Vergine Madre, figlia del tuo Filio

Ó Virgem mãe, filha do teu filho,
humilde e alta mais que criatura,
de um só conselho eterno termo fixo,

tu és aquela quem nossa natura
tanto nobilitou que o seu feitor
não desdenhou de ser sua feitura.

Reacendeu-se no seio teu o amor
por cujo lume nessa eterna paz
assim foi germinada uma tal flor.

Meridiana luz lá és pra nós
de caridade, e cá, entre os mortais,
desta nossa esperança és viva fonte.

Senhora, és tão grande e tanto vale,
que quem quer graça e não recorre a ti,
quer que sem asas o seu anseio voe.

Tu, que és benigna, não socorres só
a quem te pede, mas frequentemente
livre te apraz sem prece socorrê-lo.

Em ti misericórdia, em ti piedade,
em ti magnificência, em ti repousa
tudo o que em criatura há de bondade.

Vergine Madre, figlia del tuo Figlio,
umile e alta più che creatura,
termine fisso d”etterno consiglio.

Tu sei  colei che l” umana natura
nobilitasti si, che il suo fattore
non disdegnò di farsi sua fattura.

Nel ventre tuo si raccese l”amore
per lo cui caldo nell “etterna pace
cosi è germonato questo fiore.

Qui se”a noi meridiana face
di caritate, e giuso, intra i mortali,
se” di speranza fontana vivace.

Donna, se” tanto grande e tanto vali
che qual vuol grazia  ed a te non ricorre,
sua disianza vuol volar sanz” ali.

La tua benignitate non pur socorre
a chi domanda, ma molte fiate
liberalmente al dimandar precorre.

In te misericordia, in te pietate,
in te magnificenza, in te s”aduna
quantunque in creatura è di bontate”

Dante Alighieri, séc. XIV

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