Normas do Bom Congregado

  1. A disciplina faz o bom soldado. A obediência e o res­peito ao Padre Diretor e às Regras da Congregação caraterizam o bom Congregado Mariano.
  2. Aquele que é cumpridor das pequeninas obrigações, também o será das grandes. Assim, a presença nas reuniões, o uso da fita, a saudação mariana: – Salve Maria! – apontam os congregados que o são deveras, que jamais faltam com seus de­veres de Católico e Mariano fervoroso.
  3. Ninguém é compelido a entrar na congregação, uma vez, porém, nela admitido deverá viver a vida mariana consoante às Regras e conforme promessas espontaneamente feita ao pé do altar.
  4. Foi a eleição do amor à Virgem Imaculada, foi a de­voção a tão terna Mãe, que nos conduziram à Congregação. Sejamos, pois, fiéis e fervorosos nesta reverência, neste amor filial, não Congregados só de nome, mas de fato.
  5. A Congregação reúne almas de boa vontade, de­cididas aos grandes prélios do bem e da verdade, propugnando pelo aperfeiçoamento moral de cada membro e a irradiação desse aperfeiçoamento na sociedade em que vive. Quem não tiver, por conseguinte, o espírito de sacrifício, não for fervoro­so no cumprimento dos deveres, que a si mesmo se impôs para a consecução daquele aperfeiçoamento, não pode ser Congre­gado Mariano. Ou aprende a cumprir os seus deveres, ou dei­xa o lugar para os que o sabem cumprir. É engano — engano muito grande — aquilatar o valor de uma Congregação pelo número dos seus membros. O progresso quantitativo é bom e até ótimo, quando se tem primeiro o progresso qualitativo. Mais vale a qualidade que a quantidade. O ideal é a divisa de Pio XI: POUCOS E BONS — está bem. MUITOS E BONS — melhor.
  6. Antes de chegar a Congregado, deve o Candidato passar por um estágio, suficientemente longo, afim de “dar provas de que é um elemento aproveitável” . Deve, em “segui­da, ser examinado sobre as Regras da Congregação — se as conhece e se as pratica. Só no caso afirmativo, poderá ser ad­mitido no rol dos Congregados. O mesmo acontece na admissão de um Aspirante a Noviço.
  7. O Congregado, Noviço ou Aspirante que falta no­tavelmente com seus deveres, na Congregação, sem se justifi­car, deve ser avisado caridosamente mas com firmeza. Se con­tinuar a faltar sem motivo, faz-se-lhe ver que assume toda a responsabilidade na sua exclusão da Congregação.
  8. A caridade deve ser a nota distintiva da Congregação. Caridade fraterna entre os Congregados. Caridade de uma Congregação para com outra. Caridade pa­ra com os pobres. Caridade para com os infiéis, trabalhando na propagação da Fé. Caridade, acima de tudo, para com Deus, amando-O so­bre todas as coisas e preferindo antes sofrer tudo que perder sua graça. Cristo disse: — “Os homens vos reconhecerão por meus discípulos, se vos amardes uns aos outros como Eu vos Amei”. Não é, pois, discípulo de Cristo quem não observa a Caridade fraterna. E a condição para haver progresso em uma associação é que haja nela caridade fraterna, sem a qual, Cris­to desconhece essa associação e nega-lhe a graça. Portanto, deve ser radicalmente banido da Congregação todo espírito de crítica, de murmuração, de inveja, de ciúmes, de rivalidades, de querelas. “Quem quiser ser o primeiro, faça-se o último den­tre todos”, disse Nosso Senhor. Toda a rivalidade, pois, deve consistir em procurar o último lugar, em ser cada um o mais humilde.

A vida interior é a base da vida apostólica. Deus agradece o apostolado de uma alma que antes de tudo procura santificar-se. “Nemo dat quod non habet”:  Ninguém dá o que não tem. Não pode, pois, trabalhar, direta ou indiretamente, pela salvação das almas quem não trabalha pela sua salvação.

O melhor apostolado, portanto, é o do bom exemplo. Se as pa­lavras comovem, os exemplos arrastam.

Extraído do Anuário da Federação das CCMM
do Paraná, em 1940

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