unir</strong><br />
Por isso, terá um mínimo de vida social, possibilitando o mútuo conhecimento e amizade</li>
<li><strong>Formar</strong><br />
Por isso, terá portanto números de sólida piedade e elementos de instrução religiosa e mariana.</li>
<li><strong>Trabalhar (ou organizar o trabalho)</strong><br />
Por isso deve-se fazer o balancete de seu apostolado e tomar consciência do que realiza por meio dos seus congregados.</li>
</ul>
</div>
</div>
</div>
<p>Esta tripla ordem das reuniões é expressa de modo adequado no esquema habitual das reuniões sugerido pelas regras, que possui os seguintes elementos conforme a Regra de 1910:</p>
<blockquote><p>Os exercícios ordinários destas reuniões costumam ser:</p>
<ol>
<li><strong>Invocação do Espirito Santo</strong> com o hino Veni Creator;</li>
<li><strong>Leitura de um livro piedoso</strong> durante dez ou quinze minutos, enquanto se reúnem os Congregados;</li>
<li><strong>Anunciar</strong>, onde for costume, as festas dos Santos e o Calendário de cada semana, quer seja comum, quer o próprio e aprovado para estas Congregações;</li>
<li><strong>Cantar Matinas e Vésperas</strong> ou Oficio de Nossa Senhora, conforme a reunião se fizer de manhã ou de tarde. Este Oficio pode ser substituído por outro qualquer de Nossa Senhora;</li>
<li>Finalmente,<strong> recitação das Ladainhas de Nossa Senhora</strong>, de alguma oração do Padroeiro secundário da Congregação, ou as que o costume tiver introduzido.</li>
</ol>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Regra de 1855 aponta esquema bastante parecido:</p>
<blockquote><p>Art. V &#8211; Esta deve ser a forma habitual de proceder:</p>
<ol>
<li>Devem iniciar com a <strong>leitura</strong> de algum livro piedoso, que deve ser lido até que todos, ou quase todos os membros tenham chegado;</li>
<li>Então, parte do <strong>Ofício</strong> de Nossa Senhora deve ser rezado ou cantado;</li>
<li>Em seguida, uma breve <strong>exortação</strong> relacionada ao progresso da vida espiritual será dada para os congregados pelo Padre Diretor;</li>
<li>A exortação deve ser seguida pelo Santo Sacrifício da <strong>Missa</strong>, depois do qual, tendo recitado as ladainhas e demais preces, de acordo com o costume de cada Congregação, os congregados poderão retirar-se;</li>
<li>Entretanto, aqueles que receberam a Sagrada Comunhão devem devotar pelo menos um quarto de hora em <strong>ação de graças</strong>;</li>
</ol>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Regra de 1587, por sua vez, é menos detalhada:</p>
<blockquote><p>Art. V &#8211; Nos Domingos e Festas<span id="easy-footnote-8-3066" class="easy-footnote-margin-adjust"></span>, pela manhã todos devem se reunir no oratório, onde por um tempo, conforme julgamento do Padre Diretor ou do Presidente, deve-se fazer alguma leitura espiritual, em cujas lições se poderão fazer conferências espirituais.</p>
<p>Na tarde, após o almoço, aquelas congregações que têm hábito, devem fazer os mesmos exercícios na parte da manhã, pelo espaço de mais ou menos meia hora, ou se fará uma exortação ou estudo espiritual das coisas pertencentes ao bom andamento da Congregação, como parecer melhor no Senhor ao Diretor e ao Presidente.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Podemos, portanto, perceber alguns elementos essenciais das Reuniões:</p>
<ol>
<li>Leitura de um Livro Espiritual enquanto se reúnem os congregados</li>
<li>Oração Inicial &#8211; Com o tradicional canto do Veni Creator</li>
<li>Anunciar o calendário da semana e dar os avisos gerais</li>
<li>Cantar o Ofício de Nossa Senhora, seja o Pequeno Ofício da Imaculada Conceição, seja o Ofício Parvo, seja outro Ofício, inteiramente ou apenas algumas das horas</li>
<li>Uma conferência ou exortação espiritual</li>
<li>Orações finais &#8211; Ladainha / Missa</li>
</ol>
<p>Naturalmente, outras atividades podem ser adicionadas à reunião, sem, porém, fugir dos princípios e da espiritualidade que a norteiam nas Regras. A oração, sem dúvida, deve ter o seu lugar de destaque, não sendo vista como mera &#8220;oração inicial&#8221; e &#8220;oração final&#8221;, que passam às pressas para permitir o restante do expediente. A união dos congregados será facilmente alcançada com a participação dos membros nas atividades: não há necessidade de <em>forçar </em>uma participação através de dinâmicas e artifícios estranhos à espiritualidade da Congregação. Com efeito, enquanto a oração sem dúvidas é indispensável e importante, é no estudo que a reunião da Congregação deve achar seu maior esforço, sobretudo nas Congregações em que não há academias ou em que elas estão ainda fracas e seus benefícios não alcançam todos os congregados. Esta noção de colocar o estudo em alto lugar está, também, claramente expresso no <a href="https://salvemaria.com.br/pio-xii-as-ccmm/">discurso de Pio XII a elas em janeiro de 1945</a>:</p>
<blockquote><p><strong>Vós deveis lutar pela Verdade com as armas da Verdade, </strong>mas também deveis saber carregar e usar estas armas. Como sereis capazes de adquirir o domínio delas? É pelo <strong>estudo de vossa religião</strong>, seus dogmas e ensinamentos, sua liturgia, vida, história. Não fazer isso seria trair o passado das congregações marianas, em que sempre se procurou, <strong>com todos os meios adequados</strong>, encorajar o estudo da fé, a cultura geral e profissional, ambos, naturalmente, em harmonia com o estado de cada um. Esta é uma das grandes características das Congregações Marianas, testemunhadas pelas suas Academias, que graças a Deus jamais foram abandonadas.</p></blockquote>
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			</item>
		<item>
		<title>Academias</title>
		<link>https://salvemaria.com.br/academias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Seção da Boa Imprensa - Congregação Mariana da Imaculada Conceição]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Oct 2018 18:51:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Congregação Mariana]]></category>
		<category><![CDATA[Práticas Marianas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As Academias são grupos de congregados que se reunem para o estudo de temas de interesse comum sob métodos e princípios conforme as regras</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Cada vez mais se faz necessária a formação de bons católicos. <strong>Em nossos tempos de informação rápida e instantânea, de ataques à fé em todos os meios, urge-se ter não apenas católicos sérios e piedosos, mas também bem formados na  reta Doutrina e Moral Católica</strong>, a fim de não só ser capaz de defender a Santa Igreja dos ataques de seus inimigos, mas também praticar uma fé racional, livre de sentimentalismo e relativismo.</p>
<p>Disse Bento XVI em sua viagem apostólica a Camarões em 2009:</p>
<blockquote><p><strong>O avanço de seitas e movimentos esotéricos e a influência crescente de uma religiosidade supersticiosa como também do relativismo são um premente convite a dar um novo impulso à formação dos jovens e dos adulto</strong>s, particularmente nos meios universitários e intelectuais. Por isso encorajo-vos vivamente a perseverar nos vossos esforços para uma sólida formação cristã que permita desempenharem plenamente o seu papel de apostolado cristão da ordem temporal (política, cultural, económica, social), que é empenho característico da vocação secular do laicado</p></blockquote>

<p>&nbsp;</p>
<h5>As academias</h5>
<p><strong>As Congregações Marianas, <a href="https://salvemaria.com.br/pio-xii-as-ccmm/">como disse Pio XII</a>, foram pioneiras nessa resposta.</strong> Desde seu início tem como um de seus princípios a verdadeira formação católica de seus membros, sempre aliada a uma frutuosa vida interior, condição necessária para a fecundidade da vida intelectual.</p>
<p>De muitos modos incentiva a Congregação a Educação Cristã de seus membros, conforme <a href="https://salvemaria.com.br/vida-e-vantagens">um dos preâmbulos</a> da regra: através da difusão da boa imprensa, do apoio de fundação de escolas católicas, das obras de catecismo e das aulas semanais e, de modo todo particular, através das Academias.</p>
<p><strong>As Academias são grupos de congregados que se reunem para o estudo de temas de interesse comum. </strong> As <a href="https://salvemaria.com.br/regra">Regras Comuns</a> da Congregação Mariana, em seu artigo terceiro, seção 14, explicam-nos este fecundíssimo campo de atividade:</p>
<blockquote><p>É também muito conforme aos estatutos primitivos das Congregações Marianas que haja nestas, mormente se são estudantes, uma ou mais Academias, em que os jovens se exercitem em meios, para se aperfeiçoarem nos seus estudos ou profissão e adquirirem, sob a direção de pessoas competentes, um são critério nas questões que tem relação com a fé e com a moral Católica.</p></blockquote>
<p><strong>As academias da Congregação oferecem infinitas possibilidades para o crescimento dos congregados. </strong>Nelas, desperta-se maior interesse pela vida intelectual e pelo estudo; nela, aprende-se métodos de estudo e se ganha prática na retórica, por meio das disputas e apresentações; nela, provam-se os argumentos, desafiam -se os limites da má timidez e do embaraço, promove-se uma santa emulação e competição, que gera crescimento, descobrem-se vocações; nela, amadurece-se a inteligência e se desenvolve o amor pelo conhecimento. As academias são um dos mais belos frutos da Congregação!</p>
<p>Apesar de a regra recomendar as academias especialmente para congregações de estudantes, elas são propícias para todas as congregações em que os membros sejam maduros o suficiente para comprometerem-se com os exercícios propostos, sobretudo porque através desses exercícios se formarão os instrutores que difundirão o apostolado da Congregação nas aulas de catecismo, preleções e disputas. Procurem, no entanto, os acadêmicos não só aos estudos, senão também à piedade; valendo-se, para este fim, do exemplo de virtudes e, em se oferecendo a ocasião, de conversas particulares.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h5>Temas</h5>
<p>Os temas abordados pelas academias não precisem ser necessariamente temas relacionados à religião, mas podem também ser temas relacionados à vida temporal, à profissão, às ciências ou artes. <strong>Dificilmente haverá tema relevante para a vida religiosa, profissional e pessoal dos congregados que não possa ser abordado em uma Academia.</strong></p>
<p>Dentre as academias mais comuns na história da Congregação, destacam-se as Academias de Filosofia, de Apologética, de Sagradas Escrituras, de Estudos Sociais, de História, de Artes e de Direito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h5>Método</h5>
<p>Como todas as coisas autenticamente nascidas da Congregação Mariana, filha de Santo Inácio de Loyola, as Academias tem métodos. Por métodos entendemos as formas de trabalho. Às academias é dada grande liberdade quanto à forma de trabalhar, mas em forma geral alguns passos serão sempre necessários:</p>
<p>&nbsp;</p>
<h6>Definição do escopo e do calendário</h6>
<p>O primeiro passo de trabalho de uma academia ou núcleo é a definição do escopo, isto é, do objeto de estudo. Reúnem-se os membros da academia e decidem que assunto estudarão e que abordagem darão</p>
<p>Tendo-se bem dividido o escopo, deve-se organizar um calendário de apresentações da academia. Para cada apresentação, deve-se escolher o tema e os responsáveis. Se não houver voluntários, deve o prefeito da academia indicar a ordem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h6>O estudo prévio</h6>
<p>Tendo sido definido o calendário, os membros da academia se exercitarão, mormente de forma espontânea, no estudo dos temas. Esse estudo devem, em primeiro lugar, ser apoiado em uma profunda e segura <strong>bibliografia</strong>. Os estudos e apresentações das academias não podem se fundamentar em opiniões dos membros ou em conhecimentos pré-adquiridos, mas sempre ter apoio em livros.</p>
<p>Aqui cada academia ou núcleo encontrará a maneira de melhor estudar. Deve-se, apenas, evitar que os núcleos dividam o assunto entre seus membros de maneira arbitrária, pois a experiência prova que muitas vezes isso faz com que os membros estudem apenas a &#8220;sua parte&#8221; e o objetivo do estudo não seja plenamente alcançado</p>
<p>&nbsp;</p>
<h6>Apresentação</h6>
<p>Na data definida, os acadêmicos devem proceder à apresentação do tema. Embora comumente sejam fechadas apenas aos membros da academia, muito se incentiva que sejam abertas e recebam convidados. Tradicionalmente, a apresentação costuma ser feita em algum dos seguintes modos:</p>
<ul>
<li><strong>Preleção</strong><br />
Os responsáveis expõe aos demais acadêmicos e a convidados, se for uma apresentação pública, o conteúdo que ficaram responsáveis. A maneira de apresentar é livre, podendo ou não usar-se de recursos, slides, quadro, etc. Importa passar o conteúdo e responder às perguntas. Após a preleção, no caso das preleções privadas, todos os acadêmicos são convidados a fazer comentários sobre a preleção que foi dada, fazendo perguntas, dando conselhos e críticas, se for o caso, a fim de melhorar o nível das apresentações da academia.</li>
<li><strong>Repetição<br />
</strong>A repetição é, via de regra, a reapresentação de uma preleção que foi recebida anteriormente ou dada. Pode-se fazer repetições, também de aulas famosas dadas por grandes doutores ou santos.</li>
<li><strong>Produções<br />
</strong>Para o caso sobretudo das academias artísticas ou materiais (como a famosa academia de marcenaria de Barcelona), as produções consistem em apresentar o fruto do trabalho dos acadêmicos, sejam textos, obras cênicas, artesania, etc</li>
<li><strong>Disputas<br />
</strong>Método escolástico por excelência, é o método mais caro na história das academias. Devem ser, conforme as orientações da <a href="https://salvemaria.com.br/ratio-studiorum/">Ratio</a>, revestidas de solenidade. O prefeito da academia ou alguém de maior dignidade deve dirigi-la.  A disputa consiste num <em>debate</em> entre os alunos acerca de determinada tese ou assunto; ao contrário da preleção que costuma apresentar, nos alunos, forma passiva. Após uma apresentação inicial, faz-se um debate, por <a href="https://salvemaria.com.br/instrucao-mimetica-e-socratica/">método socrático</a>, com três elementos de discussão: pro, contra e solutio, isto é, pela exposição da argumentação afirmativa, pela da negativa, ou contrária, terminando pela resolução do tema.</li>
<li><strong>Defesa de teses<br />
</strong>São preleções constituídas de maior dignidade que passam pelo julgamento de uma banca</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h5>Organização</h5>
<p>As Academias, embora em estrita submissão à diretoria da Congregação, assim como as seções constituem um corpo de vida própria. Devem possuir um líder, chamado nas antigas fontes de <em>prefeito, </em>e, se necessário, outros oficiais auxiliares.</p>
<p>Dependendo da realidade de cada congregação, pode-se formar apenas uma academia, em que haja núcleos de estudo, ou várias academias, cada uma dedicada a determinado tema. A segunda opção parece ser a mais indicada, pois assim dará às diferentes áreas de estudo maior liberdade.</p>
<p>Se há várias academias, cada uma deve ter um <em>prefeito</em> e se organizar segundo os métodos próprios. Caso seja apenas uma academia que englobe vários núcleos, convém que o prefeito tenha uma supervisão geral sobre os diferentes núcleos de estudo, mas que estes possuam igualmente uma espécie de <em>vida própria </em>e possam organizar a maneira de estudo conforme julgarem adequado.</p>
<p>Crescendo o número de núcleos e de membros, convém criar outras academias, cada um com sua organização interna própria, embora – como já o dissemos – em comunhão com as demais academias e seções e em submissão à diretoria e ao padre diretor.</p>
<p>O bom resultado da Academia depende principalmente da freqüência e do empenho nos exercícios, da parte seus membros. Por isso, os que faltarem muitas vezes ou recusarem desempenhar-se dos exercícios que lhes tocarem, principalmente os que, por sua imodéstia, perturbarem e escandalizarem os outros, deverão ser despedidos.</p>
<p>Para as academias, valem de igual modo muitos os <a href="https://salvemaria.com.br/secoes-particulares">conselhos dados às seções particulares</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O conteúdo <a href="https://salvemaria.com.br/academias/">Academias</a> aparece primeiro em <a href="https://salvemaria.com.br">Salve Maria</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Seções Particulares</title>
		<link>https://salvemaria.com.br/secoes-particulares/</link>
					<comments>https://salvemaria.com.br/secoes-particulares/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Seção da Boa Imprensa - Congregação Mariana da Imaculada Conceição]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Jun 2018 20:49:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Congregação Mariana]]></category>
		<category><![CDATA[Práticas Marianas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma seção é um grupo de membros que foram um corpo organizado, subordinado à diretoria da Congregação, para levar a cabo a execução de um trabalho especial</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma seção é um grupo de membros que formam um corpo organizado, subordinado à diretoria da Congregação, para levar a cabo a execução de um trabalho especial.</p>

<p>Cada Congregação Mariana tem objetivos particulares que atendem a sua espiritualidade, a classe de pessoas que congrega e as necessidades que visa atender. Desses muitos trabalhos, organizam-se seções, e cada membro pode, então, escolher em que atividades deseja dedicar seus esforços ingressando nas seções que julgar adequadas a suas disposições.</p>
<p>Desde os primórdios da Congregação Mariana, grupos de fervorosos membros se organizaram em variados trabalhos de piedade e misericórdia; e, embora o nome &#8216;seção&#8217; tenha surgido apenas no século XIX, podemos vê-las e o trabalho executado nelas em toda a nossa história.</p>
<p>Dizem as <a href="https://salvemaria.com.br/regra">Regras Comuns</a></p>
<blockquote><p>Art. 12. Como as Congregações Marianas tem por fim levar a maior perfeição os seus membros e fazer que a muitos outros se estenda o seu salutar influxo e bem das almas, é mister que procurem, intensamente, fomentar de vários modos a piedade nos Congregados e movê-los à pratica de obras de caridade com o próximo. Estas obras serão, principalmente, o ensino da doutrina cristã, visitas aos enfermos nos hospitais e aos presos nos cárceres – obras a que se votaram com grande zelo as antigas Congregações, – e outras semelhantes, que as necessidades do tempo moderno requerem nos vários lugares.</p>
<p>Art. 13. Para a boa realização desta obra, convirá se o número dos Congregados o permitir, organizar <strong>seções particulares</strong> como forma de vida própria, sempre subordinados à autoridade que governa a Congregação.</p>
<p>Art. 42. Sendo muito conforme ao espírito da Congregação, com se disse no Título terceiro, a instituição de Seções particulares, destinadas a fomentar a piedade nos mesmos Congregados e o exercício do zelo e caridade cristã, é muito para desejar que todos tomem parte de alguma dessas seções, e até convirá tornar isso obrigatório onde as circunstâncias o permitirem.</p>
<p>A <strong>obrigação</strong> que cada um incumbe de assistir, em harmonia com os seus estudos e profissão, às Academias, se as houver na Congregação, dependerá das regras particulares de cada Congregação.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>De fato, por ser a Congregação Mariana um <strong>grupo de ação</strong>, as antigas congregações julgavam inaceitável que um membro não tomasse <strong>parte ativa</strong> – e não apenas nominal – em uma seção. É no espírito de ação dos membros ativos das seções que podemos ver indícios do verdadeiro espírito de uma Congregação Mariana.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Vantagens</h4>
<p>Um dos grande problemas enfrentados no apostolado é a multiplicação indefinida de associações sem vínculo entre si trabalhando desordenadamente em causas diversas, desperdiçando as forças dos fiéis e mesmo dividindo-os, e ao dividi-los, enfraquecendo-os. Totalmente diversa é a abordagem das seções.</p>
<p>As seções fornecem uma maneira flexível e efetiva de organização. Elas provêm uma maneira de<strong> dividir e organizar o trabalho dos congregados</strong> sem confusão ou sobrecarga de atividades, e sem a perda de energias. Enquanto a <strong>Congregação dá o permanente elemento de união e organização</strong> e inspira todos os membros no zelo e fervor ativo através das reuniões, exercícios e formações, <strong>as seções dão o elemento de variedade</strong> e o meio de atender a novas necessidades, acompanhar atividades específicas e permitir uma diversidade de trabalhos de acordo com os talentos e inclinações de cada membro, mantendo todos unidos, no <strong>único corpo</strong> da Congregação, dirigidos e inspirados pelos mesmos princípios e devoção à Santíssima Mãe de Deus.</p>
<p>A <strong>leitura dos relatórios</strong> de cada seção nas reuniões ordinárias atualiza todos dos trabalhos feitos pelas outras seções e assim, ao invés da inveja que facilmente pode surgir em várias pequenas organizações, os congregados todos trabalham em comum, cada um em sua esfera de atividade, e disso nasce uma salutar emulação entre as várias seções, para o bem da Congregação e da Igreja e honra da Santíssima Virgem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Trabalhos</h4>
<p>As seções podem ser criadas para qualquer trabalho que seja necessário e está ao alcance dos membros desenvolver. Podemos dividir, pois, as seções em dois tipos:</p>
<ul>
<li><strong>Seções permanentes</strong><br />
Que cuidam de atividades que tem lugar contínuo nos esforços da Congregação</li>
<li><strong>Seções temporárias<br />
</strong>Que são criadas a curto prazo para organizar uma ocasião especial e são dissolvidas assim que o trabalho foi executado ou não é mais necessário</li>
</ul>
<p>De fato, é muito recomendado criar novas seções de tempos em tempos para suplantar o elemento de variedade, sem o qual mesmo a mais santa das associações, como é a Congregação Mariana, tende a empalidecer e se entediar.</p>
<p>O trabalho dos congregados normalmente podem ser divididos em quatro grandes categorias<span id='easy-footnote-1-4988' class='easy-footnote-margin-adjust'></span><span class='easy-footnote'><a href='https://salvemaria.com.br/secoes-particulares/#easy-footnote-bottom-1-4988' title='Nota-se aqui a relação das quatro categorias com os &lt;a href=&quot;https://salvemaria.com.br/dever&quot;&gt;quatro deveres&lt;/a&gt; do congregado'><sup>1</sup></a></span>
<ol>
<li><strong>Trabalho pelo apostolado externo, para defesa da fé e da Igreja e ensino da doutrina<br />
</strong>Tais são as seções de catecismo, de apologética, do serviço do altar, da boa imprensa, de estudos e, em geral, as academias</li>
<li><strong>Trabalho pela própria Congregação Mariana<br />
</strong>Tais são as seções que promovem a união dos membros, a confraternização, apoio fraterno ou se destinam a atender as necessidades da Congregação</li>
<li><strong>Trabalho pela santificação dos congregados<br />
</strong>Tais são as seções eucarísticas, de oração, de meditação e leitura espiritual e de estudo. Aqui também se inserem os <em>círculos</em>, grupos dentro da congregação destinados a determinado &#8220;subgrupos&#8221;, como seção de moças, de rapazes, de casados, etc</li>
<li><strong>Trabalho pela Caridade, Zelo e Obras de Misericórdia<br />
</strong>Tais são as seções de caridade e de trabalho externo em geral</li>
</ol>
<p>O trabalho da seção não está restringido, obviamente, apenas aos seus membros. A seção está responsável por coordenar o trabalho e muitas vezes é bom, e até necessário, buscar apoio em membros fora dela.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Organização Interna</h4>
<p>Toda seção deve ter um chefe e um secretário, que o substitui e outros oficiais, conforme necessidade. Estes serão responsáveis pela administração e coordenação do trabalho que a seção empreende e, embora estejam sob a autoridade do Diretor e da Diretoria, devem ser os principais – senão únicos – responsáveis por liderar a seção e organizar seus membros.</p>
<p>O padre diretor e a diretoria sem dúvida devem encorajar, sugerir, guiar onde for necessário ou útil o trabalho dos chefes, e em casos excepcionais mesmo intervir; mas, ordinariamente, a função executiva deve ser assumida totalmente pelos chefes das seções. É, por isso, importante escolher entre os mais capazes e enérgicos dos membros das seções ou mesmo fazer votação entre os participantes.</p>
<p>O <strong>chefe da seção</strong> tem em suas mãos a supervisão geral do trabalho. Ele preside as reuniões, organiza os planejamentos, divide as tarefas, acompanha os andamentos e cuida, com especial zelo, do andamento da seção.  O chefe deve consultar frequentemente o diretor e a diretoria para ser guiado por seus julgamentos, especialmente quando o bem de toda a congregação está em jogo. Deve ser ativo, enérgico, zeloso e, de maneira nenhuma, honorário e simbólico.</p>
<p>O <strong>secretário da seção </strong>tem a função de ajudar ao chefe em tudo o que for necessário, substituí-lo quando for preciso e assumir funções próprias de secretariado.</p>
<p>E como, nas palavras da Regra, cada seção tem uma &#8220;forma de vida própria&#8221;, embora sempre sujeita à autoridade da Congregação, a organização e o trabalho da seção pode ter uma forma de organização e um modo de trabalhar conforme a necessidade.</p>
<div class="page" title="Page 173">
<div class="layoutArea">
<div class="column">
<p>É muito aconselhável, porém, que haja, num prazo que as necessidades e costumes indicarem, uma reunião de todos os Chefes e Sub-Chefes de seções com a diretoria.</p>
</div>
</div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Quantos membros?</h4>
<p>Como o objeto das seções é o trabalho, aqueles que não querem ou não podem fazer sua parte devem ser excluídos da participação na seção. <strong>Não deve haver membros honorários ou permanentemente inativos</strong>, embora se admita que por qualquer razão um congregado permaneça membro da seção sem ter participação ativa nela por algum tempo, por qualquer necessidade pessoal ou da congregação.</p>
<p>A presença de membros ociosos em seção desestimula os membros ativos e dá eles uma desculpa para o fracasso. O desejo de manter um bom número de membros não deve impedir que os oficiais da seção dispensem membros ociosos.</p>
<p>Uma boa seção é aquela que é <strong>cheia de boas obras e zelo ativo</strong>, ainda que a quantidade de membros seja pequena. Por outro lado, uma seção cujos membros não estão todos ocupados com algum trabalho próprio da seção é uma seção fraca, independentemente de quantos membros nominais ela possa ter.</p>
<p>O limite de trabalho em uma seção é o limite do número de membros competentes e dispostos disponíveis em seu interior. Se em uma seção de vários membros apenas três são assim, então a presença dos demais membros é supérflua e, normalmente, contraproducente. A falácia dos números é sempre perigosa para uma organização ativa, mas parece especialmente no caso de um trabalho sobrenatural como o empreendido pela Congregação Mariana.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Como devem ser os membros?</h4>
<p>Em primeiro lugar, <strong>ativos</strong>. Mas a ação, se for boa, sempre acompanha uma fervorosa vida interior precedente. E, para ser frutuosa, a vida interior exige estudo. <strong>Oração, Estudo e Trabalho.</strong> Eis a ordem necessária a todo congregado e membro de seção. Como a <a href="https://salvemaria.com.br/natureza">natureza da Congregação</a> é espiritual, e mais do que isso, é formar santos de <em>escol</em>, é indispensável buscar o auxílio da graça através da oração e da manutenção da vida espiritual dos membros. O mesmo se pode dizer da instrução.</p>
<p>Os esforços e sacrifícios dos congregados em executar seu dever deve ser oferecido pelo amor do Bom Deus para benefício da seção. Em toda a reunião, deve-se rezar orações definidas pela mesma intenção, e os membros devem ser pedidos para oferecer suas missas e comunhões pelos trabalhos da seção e pelos demais membros<span id='easy-footnote-2-4988' class='easy-footnote-margin-adjust'></span><span class='easy-footnote'><a href='https://salvemaria.com.br/secoes-particulares/#easy-footnote-bottom-2-4988' title='Aqui não se trata da &lt;a href=&quot;https://salvemaria.com.br/comunhao-geral/&quot;&gt;Comunhão Geral&lt;/a&gt;, que é feita por todos os membros, mas uma espécie de comunhão nas intenções da seção, feita em outra ocasião'><sup>2</sup></a></span>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Diretivas especiais às seções</h4>
<p>Para garantir o bom andamento da seção, é útil valer-se das seguintes diretivas:</p>
<ol>
<li>Cada seção deve ter um <strong>trabalho bem definido</strong>, e deve ser claro aos membros o que devem esperar dela. Essas diretivas gerais preferencialmente devem ser escritas e lidas por todos os membros, unificando o pensamento e os esforços;</li>
<li>O trabalho deve ser <strong>dividido de acordo com as capacidades dos membros, </strong>de modo que ninguém fique sobrecarregado e ninguém fique ocioso. O trabalho geral da seção deve, por isso, levar em conta que o empreendimento da seção deve estar dentro da capacidade dos membros;</li>
<li><strong>Líderes apaixonados e competentes</strong> devem estar a frente. Importa mais o amor e o zelo do líder e dos mais ativos que o número. Faça-se saber que o sucesso de uma seção depende em grande parte do líder;</li>
<li>Cuide-se que o trabalho da seção seja <strong>tornado público</strong>, ao menos dentro da Congregação<strong>. </strong>Isso deve ser feito na Reunião Ordinária, mas pode ser feito de vários outros modos, como usando dos recursos da imprensa e boletins. A importância de ser público é multiforme: manter acesa a chama nos membros, cooptar novos membros, garantir as orações e a santa emulação dos demais, tornar a seção dinâmica e espalhar as boas obras feitas;</li>
<li>É bom que haja entre as seções um espírito de <strong>emulação</strong> e mesmo de<strong> saudável e amigável competição</strong>, assim as diferentes seções se animam mutuamente;</li>
<li>Defina um <strong>sistema simples de trabalho</strong> e mantenha-se nele tanto quanto possível, para que todos se acostumem a como proceder e o trabalho possa prosseguir. Boa dica é <strong>dividir</strong> tarefas e <strong>acompanhá-las</strong> individualmente, sempre com um prazo final para sua execução ou uma estimativa de trabalho.</li>
<li>Introduza <strong>novas fases de trabalho</strong> e métodos de tempos em tempos</li>
<li>Não se tente fazer <strong>coisas demais</strong> ao mesmo tempo, nem se sobrecarregue o zelo e a energia dos membros. Deve-se ser lembrado que para o apostolado como o empreendido pelas seções, os membros normalmente tem que tirar tempo de descanso ou recreação para o trabalho.</li>
<li>Evitem-se <strong>círculos muito fechados</strong> dentro das seções. Todo aquele que deseja trabalhar deve ser bem recebido e encaminhado.</li>
<li>Lembrem-se todos que o <strong>espírito sobrenatural de oração e sacrifício</strong> deve ser a inspiração de toda atividade exterior.</li>
<li>Lembrem-se todos que todo o trabalho dos congregados, nas mais diversas seções, são inspirados por uma ardente <strong>devoção</strong> a Santíssima Virgem Maria, e que os trabalhos das seções fazem parte essencial na promessa do congregado: &#8220;Prometo servir-vos sempre e fazer o quanto puder, para que dos mais sejais também fielmente servida e amada.&#8221;</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Exame Geral e Particular</title>
		<link>https://salvemaria.com.br/exame-geral-e-particular/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Seção da Boa Imprensa - Congregação Mariana da Imaculada Conceição]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Jun 2018 16:33:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Congregação Mariana]]></category>
		<category><![CDATA[Práticas Marianas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os exames constituem um dos elementos principais da espiritualidade inaciana que nutre as Congregações Marianas. Nas três revisões das Regras Comuns, sempre se punha como&#46;&#46;&#46;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os <strong>exames </strong>constituem um dos elementos principais da espiritualidade inaciana que nutre as Congregações Marianas. Nas <a href="https://salvemaria.com.br/tag/regra-de-vida/">três revisões das Regras Comuns</a>, sempre se punha como um dos <a href="https://salvemaria.com.br/deveres">deveres do congregado mariano</a> a realização diária do exame, preferencialmente conforme o método de Santo Inácio. Os exames, junto ao <a href="https://salvemaria.com.br/tesouro-espiritual/">tesouro espiritual</a>, e a <a href="https://salvemaria.com.br/meditacao/">meditação</a> são poderosas armas de que se mune a alma para o avanço na vida espiritual, a contínua conversão e a guarda do coração.</p>
<p>A eficácia dos exames está, sobretudo, no modo como auxilia a alma a, mantendo vigilância sobre as ações do dia, adquirir cada vez mais um <strong>conhecimento de si mesma</strong>, conhecimento tão necessário para a vida espiritual. Estamos frequentemente em perigo de esquecer ou mesmo estar em completa ignorância das áreas de nossa vida em que precisamos nos emendar. Os exames particular e geral são, por isso, diagnósticos espirituais, que nos ajudam a observar e ter atenção aos nossos defeitos e progredir na correção deles.</p>
<p>A distinção entre exame particular e geral é feita por Santo Inácio na primeira semana dos Exercícios Espirituais. De forma simplificada, o exame geral analisa todas as ações moralmente significantes do dia, tanto quanto se pode lembrar delas, enquanto o exame particular foca a atenção em uma falta em particular com a qual se tem especial dificuldade e a virtude oposta a ela que estamos tentando cultivar.</p>
<p>Santo Inácio indica a realização do Exame Particular três vezes por dia: Uma pela manhã, outra após o almoço e outra após o jantar. O Exame Geral, por outro lado, é melhor se feito antes de dormir.</p>

<p>&nbsp;</p>
<h4>Exame Particular</h4>
<p>O exame particular, como dito, consiste na vigilância de um defeito em particular, normalmente o <strong>defeito dominante</strong>, e na busca da prática da virtude oposta – pois a prática da virtude oposta a um defeito é a melhor maneira de evitar esse defeito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Método</strong></p>
<ol>
<li>Todos os dias de manhã, após as orações da manhã,<strong> propor evitar algum defeito particular</strong>, ou falta em que mais costume cair; – ou praticar alguma virtude determinada, que mais deseje alcançar.</li>
<li>À <strong>tarde</strong> (ao meio dia, idealmente), após agradecer a Deus pelos benefícios recebidos e pedir as luzes para conhecer o próprio pecado, discorrendo por todas as horas do dia até aquele momento, fazer o <strong>primeiro exame</strong>, examinando e apontando o número de vezes que caiu no defeito que quer evitar (ou o número de atos que praticou da virtude que deseja alcançar) e propor emenda (ou maior fervor) até o próximo exame;</li>
<li>À <strong>noite</strong>, antes de deitar-se, fazer o <strong>segundo exame</strong>, do mesmo modo que o do meio dia, apontando também o número das faltas cometidas ou dos atos de virtude praticados.</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Para o melhor aproveitamento desse exame, Santo Inácio faz quatro adições</strong></p>
<ol>
<li>Pelo dia, cada vez que cair naquele pecado ou defeito particular, arrepender-se logo dessa falta (ainda que não fosse senão pondo a mão no peito) e ir notando o número dessas faltas, ou dos atos de virtude praticados.</li>
<li>Comparar o exame da manhã com o da tarde e ver se há emenda do defeito ou progresso na virtude.</li>
<li>Comparar do mesmo modo os exames de um dia com os do outro.</li>
<li>Comparar uma semana com outra, um mês com outro, a ver se há emenda ou progresso.</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Como anotar o exame</strong></p>
<p>Santo Inácio recomenda uma forma simples e discreta de se anotar os exames, que consiste em duas linhas para cada dia da semana, uma para cada exame. Faz-se, na linha correspondente, um simples pontinho sempre que se incorre naquele defeito particular ou pecado. Deve-se guardar para comparação futura.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_4811" style="width: 443px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-4811" class="wp-image-4811" src="https://salvemaria.com.br/wp-content/uploads/2018/06/examechart-1024x520.png" alt="" width="433" height="220" srcset="https://salvemaria.com.br/wp-content/uploads/2018/06/examechart-1024x520.png 1024w, https://salvemaria.com.br/wp-content/uploads/2018/06/examechart-300x152.png 300w, https://salvemaria.com.br/wp-content/uploads/2018/06/examechart-768x390.png 768w, https://salvemaria.com.br/wp-content/uploads/2018/06/examechart.png 1458w" sizes="(max-width: 433px) 100vw, 433px" /><p id="caption-attachment-4811" class="wp-caption-text">O primeiro G, em maiúsculo, refere-se ao domingo. Os demais a cada dia da semana, de segunda a sábado</p></div>
<h4>Exame Geral</h4>
<p>O exame geral, por sua vez, é um exame de consciência de todas as ações do dia que tenham relevância para a vida espiritual. Na espiritualidade das congregações marianas, é elemento essencial da Oração da Noite e deve ser feito todos os dias antes de dormir.</p>
<p>Tomando por objeto de exame os dez mandamentos e os preceitos da Igreja e as disposições dos Superiores, no caso dos Congregados Marianos, a <a href="https://salvemaria.com.br/regra">regra de vida</a>, tudo o que se põe em prática contra alguma destas três partes, ou se as negligencia, conforme a sua maior ou menor importância e gravidade, será maior ou menor falta ou pecado. O exame percorre, ainda que brevemente, em cada um desses pontos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Método</strong></p>
<ol>
<li><strong>Agradecer os benefícios recebidos</strong><br />
Meu Deus, meu Pai e meu Criador, eu vos adoro, louvo e reverencio e vos dou infinitas graças por me terdes criado, feito cristão e cumulado de benefícios.</li>
<li><strong>Pedir luz para conhecer os próprios pecados e graça para os aborrecer e detestar</strong><br />
Ó Divino Espirito Santo, dignai-vos conceder-me luz para conhe- cer os meus pecados, negligências e defeitos, e graça efi- caz para me arrepender e emendar deles.</li>
<li><strong>Examinar as ofensas feitas a Deus, por pensamentos, palavras e obras desde o último exame até a hora presente, respondendo ao seguinte interrogatório</strong><br />
Como cumpri os deveres para com Deus? Fiz a oração da manhã?  Estive presente com a devida reverência interior e exterior, a todos os atos religiosos? Ofereci a Deus as minhas ações e tive reta intenção em todas elas, ou procedi por amor próprio, vaidade ou paixão? Que devoções particulares tenho eu e como as rezei?Cumpri todos os meus deveres para com o próximo? Obedeci com amor, respeito e submissão aos superiores?  Fui cordial com os iguais?   Fui diligente? Mostrei-me altivo, falto de caridade, desprezador ou demasiado exigente com os inferiores?  Fui justo, leal e sincero com todos?  Faltei à verdade, murmurei, ou fiz juízos temerários do próximo?Como cumpri os deveres para comigo?  Consenti em maus pensamentos, pronunciei más palavras ou violei de algum modo a castidade? Andei com más companhias, fiz leituras perigosas?  Deixei-me vencer pelo respeito humano?  Cumpri as obrigações do meu estado ou condição?</li>
<li><strong>Fazer um ato de contrição das faltas cometidas, incluindo nele as mais graves da vida passada.</strong><br />
Que teria sido de mim, ó meu Deus, se me tivesseis castigado, como eu merecia? Quanto me pesam as minhas culpas, que tão grandes castigos provocariam! E como fui louco em renunciar à felicidade eterna da bem- aventurança pela mesquinha satisfação de um pecado, que ainda neste mundo me aviltou e encheu de remorsos! E ofender-vos eu, a Vós! eu, tão miserável, tão ingrato, tão cheio de graças e dons, a Vós, meu Criador, meu Redentor, infinitamente bom e amável, a própria santidade e amor!?</li>
<li><strong>Propor a emenda com a graça divina<br />
</strong>Ó Jesus, eu vos amo de todo o meu coração, arrependo-me sinceramente de vos ter ofendido e prometo com a vossa graça esforçar-me para nunca mais vos tornar a ofender. Antes a morte, Senhor, antes todos os trabalhos do mundo, porque tudo passa e a eternidade não acaba porque o pecado é um mal maior que o inferno; porque não há, nem pode haver, compensação para a perda de um bem infinito, qual é o Céu; porque o pecado vos ofende e desgosta, meu Deus, meu Pai e Criador, beleza e amabilidade infinitas</li>
<li><strong>Prometer evitar alguma falta mais particular</strong> ou alguma ocasião de pecado e terminar com um Pai Nosso.</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Exame de Prevenção</h4>
<p>Para diminuir o número dos próprios pecados muito ajuda também prever na oração da manhã os perigos e ocasiões do pecado em que, segundo o costume, se poderá encontrar; e propor logo o modo de evitar as ofensas a Deus. Falta prevenida, visto não nos colher de surpresa, mais facilmente se evita.</p>
<p>As resoluções mais proveitosas e mais práticas da meditação são as que previnem as impaciências, murmurações, encontros perigosos, etc. que podem ocorrer durante o dia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Exame das Obras Ordinárias</h4>
<p>Muito aproveita igualmente examinar as principais ações do dia, logo depois de as ter praticado, vendo se as ofereceu a Deus ou as fez com reta intenção, se durante elas levantou o pensamento a Deus, se trabalhou com empenho, etc. Para este exame, não há propriamente um método, basta elevar o pensamento a Deus e refletir por alguns instantes nas obras feitas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Conhece-te a ti mesmo</h4>
<p>Diz São Clemente de Alexandria: &#8220;<em>Parece, pois, que o mais importante de todos os conhecimentos é o conhecimento de si próprio, pois quando alguém conhece a si próprio, ele há de chegar ao conhecimento de Deus</em>&#8220;. Conhecer-se é necessário para dominar-se. Aquele que negligencia o conhecimento de seus defeitos e fraquezas dominantes, bem como das virtudes mais praticadas, dificilmente terá progresso na prática das virtudes, no triunfo sobre as más inclinações e no amor a Deus.</p>
<p>Diz-nos São Bernando em seu Sermão sobre o Conhecimento e a Ignorância</p>
<blockquote><p>Eu, quando olho para mim mesmo, fico imerso em amargura; logo, porém, que alço a vista para o auxílio da misericórdia divina, suaviza-se meu amargor com a alegria da visão de Deus e Lhe digo: &#8220;Minha alma está conturbada interiormente, por isso me lembro de Ti&#8221; (Sl 42,7).</p>
<p>Basta um pouco de conhecimento de Deus para experimentar que Ele é piedoso e solícito, pois, na verdade, Ele é um Deus de bondade e misericórdia, que perdoa a maldade (Joel 2,13); Sua natureza é a bondade e é próprio dEle perdoar e ter misericórdia sempre.</p>
<p>Deus se dá a conhecer nesta experiência e desta maneira salutar, a partir do momento em que o homem se reconheça indigente e clame ao Senhor; e Ele o ouvirá e dir-lhe-á: &#8220;Eu te libertarei e tu Me glorificarás&#8221; (Sl 50,15).</p>
<p>Assim, o conhecimento próprio é um passo para o conhecimento de Deus. Vê-lO-ás em Sua imagem, que em ti se forma, na medida em que tu, desarmado pela humildade, com confiança, irás refletindo a glória do Senhor e, levado pelo Espírito de Deus, de claridade em claridade, irás te transformando nessa imagem.</p>
<p>Reparai, pois, como ambos conhecimentos são necessários para a salvação, de tal modo que não pode faltar nenhum dos dois. Pois, se desconheces a ti mesmo, não terás temor de Deus em ti, nem humildade. Por acaso pensas que podes alcançar a salvação sem temor de Deus e sem humildade?</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Meditação</title>
		<link>https://salvemaria.com.br/meditacao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Seção da Boa Imprensa - Congregação Mariana da Imaculada Conceição]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Jun 2018 18:29:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Congregação Mariana]]></category>
		<category><![CDATA[Práticas Marianas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A meditação é o alimento indispensável da vida espiritual. As verdades eternas não podem ser percebidas pelos olhos do corpo, mas, pela meditação, tornam-se  visíveis&#46;&#46;&#46;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A meditação é o alimento indispensável da vida espiritual. As verdades eternas não podem ser percebidas pelos olhos do corpo, mas, pela meditação, tornam-se  visíveis aos olhos da alma, por isso são tão recomendadas em nossas regras.</p>
<p>&nbsp;</p>

<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class="size-large wp-image-4544 aligncenter" src="https://salvemaria.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Meditaçao_esquema-dragged-1-1024x602.jpg" alt="" width="1024" height="602" srcset="https://salvemaria.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Meditaçao_esquema-dragged-1-1024x602.jpg 1024w, https://salvemaria.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Meditaçao_esquema-dragged-1-300x176.jpg 300w, https://salvemaria.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Meditaçao_esquema-dragged-1-768x451.jpg 768w, https://salvemaria.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Meditaçao_esquema-dragged-1.jpg 1480w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Preparação remota</h4>
<p>Consiste no afastamento dos obstáculos à meditação, que se reduzem principalmente a três: A sensualidade, o orgulho e a dissipação, e a busca pelas três virtudes opostas: a mortificação, a humildade e o recolhimento.</p>
<ol>
<li>Lembrar-se da hora de levantar e recordar, brevemente, a meditação que se há de fazer;</li>
<li>Ao despertar, pensar logo na meditação;</li>
<li>Antes da meditação, mortificar os sentidos e entreter-se em considerações acomodadas à matéria que se há de meditar.</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Preparação próxima</h4>
<p>Consiste no momento imediatamente anterior à meditação e que a prepara, é divida em três partes:</p>
<p>&nbsp;</p>
<h5 style="padding-left: 30px;">I. O planejamento da matéria da meditação;</h5>
<p style="padding-left: 30px;">O planejamento da matéria da meditação consiste em:</p>
<p style="padding-left: 60px;">1. Determinar uma Verdade da Fé, ou mistério ou virtude da Vida de Nosso Senhor, Nossa Senhora ou algum santo a meditar;<br />
2. Determinar a ordem a ser seguida na consideração desse tema;<br />
3. Pensar no fruto (resolução) que se pretende colher;<br />
4. Entrar na oração com espírito sossegado;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h5 style="padding-left: 30px;">II. Os atos preparatórios, ou vestíbulos;</h5>
<p style="padding-left: 60px;">1. De pé, fazer o sinal da cruz com água benta e, reconhecendo-se na presença de Deus fazer um <strong>ato de adoração</strong></p>
<p style="padding-left: 120px; text-align: left;"><em>Meu Deus, eu creio que estais aqui presente e Vos adoro com todo o meu afeto</em></p>
<p style="padding-left: 60px;">2. De joelhos, rezar um <strong>ato de humildade</strong></p>
<p style="padding-left: 120px; text-align: left;"><em>Meu Deus, nesta hora eu deveria estar no inferno por causa de meus pecados.<br />
De todo coração me arrependo de Vos ter ofendido, ó Bondade infinita.</em></p>
<p style="padding-left: 60px;">3. Fazer a <strong>oração preparatória</strong></p>
<p style="padding-left: 120px; text-align: left;"><em>Deus e Senhor meu, eu creio firmemente que estais aqui presente.  Adoro- vos, Deus meu, com toda a atenção e afeto de meu coração<br />
e vos peço humildemente o perdão de todos os meus pecados por vos ter ofendido,  ó Bondade Infinita.</em></p>
<p style="padding-left: 120px; text-align: left;"><em>Ofereço-vos, meu Senhor e meu Pai,  pelas mãos de Maria Santíssima, esta meditação,<br />
e confio que me concedereis as graças de que necessito para fazê-la bem</em></p>
<p style="padding-left: 120px; text-align: left;"><em>Com esse fim, recorro a Vós, Virgem Santíssima, minha Mãe, anjos e santos, para que intercedais por mim<br />
e me alcanceis aquilo que necessito para  fazer com fruto esta meditação. Amém.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h5 style="padding-left: 30px;">III. Os preâmbulos, ou prelúdios</h5>
<p style="padding-left: 60px;"><strong>1. Composição de Lugar</strong></p>
<p style="padding-left: 120px;">Consiste na reprodução fiel da cena que se vai meditar. Estimula-se a inteligência para compor a cena da meditação. Isto se faz através da consideração dos detalhes, expressões, das palavras da cena;</p>
<p style="padding-left: 60px;"><strong>2. Graça a pedir</strong></p>
<p style="padding-left: 120px;">Com base na meditação proposta, pede-se a Deus a graça desejada naquela meditação. Não uma graça geral, mas uma específica e singular que deve ser a meta e o alvo para o qual tende toda a meditação</p>
<p style="padding-left: 60px;"><strong>3. Recordação do tema</strong></p>
<p style="padding-left: 120px;">Quando a meditação versa sobre um fato histórico, procede-se outro preâmbulo para trazer vivamente à mente os fatos próximos e concentrar a atenção.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Corpo da Meditação</h4>
<p>O corpo da meditação, a parte mais importante, consiste no exercício da memória, do entendimento e da vontade.</p>
<p style="padding-left: 30px;"><strong>1. Memória</strong></p>
<p style="padding-left: 90px;">Recordar o ponto que vai ser meditado, não de modo abstrato como no preâmbulo, mas de uma maneira estruturada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="padding-left: 30px;"><strong>2. Entendimento</strong></p>
<p style="padding-left: 90px;">Consiste em exercitar a inteligência, “ruminar&#8221; o tema da meditação à procura das verdades “escondidas”,  buscando chegar em uma observação ou conclusão sobre o tema, sempre com foco na graça a pedir. Reflete-se:<br />
<strong><br />
a. As circunstâncias</strong><br />
Quem? o que? onde? por que? como? quando? com que meios?<br />
<strong><br />
b. Os motivos</strong><br />
Que conclusões práticas tirar? Por que? Essa observação que fiz é honesta? Útil? Agradável? Necessária? Como observei isso? O que fazer com essa observação?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="padding-left: 30px;"><strong>3. A remoção das dificuldades</strong></p>
<p style="padding-left: 90px;">Orgulho, soberba, cobiça, sensualidade</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="padding-left: 30px;"><strong>4. O exame de nosso aproveitamento</strong></p>
<p style="padding-left: 90px;">Que devo considerar sobre isso? Como aplicar em minha vida? Tenho correspondido a isso? Tenho praticado isso em minha vida? O que fiz, o que faço, o que farei por Cristo? Em que obstáculos caio e quais devo evitar? Que meios devo empregar para esse fim?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="padding-left: 30px;"><strong>5. Vontade</strong></p>
<p style="padding-left: 90px;">Os atos da vontade se resumem a dois:</p>
<p style="padding-left: 90px;"><strong>a. Afetos</strong><br />
Excitar, mais com o coração que com os lábios, atos de fé, de esperança, de adoração, de louvor, de arrependimento, de amor, de súplica, etc, segundo o estado da alma, demorando-se em cada afeto até saciar a alma dele (sem ir de um a outro sem definição);</p>
<p style="padding-left: 90px;"><strong>b.Propósitos</strong><br />
Excitar resoluções reais de emenda, dirigidas ao triunfo sobre si mesmo, reforma de vida, desprendimento das criaturas, etc. Devem ser particulares, acomodadas ao estado presente, sólidas, humildes, realistas e acompanhadas da súplica do auxílio divino</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Colóquio</h4>
<p>A meditação termina com um colóquio que se faz a Deus ou a Nossa Senhora, é uma conversa expontânea, de um servo para com seu senhor, de um filho para com seu pai, pedindo-lhe alguma graça, ou perdão por alguma falta, comunicando os seus problemas e pedindo-lhe conselho. Termina-se com um ato de agradecimento, o oferecimento das resoluções tomadas e uma súplica</p>
<p style="padding-left: 90px;"><em>Senhor, eu Vos agradeço as luzes e os afetos que me destes nesta meditação e Vos peço perdão das faltas nela cometidas. Ofereço-vos as resoluções que com a Vossa graça acabo de tomar, e resolvido a executá-las, pelos merecimentos de Jesus Cristo e pela intercessão de Maria Santíssima, peço-vos a força de pô-las fielmente em prática</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Exame da Meditação</h4>
<p>Após a meditação, faz-se o exame, quer sentado, quer andando. Consiste em duas partes: Exame negativo, que examina os defeitos, e exame positivo, que examina e dá graças a Deus pelas luzes, afetos e propósitos.</p>
<ol>
<li>Como preparei os pontos?</li>
<li>Antes de dormir pensei neles e ao despertar ocupei neles o pensamento?</li>
<li>Levei bem considerado o fruto que havia de tirar?</li>
<li>Como fiz a oração preparatória e os prelúdios?</li>
<li>Como exercitei a memória? O entendimento?</li>
<li>Tirei conclusão prática? Qual? Em que motivos se apoia?</li>
<li>Como exercitei a vontade?Fiz propósitos? Quais? Que meios escolhi para os cumprir?</li>
<li>Empreguei mais tempo no discorrer do que nos afetos?</li>
<li>Passei dum ponto a outro, achando bastante matéria no antecedente?</li>
<li>Fiz o colóquio?</li>
<li>Falei sempre a Deus com reverência e veneração?</li>
<li>Senti-me frouxo? Porque?</li>
<li>Tive sono por minha culpa?</li>
<li>Tive distrações? Porque? Afastei-as?</li>
<li>No tempo da frouxidão e secura procurei ajudar-me com atos de humildade, orações e jaculatórias?</li>
<li>Procurei estar tranquilo? Recolhido interior e exteriormente?</li>
<li>Se tirei pouco fruto por que foi?</li>
</ol>
<p>Se houve falta, se pedirá perdão e se proporá emenda. Se não houve falta alguma, se darão graças a Deus por isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Dicas Práticas</h4>
<p style="padding-left: 30px;">1. Sempre fazer a meditação com uma agenda, anotando os preâmbulos, as luzes, os afetos, as resoluções, etc;<br />
2. Se houver distração durante a meditação, voltar à composição de lugar e para a memória para afastá-las a meditação;<br />
3. Após a meditação, imprimir na memória alguns pensamentos para lembrar-se durante o dia, por em prática as resoluções logo que possível;<br />
4. Manter o silêncio e o recolhimento tanto quanto possível após a meditação, sem isso, os afetos excitados na meditação logo se perdem;<br />
5. O exame, embora não seja obrigatório, é utilíssimo para identificar as dificuldades, corrigir as faltas e melhorar sempre</p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<div class="video-container"><iframe title="Meditação - Pe. Edivaldo Oliveira" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/Q_83sEgOMJg?feature=oembed&#038;wmode=opaque" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Cancioneiro Mariano</title>
		<link>https://salvemaria.com.br/cancioneiro-popular/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Seção da Boa Imprensa - Congregação Mariana da Imaculada Conceição]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 May 2018 22:45:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Congregação Mariana]]></category>
		<category><![CDATA[Práticas Marianas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta página estão dispostas algumas músicas populares próprias das congregações marianas no Brasil.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta página estão dispostas algumas músicas populares próprias das congregações marianas no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>

<p>&nbsp;</p>
<h3>Hino da Congregação Mariana</h3>
<p>Do Prata ao Amazonas,<br />
do mar às cordilheiras,<br />
cerremos as fileiras,<br />
soldados do Senhor!</p>
<p>O nome teu, Maria,<br />
ó Virgem Soberana,<br />
nos une e nos irmana,<br />
nos dá força e valor,<br />
nos dá força e valor!</p>
<p><strong>O averno ruge, enfurecido,</strong><br />
<strong>Altar e Trono quer destruídos</strong><br />
<strong>Da vida entramos, na luta ardida,</strong><br />
<strong>Por Deus pugnamos, por nossa vida</strong></p>
<p><strong>Tu nos proteges, ó Mãe Potente,</strong><br />
<strong>Contra a inimiga e cruel serpente</strong><br />
<strong>De mil soldados, não teme a espada</strong><br />
<strong>Quem pugna à sombra da Imaculada</strong></p>
<p>Dum ideal celeste, seguimos os encantos.<br />
Vendo em amargos prantos a terra esmorecer.<br />
Seguirmos a Maria, será nossa ventura,<br />
seus filhos, Virgem Pura,<br />
sempre queremos ser,<br />
sempre queremos ser!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Ó Mãe Querida</strong></h3>
<p>Ó Mãe querida aos vossos pés um dia<br />
Quisemos nosso amor vos consagrar.<br />
Somos filhos devotos de Maria,<br />
Assim juramos junto ao vosso altar!</p>
<p>Cada um de nós a vós pertence<br />
Guardai-nos sempre em vosso coração!<br />
E neste puro amor que tudo vence<br />
Encontraremos força e proteção!</p>
<p><strong>O Brasil nas estrelas do Cruzeiro</strong><br />
<strong>O nome de Maria vê brilhar;</strong><br />
<strong>No coração do povo brasileiro</strong><br />
<strong>O vosso amor, ó Mãe, há de reinar! (bis)</strong></p>
<p>A fita azul será nossa bandeira<br />
Penhor do vosso puro e santo amor,<br />
A medalha que é nossa companheira,<br />
Aumentará em nós sempre o fervor.</p>
<p>Se na luta faltar-nos a coragem,<br />
O vosso amor virá nos socorrer:<br />
Beijando na medalha a doce imagem<br />
Da Mãe querida, havemos de vencer!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Fita Azul</h3>
<p>Fita azul que trago em meu peito<br />
Que alegre um dia recebi,<br />
Devo levar com amor e com respeito<br />
Ser Mariano fiel eu prometi.</p>
<p><strong>Levarei como um sinal em meu peito</strong><br />
<strong>A ostentar que sou filho de Maria</strong><br />
<strong>E o dever sagrado que tenho,</strong><br />
<strong>De todo mal combater.</strong><br />
<strong>E por Jesus, se preciso, a vida dar</strong><br />
<strong>E a Maria, nossa Mãe, glorificar.</strong></p>
<p>O ideal de todo congregado,<br />
É o de ter um mundo a conquistar,<br />
No sagrado dever de a Deus sempre amar<br />
Por Jesus e Maria sem fim trabalhar.</p>
<p>Trabalhar desde a mocidade,<br />
Praticando a Lei da Caridade<br />
Avante, mariano, avante!<br />
Por Maria, muitas almas levar a Jesus (bis)</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Levantai-vos falanges da virgem</h3>
<p>Levantai-vos, falanges da Virgem.<br />
Pela causa da Mãe de Jesus:<br />
Eia, avante, o Brasil vos espera:<br />
Ou vencer ou morrer pela Cruz! (bis)</p>
<p>Concentrai vossas densas fileiras<br />
Matizadas de azul celestial,<br />
Congregados ! Vós sois baluarte<br />
Contra as hostes do inferno e do mal</p>
<p>Convertei nossa Pátria bendita<br />
Em um templo de paz e de amor ;<br />
Seja o peito de cada mariano<br />
Um altar consagrado ao Senhor</p>
<p>Neste céu de procelas sombrio,<br />
Vossa fita é uma nesga de anil,<br />
Neste mar agitado e fremente<br />
Vosso escudo é o farol do Brasil !</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Ó minha linda fita azul</h3>
<p><strong>Ó minha linda fita azul</strong><br />
<strong>tão azul, cor do céu do anil</strong><br />
<strong>É uma nesga do manto de Maria</strong><br />
<strong>abraçando a mocidade do Brasil</strong></p>
<p>Amo e amo tanto a minha fita azul<br />
tão azul, que bela cor do céu de anil<br />
Cor do manto azul da Mãe Aparecida<br />
A Rainha soberana do Brasil</p>
<p>Quando a recebi jurei trazê-la sempre<br />
e das mãos de um padre em mim eu vi cair<br />
Tanto amor senti que fiz esta promessa:<br />
No meu peito, até o Céu, ela vir</p>
<p>Esta mocidade toda espera ouvir<br />
ostentando no peito a fita azul do anil<br />
Repetir mil vezes um &#8220;Salve Maria&#8221;<br />
Nossa Saudação Mariana no Brasil</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Sou Mariano</h3>
<p><strong>&#8220;Salve Maria&#8221; seja o nosso brado</strong><br />
<strong>A fita azul a nossa proteção</strong><br />
<strong>Avante! Vamos! Batalhão Sagrado</strong><br />
<strong>Em nome da Virgem da Conceição</strong></p>
<p>Sou Mariano, filho de Maria<br />
A vós, ó Virgem, quero pertencer<br />
A fita azul, com santa ufania,<br />
trarei no peito em todo meu viver.</p>
<p>Sou mariano, minha alegria<br />
A minha glória sempre há de ser:<br />
ser bom filho da Virgem Maria,<br />
sob seu manto eu quero morrer.</p>
<p>Sou mariano, sede minha guia<br />
Guardai-me sempre sob vosso olhar<br />
E ao findar meu derradeiro dia<br />
Eu possa em vós tranquilo repousar</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Hino das Filhas de Maria</h3>
<p>Eu prometi, sou filha de Maria,<br />
de meu Jesus por Mãe a recebi;<br />
Ama-la-ei na dor e na alegria,<br />
É minha Mãe! amor lhe prometi.</p>
<p><strong>Eu prometi, fiel serei<br />
por toda a vida, à minha Mãe querida;</strong><br />
<strong>Eu prometi, fiel serei.<br />
Que ditosa alegria! Filha sou de Maria!</strong></p>
<p>Eu prometi ó Mãe Imaculada,<br />
do vão prazer fugir, quero o ardor;<br />
Com teu poder, ó Virgem ilibada,<br />
quebrantarei do inferno o furor.</p>
<p>Eu prometi, evitarei ser prêsa<br />
da tentação que sempre expelirei;<br />
A bela flor da virginal pureza,<br />
com minha Mãe, feliz sempre amarei.</p>
<p>Eu prometi, ó Mãe de formosura,<br />
sereis para mim espelho de fervor,<br />
D&#8217;ardente fé, d&#8217;humilde e candura,<br />
de mansidão, de puro , santo amor.</p>
<p>Eu prometi ó doce e casta Virgem,<br />
no coração com fiel ardor;<br />
conservarei a vossa bela imagem,<br />
antes morrer que perder tal fervor.</p>
<p>Eu prometi na última agonia,<br />
Chamar-vos-ei, ó Mãe de coração;<br />
E voarei, que dita, que alegria,<br />
em vosso nome, à celestial mansão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Salve, ó Mãe, Salve Virgem Santíssima</h3>
<p><strong>Salve, ó Mãe, salve, ó Virgem Santíssima! </strong><br />
<strong>Do universo portento, primor! </strong><br />
<strong>Mais esplendida glória que a tua </strong><br />
<strong>Tem só Deus, do universo o Senhor (bis)</strong></p>
<p>Lá no Èden entre os nimbos funestos<br />
quis estender a serpente infernal<br />
fôste a Estrela por Deus prometida<br />
Fôste já da esperança o fanal.</p>
<p>Mistériosa justiça nos prende<br />
toda a raça, ao pecado de Adão<br />
Essa lei, implantada, anulou-se<br />
em tua santa e feliz Conceição.</p>
<p>A inefável ventura que tiveste<br />
vindo o Verbo em teu seio encarnar<br />
irmanou-se em grandeza tão alta<br />
a profunda humildade sem par.</p>
<p>Do presepio ao calvário, sem tréguas<br />
foi tua vida um martírio cruel<br />
o antever os suplícios, a morte<br />
que a teu filho infligiu Israel.</p>
<p>Mas tão doce mudez complacente<br />
tributaste ao disposto por Deus<br />
que o martírio doutou-te o diadema<br />
de Senhora e Rainha dos Céus.</p>
<p>Salve, pois, Mãe e Virgem sem mácula<br />
do universo portento, primor!<br />
lá no céu maior glória que a tua<br />
tem só Deus, do universo Senhor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Hino à Senhora do Brasil</h3>
<p><strong>Ó Maria Imaculada</strong><br />
<strong>Do Brasil protetora e carinhosa Mãe</strong><br />
<strong>Seremos filhos teus, da pátria brasileira</strong><br />
<strong>Sempre e sempre fiéis a Deus</strong><br />
<strong>A sacrossanta lei da inclita bandeira</strong><br />
<strong>De Jesus seu divino Rei (bis)</strong></p>
<p>É nossa pátria desde o berço<br />
Terra feliz de Santa Cruz<br />
A fé romana é seu escudo,<br />
É seu conforto e sua luz.</p>
<p>Volve teus olhos compassivos<br />
A este povo que teu é ;<br />
E não permitas, ó Maria,<br />
Que de Jesús renegue a fé.</p>
<p>Nunca seremos tão ingratos<br />
A nosso Deus, a nosso rei,<br />
Mas de viver te prometemos<br />
Sempre fiéis à sua lei.</p>
<p>Seja esta fé nossa esperança,<br />
Nos transes da hora fatal;<br />
Todos de Ti gozar iremos<br />
Em nossa Pátria celestial.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Santa Igreja Romana Católica</strong></h3>
<p>Santa Igreja, Romana, Católica<br />
Una, excelsa, divina, imortal<br />
Que conservas a fé apostólica<br />
E as promessas da vida eternal!</p>
<p><strong>Nós te amamos! Nós somos teus filhos!</strong><br />
<strong>Em teu seio queremos viver,</strong><br />
<strong>E, da luz que nos dás entre os brilhos,</strong><br />
<strong>Nos teus braços maternos morrer!</strong></p>
<p>Sobre a rocha de Pedro invencível<br />
Tu abranges a terra e os céus;<br />
Na doutrina de Cristo infalível<br />
Tua força, é a força de Deus!</p>
<p>Por ti desce a torrente divina<br />
Da verdade suprema e eternal,<br />
Essa forte e sublime doutrina,<br />
Tão perfeita, que não tem igual!</p>
<p>Do martírio o almo sangue fecundo,<br />
Deu-te vida, expansão e vigor,<br />
São modelos teus santos pra o mundo<br />
Do heroísmo no bem e no amor.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O santo do mês</title>
		<link>https://salvemaria.com.br/o-santo-do-mes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Seção da Boa Imprensa - Congregação Mariana da Imaculada Conceição]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 May 2018 17:40:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Congregação Mariana]]></category>
		<category><![CDATA[Práticas Marianas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dentre as práticas da Congregação Mariana, a devoção e imitação dos santos merece destaque particular. Uma das formas dessa devoção, presente há muito tempo na&#46;&#46;&#46;</p>
<p>O conteúdo <a href="https://salvemaria.com.br/o-santo-do-mes/">O santo do mês</a> aparece primeiro em <a href="https://salvemaria.com.br">Salve Maria</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Dentre as práticas da Congregação Mariana, a devoção e imitação dos santos merece destaque particular. Uma das formas dessa devoção, presente há muito tempo na história das congregações marianas, é a escolha, por cada congregado, de um santo para, naquele mês, ser seu protetor e modelo, auxílio nas batalhas e confidente nos momentos difíceis. Esse santo normalmente é também um <a href="https://salvemaria.com.br/santos">santo congregado mariano</a>, um confrade, portanto, que tendo também pugnado à sombra da Imaculada, confiamos, terá para o devoto especial cuidado.</p>
<p>Essa devoção foi alvo de tantos elogios que uma indulgência plenária foi concedida ao congregado que, nas disposições ordinárias, comungar em honra ao santo do mês:</p>
<blockquote><p>Concede-se indulgência plenária aos congregados pela comunhão em honra do pa­droeiro do mês, sorteado de acordo com o costume tradicional das CC.MM: Em qualquer dia, à escolha, se comungarem em honra do mesmo padroeiro, tendo o cuida­do de rezar diariamente em honra dele três Pater, Ave, Glória.<span id='easy-footnote-3-4046' class='easy-footnote-margin-adjust'></span><span class='easy-footnote'><a href='https://salvemaria.com.br/o-santo-do-mes/#easy-footnote-bottom-3-4046' title='Manual da Congregação Mariana, ed. 1964, pg. 81'><sup>3</sup></a></span></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para organizar o santo do mês na congregação mariana, segue-se a seguinte orientação, extraída do livro do Pe. Mullan<span id='easy-footnote-4-4046' class='easy-footnote-margin-adjust'></span><span class='easy-footnote'><a href='https://salvemaria.com.br/o-santo-do-mes/#easy-footnote-bottom-4-4046' title='Hints and Help for those in charge of the Sodality of Our Lady, Pe. Elder Mullan S.J., 1907'><sup>4</sup></a></span>:</p>
<p>No último dia do mês ou no última dia de reunião, ou até mesmo no dia do Recolhimento Mensal, o Presidente ou algum outro Congregado apresenta-se com uma pequena cesta ou caixa à porta. Dentro do receptáculo há pequenos cartões impressos com os nomes dos Santos do próximo mês, cada cartão contendo também uma virtude a praticar e alguma citação para meditação. Em alguns lugares, cada cartão contém a imagem do Santo. Assim que os Congregados saírem, deverão retirar aleatoriamente um desses cartões de dentro da caixa. Durante o mês seguinte, o Congregado deverá prestar especial honra àquele Santo e praticar a virtude e refletir frequentemente na citação, rezando ao menos três Pater, Ave e Glória, todos os dias.</p>
<p>Histórias interessantes e muito edificantes são relatadas dos frutos desta prática, a qual se diz ter sido originada com São Francisco de Bórgia. Se não for possível obter os cartões impressos, deve-se escrever um número suficiente ou tentar elaborar algum outro plano para se escolher um padroeiro todos os meses. No dia em que os santos padroeiros forem escolhidos, pode se sugerir de recitar ou cantar a Ladainha de todos os Santos ao fim da reunião.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Comunhão Geral</title>
		<link>https://salvemaria.com.br/comunhao-geral/</link>
					<comments>https://salvemaria.com.br/comunhao-geral/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Seção da Boa Imprensa - Congregação Mariana da Imaculada Conceição]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 May 2018 21:53:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Congregação Mariana]]></category>
		<category><![CDATA[Práticas Marianas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://salvemaria.com.br/?p=3321</guid>

					<description><![CDATA[<p>A frequência aos Sacramentos é o meio principal para a vida distinta que é esperada de um congregado Mariano. São Pio X, em seu discurso&#46;&#46;&#46;</p>
<p>O conteúdo <a href="https://salvemaria.com.br/comunhao-geral/">Comunhão Geral</a> aparece primeiro em <a href="https://salvemaria.com.br">Salve Maria</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A frequência aos Sacramentos é o meio principal para a vida distinta que é esperada de um congregado Mariano. São Pio X, em seu discurso aos congregados em 1904, elogia de modo particular a virtude dos congregados de &#8220;<em>se aproximarem o máximo possível dos Santos Sacramentos e lucrar as indulgências concedidas à Prima-Primária e todas as demais congregações marianas</em>&#8220;<span id='easy-footnote-5-3321' class='easy-footnote-margin-adjust'></span><span class='easy-footnote'><a href='https://salvemaria.com.br/comunhao-geral/#easy-footnote-bottom-5-3321' title='Discurso de 7 de setembro de 1904 ao congresso das congregações marians: La santificazione della Festa; colla preghiera alla Vergine, sotto il cui patrocinio le Congregazioni sono sorte, coll&amp;#8217;ascoltare la Santa Messa, col mettere in pratica quanto viene predicato nella conferenza, con l&amp;#8217;accostarsi il piu spesso possibile ai Santi Sacramenti, e approfittare delle Sante Indulgenze, che alia Congregazione Primaria e a tutte le altre che vi sono aggregate i Sommi Pontefici hanno concesso. [&amp;#8230;] Chi santifica bene la Festa sente la parola di Dio e la mette in opera: per essa si guarda dal male e cammina sulla via del bene'><sup>5</sup></a></span> De fato, a recepção dos sacramentos, sobretudo a confissão e a comunhão, tem grande destaque desde as mais antigas regras.</p>
<p>Uma prática particular das Congregações Marianas é a chamada Comunhão Geral, momento em que os congregados se aproximam da Sagrada Comunhão todos juntos e comungam todos pela mesma intenção. Esse é um dos atos mais familiares e íntimos da Congregação Mariana, pois além de exteriormente estar unida a Congregação como um corpo para a recepção da Sagrada Comunhão, também participam os membros dos méritos e orações de todos os congregados, aplicando esses méritos a uma intenção. A Comunhão Geral, além de estar presente nas regras mais antigas da CM, também foi amplamente louvada e favorecida com indulgências pelos Sumos Pontífices.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_3325" style="width: 358px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-3325" class="wp-image-3325" src="https://salvemaria.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Untitled-1-1.jpg" alt="" width="348" height="451" srcset="https://salvemaria.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Untitled-1-1.jpg 734w, https://salvemaria.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Untitled-1-1-232x300.jpg 232w" sizes="auto, (max-width: 348px) 100vw, 348px" /><p id="caption-attachment-3325" class="wp-caption-text">Comunhão Geral na igreja de Santa Maria em Nova Orleans, 07/10/1951</p></div>
<p>Tão importante é a Comunhão Geral para a Congregação Mariana que os estatutos da Prima Primária Romana davam por desligado automaticamente o membro que por três meses não participasse sem justificativa. Os benefícios espirituais dessa prática são tão grandes que se provaria desinteressado de sua consagração o congregado que a negligenciasse sem motivo grave.</p>
<p>Dizem as <a href="https://salvemaria.com.br/regra">Regras Comuns</a> da Congregação Mariana:</p>
<blockquote><p>A Comunhão Geral dos Congregados deve fazer-se uma vez cada mês, em dia fixo que, não havendo razões especiais para outro dia, seja de alguma festa solene de N. S. Jesus Cristo ou de N. Senhora. Este exercício pode reduzir-se à Missa com preparação para a Comunhão, ação de graças, e, se for costume, leitura do calendário eclesiástico para a semana seguinte, canto da antífona Salve Regina, ou quaisquer breves orações em honra de N. Senhora.<span id='easy-footnote-6-3321' class='easy-footnote-margin-adjust'></span><span class='easy-footnote'><a href='https://salvemaria.com.br/comunhao-geral/#easy-footnote-bottom-6-3321' title='&amp;#8220;Communio Generalis Sodalium celebrabitur semel in mense die fixo vel in Festo aliquo solemni Domini Nostri Jesu Christi vel Beatissimae Virginis Mariae, si non sint rationes speciales pro alio die.. Haec exercitatio potest reduci ad Missam cum praeparatione ad Communionem et gratiarum actione et, si ita fert usus, lectionem diarii ecclesiastici pro sequenti hebdomada, cantum antiphonae Salve Regina, vel alias breves preces in laudem Beatissimae Virginis Mariae&amp;#8221;. Regras Comuns de 1910'><sup>6</sup></a></span></blockquote>
<p>As regras de 1587 impunham que se realizasse a Comunhão Geral ao menos uma vez ao mês e também nos seguintes dias: Natal, Circuncisão do Senhor, Páscoa, Ascensão, Pentecostes, Corpus Christi, Imaculada Conceição, Anunciação, Purificação e Assunção, São João Batista, São Pedro e São Paulo e Todos os Santos. Embora as regras de 1855 já não mencionem esses dias, mantém-se o parâmetro para as festas que tem a comunhão geral.</p>
<p>Ganha-se indulgência plenária sempre que se comunga juntamente aos demais congregados na Comunhão Geral. Essa indulgência não pode ser transferida de dia nem local. Requere-se as condições ordinárias para indulgência plenária: Estado de graça (Confissão), desapego do pecado, oração nas intenções do santo padre e a comunhão sacramental.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Como fazer a comunhão geral</h4>
<p>Antes de tudo, deve-se definir a <strong>data</strong> e avisar os congregados.<br />
Essa data é definida e avisada na Reunião Ordinária sempre com antecedência que possibilite o planejamento dos congregados. Essa data deve sempre ser revestida de alguma solenidade. A Prima Primária, por exemplo, a partir do século XVII fazia cada mês a Comunhão Geral em uma igreja diferente, sempre com grande preparativo e solenidade: Faziam-se sermões e preparações espirituais para o dia e as igrejas eram ricamente ornadas para a Santa Missa.</p>
<p>Uma vez definida a data, define-se a <strong>intenção</strong> da Comunhão.<br />
Normalmente a intenção é a própria intenção dos congregados, mas cada comunhão geral pode ter uma intenção especial. As regras definem, por exemplo, que na ocasião da morte de um congregado, faça-se uma comunhão geral em sufrágio pela sua alma – que grande honra morrer congregado!</p>
<p><strong>Interiormente</strong>, devem os congregados apresentar-se no dia em estado de graça, tendo feito sua confissão sacramental. Devem preparar-se através do jejum eucarístico de no mínimo 1h, embora recomende-se pelo menos 3h de alimentos sólidos e 1h de líquidos<span id='easy-footnote-7-3321' class='easy-footnote-margin-adjust'></span><span class='easy-footnote'><a href='https://salvemaria.com.br/comunhao-geral/#easy-footnote-bottom-7-3321' title='Em 1957, o papa Pio XII diminuiu o Jejum Eucarístico para três horas antes da recepção da comunhão (antes, a sagrada comunhão deveria ser o primeiro alimento consumido pelo fiel no dia). Paulo VI, em 1964, reduziu novamente esse tempo para apenas uma hora, que hoje é a lei da igreja. Vale, porém, recordar o que disse Pio XII ao promulgar o &lt;a href=&quot;https://www.ewtn.com/library/PAPALDOC/P12FAST.HTM&quot;&gt;Motu Proprio Sacram Communionem&lt;/a&gt;: &amp;#8220;&lt;em&gt;Exortamos fortemente os sacerdotes e fiéis que tem condições que observem a antiga e venerável forma de jejum eucarístico antes da Santa Missa e Sagrada Comunhão&amp;#8221;&lt;/em&gt; '><sup>7</sup></a></span>.</p>
<p><strong>Exteriormente</strong>, da mesma forma, devem se apresentar os congregados vestidos com <a href="https://salvemaria.com.br/modestia">modéstia</a> e com suas melhores vestes, ternos aos senhores e vestidos às senhoras, pois a comunhão geral é uma solenidade que exige preparação tanto exterior quanto interior.</p>
<p>Chegam, por isso, cedo e preparam-se, em comum e individualmente, para a recepção do Santíssimo Sacramento. Convém que sentem todos juntos. Assistem a Missa com atenção e devoção, e aproximam-se juntos, como um só corpo, da Sagrada Mesa. Ao comungar, oferecem aquela comunhão, unida a de todos os demais, pela Congregação Mariana, pelos congregados, pela Igreja, pelo Papa e, em particular, pela intenção estabelecida.</p>
<p>Após a Santa Missa, os congregados reúnem-se para uma breve ação de graças e a recitação das orações para lucro da indulgência.</p>
<div id="attachment_3324" style="width: 1034px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-3324" class="wp-image-3324 size-large" src="https://salvemaria.com.br/wp-content/uploads/2018/05/b99c7e_6b28e8444b59496d8be1b814b6972405_mv2_d_2655_1674_s_2-1024x645.jpg" alt="Santo Afonso" width="1024" height="645" srcset="https://salvemaria.com.br/wp-content/uploads/2018/05/b99c7e_6b28e8444b59496d8be1b814b6972405_mv2_d_2655_1674_s_2-1024x645.jpg 1024w, https://salvemaria.com.br/wp-content/uploads/2018/05/b99c7e_6b28e8444b59496d8be1b814b6972405_mv2_d_2655_1674_s_2-300x189.jpg 300w, https://salvemaria.com.br/wp-content/uploads/2018/05/b99c7e_6b28e8444b59496d8be1b814b6972405_mv2_d_2655_1674_s_2-768x484.jpg 768w, https://salvemaria.com.br/wp-content/uploads/2018/05/b99c7e_6b28e8444b59496d8be1b814b6972405_mv2_d_2655_1674_s_2.jpg 1455w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-3324" class="wp-caption-text">As comunhões gerais são um dos motivos pelos quais Santo Afonso, nosso padroeiro, dizia: &#8220;<em>As Congregações Marianas são como a Torre de Davi: Contém mil escudos, todas a proteção dos fortes. Esta é a razão da sua fecundidade: Ela dá amplos meios de defesa contra o inferno e concede oportunidades para a preservação da graça pela prática da piedade que são quase impossíveis de se ter fora dela</em>&#8220;</p></div>
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		<title>Tesouro Espiritual</title>
		<link>https://salvemaria.com.br/tesouro-espiritual/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Seção da Boa Imprensa - Congregação Mariana da Imaculada Conceição]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Apr 2018 04:08:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Congregação Mariana]]></category>
		<category><![CDATA[Práticas Marianas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nos manuais antigos da Congregação Mariana, na seção sobre a Vida do Congregado, sempre se lê: &#8220;Marcar no tesouro espiritual os atos de piedade diários&#8220;.&#46;&#46;&#46;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nos <a href="https://salvemaria.com.br/biblioteca/">manuais antigos</a> da Congregação Mariana, na seção sobre a <a href="https://salvemaria.com.br/a-vida-do-congregado/">Vida do Congregado</a>, sempre se lê: &#8220;<em>Marcar no tesouro espiritual os atos de piedade diários</em>&#8220;. Esta prática piedosa, majoritariamente abandonada após o vendaval dos anos 60 e 70, permanece cara no legado das CCMM sobretudo por seus grandes e inúmeros frutos espirituais e por nos auxiliar em dois grandes princípios da vida espiritual: A<strong> vigilância frequente</strong> em encontrar meios de honrar ao Bom Deus e à Santíssima Virgem e o <strong>exame de consciência</strong> diário.</p>
<p>O Tesouro Espiritual é um recurso tradicionalmente usado pelas Congregações. Consiste em uma tabela na qual se contabilizam os atos de piedade realizados durante todos os dias de um mês. Estes atos são, então somados e oferecidos conjuntamente por uma determinada intenção, normalmente a mesma intenção da Comunhão Geral. Além de permitir ao próprio membro acompanhar o andamento de sua vida espiritual, os avanços e dificuldades neste caminho – sendo este o principal objetivo da prática –  também permite ao padre diretor acompanhar tanto o indivíduo como todo o grupo: Ao fim de cada mês, segundo as mesmas regras<span id='easy-footnote-8-2845' class='easy-footnote-margin-adjust'></span><span class='easy-footnote'><a href='https://salvemaria.com.br/tesouro-espiritual/#easy-footnote-bottom-8-2845' title='Manual de 1948, p. III'><sup>8</sup></a></span>, deve o congregado entregar ao diretor a folha do tesouro que será usada para contabilizar e aplicar, conforme conveniência, remédios eficazes para proveito espiritual de todos os membros.</p>
<p>Uma das primeiras menções ao tesouro espiritual pode ser encontrado no livro do Pe. Parthenius, <em>Pratiche Divote, </em>de 1826.<span id='easy-footnote-9-2845' class='easy-footnote-margin-adjust'></span><span class='easy-footnote'><a href='https://salvemaria.com.br/tesouro-espiritual/#easy-footnote-bottom-9-2845' title='cf The Sodality of Our Lady studied in the documents, Pe. Mulan, 1912, p. 111, disponível &lt;a href=&quot;https://salvemaria.com.br/instrutores/&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;'><sup>9</sup></a></span> Encontramos registros do uso do tesouro em congregações ainda no século XIX na Irlanda, Hungria, Reino Unido, Espanha, Bavária e Roma, onde receberam o nome de <em>flores</em>. Em Szatmar, no ano de 1904, temos uma das contagens anuais mais impressionantes, considerando o pequeno número de congregados daquela congregação: 13.560 missas,  4444 visitas ao Santíssimo Sacramento, 7122 ato de fé, esperança e caridade, 6619 recitações do Ato de Consagração da Congregação, 6029 rosários, 955 recitações do Ofício Parvo de Nossa Senhora, 2108 vitórias sobre si mesmo quanto à obediência ou perdão, 1003 meditações, 1562 vitórias sobre a curiosidade, 529 vitórias sobre o respeito humano, etc <span id='easy-footnote-10-2845' class='easy-footnote-margin-adjust'></span><span class='easy-footnote'><a href='https://salvemaria.com.br/tesouro-espiritual/#easy-footnote-bottom-10-2845' title='ibid. p. 112'><sup>10</sup></a></span>, todos esses atos oferecidos para o papa e para a honra de Nossa Senhora.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2711" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2711" class="wp-image-2711" src="https://salvemaria.com.br/wp-content/uploads/2018/03/spiritualbouquet.jpg" alt="" width="600" height="400" srcset="https://salvemaria.com.br/wp-content/uploads/2018/03/spiritualbouquet.jpg 932w, https://salvemaria.com.br/wp-content/uploads/2018/03/spiritualbouquet-300x200.jpg 300w, https://salvemaria.com.br/wp-content/uploads/2018/03/spiritualbouquet-768x512.jpg 768w, https://salvemaria.com.br/wp-content/uploads/2018/03/spiritualbouquet-272x182.jpg 272w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><p id="caption-attachment-2711" class="wp-caption-text">Um fiel entrega o bouquet espiritual de sua escola (prática derivada do tesouro espiritual) a Bento XVI na ocasião do Ano Sacerdotal em 2009 <a href="https://www.christendom.edu/2009/08/03/college-invites-all-to-join-in-prayer-for-pope-benedict-xvi/">fonte</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com efeito, essas listas não contém nem todos os bons atos feitos pelos congregados – pois muitos atos não entravam nas listas – nem são, apenas pelo número, suficientes para o exame completo do estado espiritual dos membros, mas é inegável o imenso benefício que a prática dá aos que a praticam de coração sincero. Deve-se, como em todo recurso que concerne a vida interior, ter grande cuidado em não corromper a prática tornando-a uma contagem vazia e desinteressada, mentirosa ou nutrida de uma mentalidade pelagiana.</p>
<p>A prática, iniciada nas Congregações Marianas, encontrou eco em outras piedosas associações de fiéis, como a <a href="http://fsspx.com/EucharisticCrusade/2006_July-August/Using_your_treasure_sheet.htm">Cruzada Eucarística</a>, onde a prática ganhou grande notoriedade e difusão. De fato, a prática pode ser usada por qualquer católico de modo privado ou, junto a um sacerdote zeloso, em grupo.</p>
<p>Citamos, por fim, a confederação nacional das Congregações Marianas, em seu livro para dirigentes, de 1958:</p>
<blockquote><p>Um salutar cos­tume e uma forma utilíssima de educação. Já se disse – e com muita propriedade – que o Tesouro Espiritual, preenchido com profundo senso de responsabilidade e sério empenho de ver o progresso religioso e moral, constitui verdadeiro termômetro da vida espiritual. Neste mapa tão simples e de tão fácil mecanismo, o congregado &#8220;contabiliza&#8221; seus atos de piedade, suas obras de caridade e seus sacrifícios. É-lhe poderoso auxílio para o exame de consciência e uma espécie de bússola no seu caminho em busca da perfeição. O Dirigente deveria utilizar com especial carinho o Tesouro Espiritual e, é claro, divulgar ao máximo o seu uso.<span id='easy-footnote-11-2845' class='easy-footnote-margin-adjust'></span><span class='easy-footnote'><a href='https://salvemaria.com.br/tesouro-espiritual/#easy-footnote-bottom-11-2845' title='cf Para ser dirigente. Antonio Maia, 1958. p. 257, Coleção Estrela do Mar'><sup>11</sup></a></span></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dizem, ainda, as <a href="https://salvemaria.com.br/regras-1855/">regras de 1855</a> sobre a prática do tesouro, em especial a contabilização e publicação anônima dos resultados na Congregação</p>
<blockquote><p>Onde houver o costume, cada membro deve levar para a Congregação uma lista das práticas  que ele praticou durante estes dias [o mês] &#8211; mas sem assinar seu nome &#8211; e deverá por em uma caixa ou urna preparada para este propósito; e estas listas tendo sido reduzidas para organizar e copiar em um livro, deverão ser lidas publicamente ao invés da exortação comum. Elas devem ser lidas, se possível, no dia imediatamente anterior às festas solenes, de modo que todos possam, pela recordação do que ouviram, ser muito mais incentivados a crescer no fervor e nas devoções. Os membros devem também saber que eles mesmos estarão rendendo louvores à Sempre Virgem Maria, por não apenas fazer uso das práticas acima mencionadas, mas também por procurar, a cada dia, por alguma prática piedosa, tornar a Santa Mãe de Deus propícia a eles.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://salvemaria.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Tesouro-3.pdf"><strong>Clique aqui para baixar o arquivo do Tesouro Espiritual</strong></a></p>
<p>Após preenchimento,</p>
<ol>
<li>Somar os atos do mês preencher os dois totalizadores</li>
<li>Recortar o totalizador destacado e entregar, sem assinar seu nome, na próxima reunião ordinária</li>
<li>Guardar o tesouro em lugar seguro para consulta futura</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O conteúdo <a href="https://salvemaria.com.br/tesouro-espiritual/">Tesouro Espiritual</a> aparece primeiro em <a href="https://salvemaria.com.br">Salve Maria</a>.</p>
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