A Grande Promessa: comunhão das nove sextas-feiras

Eis o Coração que tanto amou os homens que nada se poupou até exaurir-se e consumir-se para lhes manifestar o seu amor1

 

Durante a segunda metade do século XVII, Nosso Senhor Jesus Cristo apareceu à Santa Margarida Maria Alacoque, a fim de difundir uma grande devoção para salvação das almas que naquele tempo eram devastadas por heresias, principalmente o jansenismo. Tal devoção serviria também para muitos que nasceriam desde então.

Na primeira vez em que Nosso Senhor apareceu, no dia 27 de dezembro de 1673, Festa de São João Evangelista, Ele mostrou seu Sagrado e ardente Coração e disse à Santa a sua grande intenção:

O meu Divino Coração está tão cheio de amor pelos homens e por ti em particular, que, não podendo mais conter em si mesmo as chamas da sua ardente caridade, sente necessidade de espalhá-las por teu intermédio e de manifestar-se a eles para enriquecê-los com os preciosos tesouros que a ti descubro, e que contém graças santificantes e necessárias para retirá-los do abismo da perdição

Desde então, Nosso Senhor demonstrou Sua Vontade em solidificar sobre a Terra a devoção ao Seu Sagrado Coração, a fim de que seus filhos não só tivessem devoção pelo Seu Coração de Carne, mas que contemplassem o Imenso Amor que busca dar ao mundo, além de lhes fazer meditar em todas as ofensas cruéis  por Ele sofridas, todas causadas pelo desprezo dos homens.

Dentre tudo que foi dito por Nosso Senhor a Santa Margarida, destaca-se o que ocorreu no dia 01 de maio de 1688, no qual Cristo proferiu a conhecida Grande Promessa:

Eu te prometo no excesso da misericórdia do meu Coração que o meu amor todo poderoso concederá a todos aqueles que comungarem na primeira sexta-feira de nove meses consecutivos a graça da penitência final; não morrerão no meu desagrado, nem sem receberem os sacramentos; nessa hora derradeira o meu Coração há de ser para eles asilo seguro.

É importante frisar que esta promessa não se trata de um meio para que as pessoas se esquivem das obrigações de Filhos de Deus, que são realizadas mediante o cumprimento dos mandamentos, mas um meio generoso e eficaz dado por Nosso Senhor para que a graça da perseverança final seja alcançada, sem deixar-se de viver santamente.

 

Condições necessárias para ter direito aos frutos da Grande Promessa

Para alcançar tão grande graça é necessário que se cumpram os ditames abaixo listados:

  1. A comunhão deve-se realizar na primeira sexta-feira do mês e não em outro dia;
  2. Deve-se fazer durante nove meses seguidos, sem interrupção, exceto se tratar-se da Sexta-Feira Santa2;
  3. Deve ser feita em estado de graça com a intenção particular e especial em honrar o Sagrado Coração3.

Enfim, tais atos, assim como em quaisquer devoções, devem ser feitos por amor verdadeiro a Nosso Senhor Jesus Cristo, que certamente honrará o esforço de quem comungá-Lo seguidamente por nove vezes sempre com a intenção de honrar Seu Sagrado Coração.

Sempre lembremos destas belas palavras da discípula do Sagrado Coração de Jesus:

O seu amor não deixará perecer nenhuma das almas, que lhe forem consagradas para lhe prestar todas as homenagens e todo o amor, com vontade franca e sincera, e procurarem dar-lhe esta consolação conforme a medida das suas forças

  1. Nosso Senhor Jesus Cristo a Santa Margarida Maria
  2. Neste caso, a continuação da contagem se dá apenas na primeira sexta-feira do mês seguinte
  3. Diferentemente da devoção dos 5 primeiros sábados, a confissão próxima a comunhão não é um requisito, sendo necessário obviamente o estado de graça
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