Ave Maria

Ao coração materno, esse infinito
De bondade, de amor e de ternura,
Nada mais doce que o primeiro grito
Do filho amado, que falar procura.

Aquele balbuciar incerto e aflito
Da pequenina e frágil criatura
Tem para a mãe o encanto, o som bendito
Dos acordes da música mais pura.

E tu, Senhora, és Mãe. Piedosa escuta:
Boca mesquinha, que o pecado prende,
Busca exaltar-te a gloria. E anseia e luta.

Ah! Soubesse eu dizer: Ave, Maria!
Bem, vês que o tento agora… Ó Mãe, atende,
É teu filho menor que balbucia

Jônatas Serrano (1935)

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