Chanson de Mai

L’autre hier me apparait le mois de mai
regis aeterni munere
Et par un matin je me levais
mundum proponens fugere.

En un plaisant pré m’enoutrais
psalmos intendens psallere:
La Mère de Dieu vint me trouver,
jam lucis orto sidere.

Mère de Dieu vrai, sans reproche,
fons pietatis maximae,
De Celui me’envoyez confort
salutem praestans animae.

Gardez-moi Dans les mêmes infames,
qui me tentant saepissime;
Paradis montre à la mort,
rerum Creator optime

Em outro dia me apareceu o mês de maio
dom do Rei Eterno
E de manhã cedo levantei-me
propondo-me a fugir do mundo

Por um agradável prado passei
com intenção de cantar salmos
A Mãe de Deus saiu ao meu encontro
com o primeiro raio do Sol.

Verdadeira Mãe de Deus, sem mancha,
fonte da mais alta piedade
Dá-me o consolo dAquele
Que traz a salvação da alma

Guardai-me dos meus pecados
que com tanta frequência me assaltam
mostra-me na hora de morte no Paraíso
o Beato Criador do Universo

 

 

Esta peça do Século XIII é uma surpreendente combinação de dois textos, um hino litúrgico matutino em latim que se mistura com um texto em vernáculo. O mês de maio é o mês, na Europa, da Primavera, também sendo o mês de Maria. Durante a Idade Média, a passagem do Inverno para a Primavera era símbolo da passagem da morte para a vida, das trevas para a luz.

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